Terça-feira, 31 de março de 2026 - 07h45

Pero
Vaz de Caminha jamais escreveu a famosa frase de que no Brasil “em se plantando
tudo dá”, mas elogiou nossa terra. Hoje se sabe que a magia da elevada produção
agrícola brasileira não vem da terra em si, mas dos avanços agronômicos obtidos
depois de uma coleção enorme de frustrações e desastres.
Conta-se
que o escrivão do descobrimento do Brasil morreu em guerra contra muçulmanos no
tempo em que Portugal ocupava terras distantes, como hoje fazem os EUA, e
jamais conheceu a Amazônia e suas terras, mas certamente reservaria palavras
muito elogiosas às terras pretas. Da mesma forma que as terras brasileiras em geral,
pouco produtivas, requerendo a ação humana e aplicação dos constantes
progressos da tecnologia, as terras pretas e sua elevada fertilidade resultaram
da ação humana.
São
terras que sofreram ao longo dos séculos correções resultantes da combinação de
elementos como carvão, resíduos orgânicos, cerâmica e nutrientes para vencer a baixa
fertilidade natural. Hoje, nem as melhores terras, caso da terra roxa, dispensam
cuidados como a correção de acidez, o manejo de nutrientes, medidas de
conservação e tecnologia de precisão.
As
terras pretas amazônicas chamaram a atenção recentemente com a notícia de que
elas são capazes de aumentar o crescimento em até 55% na altura e 88% em
diâmetro do ipê-roxo (Handroanthus avellanedae). Vale a pena estudá-las,
portanto.
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As definições
Depois
das definições dos candidatos ao Senado dos governadoraveis Marcos Rogério
(PL), que serão Bruno Scheidt e Fernando Máximo, do ex-prefeito de Porto Velho
Hildon Chaves (União Progressista) com a deputada federal Silvia Cristina (PP)
e Mariana Carvalho (Republicanos), do prefeito Adailton Fúria (PSD), até
agora apenas com Luís Fernando Pereira,
foi a vez do postulante petista Expedito Neto anunciar seus candidatos ao Senado:
a ativista Luciana de Oliveira (PT) e o dirigente do Partido Verde Aires Mota).
Na aliança MDB/PDT os candidatos ao Senado são Confúcio Moura a reeleição e
Acir Gurgacz, mas ainda indefinido o candidato ao Palácio Rio Madeira desta
aliança.
Pé na estrada
Entusiasmado
com as primeiras sondagens eleitorais, visando as eleições de outubro ao Palácio
Rio Madeira, sede do governo estadual, o ex-prefeito de Porto Velho Hildon
Caves (União Progressista) está com o pé na estrada buscando a interiorização
do seu nome. Depois de percorrer as regiões do Café e Cone Sul rondoniense, na
sua primeira semana de pré-campanha, Hildon se manifestou otimista com a penetração
da sua coalizão em importantes polos demográficos, que são Cacoal e Vilhena,
cidades onde já trabalhou como promotor antes de se radicar em Porto Velho nos
anos 90.
A lei antifacção
Com
certeza a nova lei antifacção sancionada recentemente presidente Lula inova e
tornam mais rigorosas as ações contra o crime organizado no País. No caso de Rondônia,
onde os cartéis das drogas tomaram conta do pedaço, se infiltrando até na política,
se exige uma atenção mais especial do Ministério da Justiça, mais recursos para
equipamentos para a Policia Federal, pois o estado se transformou num corredor
do tráfico de cocaína, contrabando e armas e cigarros, seja pelas estradas,
pelos rios e até mesmo no espaço aéreo. Com tudo isto temos reflexos com escalada
estratosférica da criminalidade.
Federais de peso
O
atual prefeito de Porto Velho Leo Moraes (Podemos) segue articulações visando
fortalecer sua chapa de postulantes à Câmara dos Deputados para as eleições
deste ano. Já tem três nomes consolidados na peleja: a juíza Elma Tourinho, que
deixou o MDB, o pastor Valadares, que obteve uma grande votação no pleito
passado e o seu ex-secretário da saúde Jaime Gazola Filho. Durante a semana
novas lideranças do interior deverão assinar suas fichas de filiação para a disputa.
Leo está otimismo com o crescimento do Podemos em todo o estado e mira até uma candidatura
própria ao CPA.
Janela partidária
Com
a janela partidária, aquele dispositivo que autoriza a troca de partidos para
deputados estaduais, federais e vereadores sem a perda de mandatos se
encerrando nesta semana, as principais transferências já foram realizadas. O PL
foi o partido mais beneficiado, já que ficou com a maior bancada de deputados
estaduais e ganhou um candidato ao Senado, que é o deputado federal Fernando
Máximo, oriundo do União Brasil. Também a destacar as mudanças de partidos dos
deputados federais Lucio Mosquini, que deixou o MDB, Cristiane Lopes que pulou
do União Brasil para o Podemos. Nas nominatas formadas, o PP foi reforçado com
a adesão do ex-prefeito Jesualdo Pires, nome de ponteira a Câmara dos
Deputados.
Via Direta
*** Os pré-candidatos candidatos aos
governos estaduais Alan Rick, no Acre, Marcos Rogério em Rondônia e Omar Aziz
no Amazonas largam como favoritos na região amazônica conforme as primeiras
sondagens eleitorais. Manter a ponteira até o final e o grande desafio deles *** Na semana devem
surgir novas pesquisas já com os principais nomes definidos na disputa do Palácio
Rio Madeira em Rondônia. Pesquisas para todos os credos e gostos vigentes na
praça *** Alguns ex-deputados estaduais ressurgem
com força para voltar a ribalta na Assembleia Legislativas. Um deles é o
ex-prefeito de Ouro Preto do Oeste Carlos Magno, com forte apoio na Bacia
Leiteira.
Terça-feira, 31 de março de 2026 | Porto Velho (RO)
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