Porto Velho (RO) domingo, 24 de outubro de 2021
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Viviane Paes

Você já pensou como será o mundo pós-Covid19?


Você já pensou como será o mundo pós-Covid19? - Gente de Opinião

Nos primeiros meses de 2021, pequenas e  medias empresas geravam mais de 60 por cento dos empregos na América Latina e delas dependem milhões de pessoas, segundo a Comissão Econômica para América Latina e o Caribe (Cepal), organismo técnico das Nações Unidas. No mesmo período, com a chegada da pandemia, o Banco Mundial havia estimado que essa atividade econômica sofreria uma redução de 4.6%, com quedas mais pronunciadas no Brasil e no México, de 5% a 6% respectivamente.

Nessa semana participei de um Webinar, um seminário virtual, com o título: Innovación abierta empresarial para un mundo Postcovid: oportunidades para Ibero América e América Latina, que abordou justamente a problemática do futuro pós-Covid. O evento foi promovido pelo Santander-Becas, em parceria com o Instituto de Analises Economica e Social (IAES) da renomada Universidad espanhola Alcalá de Henares. Essa instituição foi declarada patrimônio da humanidade pela UNESCO desde 1998 e é considerada a primeira concepção de cidade universitária do mundo. Foi fundada em 1293, e o prédio vizinho da esquina dela é nada mais que a casa de Miguel de Cervantes, hoje transformada em um museu.

O instituto está promovendo uma série denominada Diálogos que promoverá até o final do ano encontro com os principais pesquisadores do mundo que desejam compartilhar visões e resultados de pesquisas sobre a economia na atualidade. O primeiro webinar teve como palestrante o doutor em Economia, Esteban Campero, responsável de “Pymes y Empreendimientos, da Secretaria Geral Ibero-americana (SEGIP)”. *pymes em espanhol são pequenas y medias empresas, veja Box sobre a SEGIP.

No Brasil

As estatísticas sobre a abertura e fechamento de pequenas, médias e MEI – micros empreendedores individual foram amplamente divulgados nos meios de comunicação no Brasil, nesse período de pandemia.

No início desse ano, a Fundação Getúlio Vargas (FGV) apresentou um estudo realizado em parceria com o SEBRAE, apontando que os pequenos negócios estão perdendo dinheiro desde fevereiro por conta da pandemia da Covid-19. Segundo o estudo, 79% das pequenas empresas reportaram que estão sendo impactadas negativamente pela crise sanitária — a pior porcentagem desde julho de 2020, quando o valor era de 81%. 

Em média, as pequenas empresas faturaram 43% menos do que faturavam antes da pandemia, mesmo com o afrouxamento das restrições. Desde março, 80% dos pequenos negócios estão em operação.

Esse segmento econômico passou pelas mesmas alterações no mundo todo com fechamento dos estabelecimentos e o aumento dos serviços delivery. Para muitos foi lucro, mas para maioria prejuízo e por isso a pergunta que os pesquisadores tem feito é o que fazer para alavancar a economia no pós-Covid19?

O doutor Óscar Montes Pineda, coordenador do departamento de Economia y Dirección de Empresas da Alcalá de Henares, e também pesquisador do instituto IAES iniciou o primeiro Diálogos: Innovación abierta empresarial para un mundo Postcovid: oportunidades para Iberoamérica e América Latina explicando a relevância dos estudos e parcerias entre as instituições universitárias, órgãos internacionais e instituições financeiras para a sociedade depois da Covid-19. Como essa união irá favorecer a economia das pymes, nos países ibero-americanos e nos latinos?!

A jornalista com formação em MBA que ainda existe em mim, amou o tema é a oportunidade de participar de um evento desse porte. Principalmente por ter sido contemplada com uma bolsa (becas em espanhol) do Santander Universidade, no valor nada modesto de 180 euros, o equivalente hoje a R$1.125,00. Quem não está preocupado com o que iremos viver nos próximos meses?! Quantos ficaram desempregados, ou tiveram redução salarial e principalmente o que não se pode solucionar: como viver de agora em diante sem familiares, amigos e colegas que faleceram por essa doença...

Eu tenho me adaptado como ninguém nos últimos quatro anos e familiares e amigos íntimos sabem de todos os motivos!

Mas o que podemos controlar é nosso planejamento ou sonho do que queremos realizar a partir de agora, que nossos conceitos foram destruídos ou modificados pelo coronavírus!

Voltei a investir em um antigo sonho, o de estudar e morar um tempo na Espanha depois que meus filhos estivessem com a vida “encaminhada”. A primogênita já está formada e trabalhando na área escolhida – privilégios de poucos! O mais novo termina o ensino médio e tem planos audaciosos, mas não impossíveis que ainda posso contribuir para que ele os realize. Então, digamos que daqui uns três anos poderei investir no meu!

Por esse motivo já estou pré-inscrita nos demais Diálogos, previstos para setembro e novembro deste ano, por ter uma MEI há quase 10 anos e acreditar que as pedras no caminho formam estradas ou muralhas. Os meus pedregulhos estou transformando em um caminho bem bacana, mas quando elas querem se transformar em muralhas me armo de determinação e das minhas pernas de 1.20 cm para saltá-las...

As bolsas de estudo do Santander estão disponíveis para todos que tenham curso superior. Vale muito conferir se existe alguma que se encaixe em seu perfil. Veja o link: https://www.becas-santander.com/pt_br/index.html

SEGIP

Na Primeira Cúpula de Chefes de Estado e de Governo da Ibero-América (Guadalajara, México, 1991) criou-se a Conferência Ibero-americana, formada pelos Estados da América e da Europa de língua espanhola e portuguesa.

A celebração de reuniões anuais permitiu avançar na cooperação política, econômica e cultural entre as nossas populações.

Para reforçar este processo, a XIII Cúpula (Santa Cruz de la Sierra, Bolívia, 2003) decidiu criar a Secretaria Geral Ibero-americana (SEGIB) como nova organização internacional.

A Secretaria Geral Ibero-americana (SEGIB), que tem a sua sede em Madrid, é o órgão permanente de apoio institucional e técnico à Conferência Ibero-americana e à Cúpula de Chefes de Estado e de Governo, formada pelos 22 países ibero-americanos: dezanove na América Latina e três na península Ibérica, Espanha, Portugal e Andorra.

A SEGIB conta com escritórios de representação em quatro cidades da América Latina a partir dos quais se coordena a atividade para o conjunto do subcontinente. São Brasília, México D.F., Montevidéu e Cidade do Panamá.

https://www.segib.org/pt-br/

* O conteúdo opinativo acima é de inteira responsabilidade do colaborador e titular desta coluna. O Portal Gente de Opinião não tem responsabilidade legal pela "OPINIÃO", que é exclusiva do autor.

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