Sábado, 2 de março de 2024 - 09h00

Em Rondônia, a venda de carnes
para outros países já representa 40% do total das exportações registradas no
Estado. Segundo dados do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), em 2023,
o faturamento com a exportação do produto ultrapassou os 960 milhões de
dólares, resultando em 76 milhões a mais que o registrado em 2022, quando as
exportações de carnes chegaram ao equivalente à 884 milhões de dólares.
Responsável por cerca de 9% da exportação de carne
bovina brasileira, Rondônia continua entre os seis maiores exportadores do
país, liderando o ranking na região Norte. “Em Rondônia, no ano passado, foram
abatidos quase três milhões de bovinos sob supervisão do Serviço de Inspeção
Oficial, é o 5° maior volume de animais abatidos no Brasil”, destacou o
presidente da Agência de Defesa Sanitária Agrosilvopastoril (Idaron), Julio
Cesar Rocha Peres.
Para o governador de Rondônia, Marcos Rocha, o
Estado tornou-se uma potência na produção de carne, unindo produtividade e
sustentabilidade. “Uma conquista histórica, que resulta da parceria entre
Governo do Estado, o produtor rural e os vários setores ligados ao
Agronegócio”, salientou, destacando ainda, que a reestruturação da Idaron, com
quase R$ 100 milhões em investimentos, possibilitou o fortalecimento da
segurança sanitária e permitiu ao Estado suspender a vacinação contra a febre
aftosa.
DESEMPENHO
Os cinco maiores compradores da carne de Rondônia,
em 2023, foram China, Emirados Árabes Unidos, Chile, Hong Kong e Egito. Segundo
o gerente de Defesa Sanitária Animal da Idaron, Fabiano Alexandre, “houve uma
evolução nas exportações de carnes para alguns países, enquanto para outros,
com exceção da China, ocorreu leve variação. Em 2022, por exemplo, os cinco
maiores compradores da carne produzida aqui no Estado foram China, Chile,
Estados Unidos, Egito e Indonésia”, enfatizou.
O presidente da Idaron, Julio Peres atribui o bom
desempenho de Rondônia nos índices aplicados ao Agronegócio, ao fato de o
Estado ser um dos poucos com reconhecimento da Organização Mundial da Saúde
Animal (OMSA), como livre de febre aftosa sem vacinação.
Mais confiante com o mercado, cumprindo todas as
medidas sanitárias e de biosseguridade adotadas pela Agência, com investimentos
do Governo do Estado, o produtor rural investiu na pecuária de corte, fator que
possibilitou o crescimento do rebanho bovino de 17,6 milhões para 18,2 milhões
de cabeças no pasto.
REFERÊNCIA
Em cinco anos, a exportação de carne e derivados deu
um salto de mais de US$ 300 milhões, indo de US$ 587,6 milhões, em 2018, para
mais de US$ 960 milhões em 2023, segundo informações do site Estatísticas de Comercio Exterior do Agronegócio Brasileiro
(Agrostat/Mapa).
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