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Carlos Sperança

Esta briga cenográfica entre o governador Marcos Rocha e seu vice-governador Sergio Gonçalves vai se arrastando


Esta briga cenográfica entre o governador Marcos Rocha e seu vice-governador Sergio Gonçalves vai se arrastando - Gente de Opinião

Cientistas se manifestam

Protestar contra guerras e injustiças em redes sociais produz algum resultado ou é só o direito de espernear? Lula não readquiriu a liberdade por causa das manifestações iradas de seus eleitores, mas devido a complexas questões jurídicas. Bolsonaro não vai escapar da cadeia porque seus seguidores o querem livre e eterno candidato. Tudo vai depender da competência de seus advogados e de suas condições reais de saúde.

Os cientistas são um corpo especial de seres humanos com mais conhecimentos que a média das pessoas. Têm consciência política e a não ser onde são oprimidos por ditadores se põem sempre a favor do desenvolvimento econômico-social, da liberdade da paz. Seus discursos e manifestos correm mundo, mas o resultado de seus apelos é similar ao de postar reclamação em rede social. Não apresentam grandes resultados a não ser desabafar, sob o risco de criar provas contra si próprios em caso de insultos e exageros.

Há pouco, reunidos em Manaus, representantes das Academias de Ciências de 30 países emitiram um alerta unificado avisando que o mundo está à beira de um ponto crítico: “Sem florestas tropicais vivas, funcionais e socialmente integradas, a estabilidade climática global será impossível de sustentar”. Pedem a preservação das florestas tropicais e cooperação internacional em prol da ciência, da biodiversidade e das comunidades locais. As respostas ainda são tímidas e insuficientes.

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Eleições 2026

 Passado o Natal e as festividades do Ano Novo, a classe política rondoniense, repleta de indefinições, a partir de janeiro se volta as convenções estaduais para a escolha dos seus candidatos ao governo estadual, senado, nominatas a Câmara dos Deputados e Assembleia Legislativa. Mas antes das convenções em julho, teremos a janela partidária, instrumento que permite a troca de partidos pelos deputados estaduais e senadores sem a perda de mandato. Só depois deste dispositivo é que temos as verdadeiras definições do quadro eleitoral já que temos muitas mudanças previstas, um verdadeiro troca-troca de partidos.

Calendário eleitoral

Com a classe política atenta ao calendário das eleições 2026, teremos a eleição do primeiro turno em 4 de outubro e nos estados com segundo turno em 25 de outubro. A posse dos novos governadores deverá ocorrer entre 5 e 7 de janeiro. As pelejas começam a ser travadas nas convenções partidárias de julho com a homologação dos candidatos. No caso de Rondônia, algumas definições só deverão ocorrer nas últimas horas em vista de composições que não se concretizam. Entre idas e vindas também tem a formação das nominatas de postulantes à Assembleia Legislativa e Câmara dos Deputados, com articulações difíceis pelos diretórios partidários.

Novos governadores

 Temos as primeiras projeções com relação as eleições 2026 nos estados. Em alguns deles temos candidatos favoritíssimos para a peleja dos executivos. São os casos dos governadores que pleiteiam a reeleição como Tarcísio de Feitas em São Paulo, Eduardo Leite no Rio Grande do Sul, do senador Sergio Moro no Paraná, do prefeito Eduardo Paes no Rio de Janeiro. Acredita-se que um dos partidos em ascensão em 2026 será o PSD, de Gilberto Kassab, com nomes expressivos nesta campanha 2026, desde o Amazonas, com Omar Azis até o Rio de Janeiro com o prefeito Eduardo Paes.

Jogos de cena

Esta briga cenográfica entre o governador Marcos Rocha e seu vice-governador Sergio Gonçalves vai se arrastando e cada lado manipulando a situação de acordo com as suas conveniências. A medida em que se aproxima a desincompatibilização do governador Marcos Rocha para disputar uma cadeira ao Senado, o vice-governador vai montando sua base aliada, que terá como seu líder, o deputado estadual Marcelo Cruz, ex-presidente da Assembleia Legislativa, que sabe se articular bem no Poder Legislativo. O que se tem como certo nos meios políticos é que Rocha não romperá com o vice-governador para não perder o apoio da máquina azeitada da gestão estadual.

Aliança frankstênica

Na maior e mais poderosa aliança frankstênica já formada neste País, para derrotar o PT do atual presidente Lula, no estado do Ceará o ex-ministro e ex-governador Ciro Gomes que ingressou no PSDB está incluindo na sua coalizão a direta, a extrema direita e até o bolsonarismo que ele tanto criticava. Para derrotar Lula o ex-presidente Jair Bolsonaro autorizou aliança do PL com Ciro Gomes, algo considerado impensável até tempos atrás. Tucanos e bolsonaristas estarão abraçados e pulando cirandinha em vários estados, de acordo com as conveniências dos comandos partidários. Como se vê, a necessidade faz o sapo pular.

Via Direta

*** Como se esperava, o ex-governador do Paraná Álvaro Dias, fundador do Podemos, deixou seu partido e ingressou no MDB. Seu nome é cogitado para a disputa do Senado ou até mesmo o governo estadual *** Em Rondônia as trocas partidárias acabaram não ocorrendo. O deputado federal Lucio Mosquini que tencionava tomar goela abaixo o Republicanos de Aparício Carvalho se deu mal *** Mas a deputada federal Silvia Cristina se deu bem ao destronar o ex-governador Ivo Cassol do comando estadual do PP, um partido bem aquinhoado com recursos do fundão eleitoral *** O inverno amazônico desembarcou com tudo. Pobres prefeitos rondonienses.

* O conteúdo opinativo acima é de inteira responsabilidade do colaborador e titular desta coluna. O Portal Gente de Opinião não tem responsabilidade legal pela "OPINIÃO", que é exclusiva do autor.

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