Porto Velho (RO) terça-feira, 11 de dezembro de 2018
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Viviane Paes

Energia elétrica mundial: uns choram, o Brasil deveria comemorar! Por Viviane Paes


Eu sei que perdemos a Copa, mais uma, né?! Fazer o quê?! Nada, no meu caso que nem ligo ao nível loucura para esse evento. Estava preocupada com os 12 tailandeses presos na caverna do que um monte de jogadores milionários remunerados duplamente para defender a bandeira dos países de origem... Enfim.

Este mês a BP - empresa de atuação global que fornece produtos e serviços de aquecimento, iluminação e mobilidade a pessoas de todo o mundo com o objetivo de impulsionar a transição para um futuro com menor emissão de carbono apresentou o Statistical Reviem of World Energy 2018.

O informativo é apresentado há 67 anos e traz um dado preocupante para os países europeus, como a Espanha e da Ásia oriental, especificamente, a China. Por lá cresceram a emissão de carbono, pela primeira vez desde 2013, em 1,6%. E 63% desse incremento foram produzidos nos países fora da OCDE – Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico.

O Brasil mantem relação bilateral com a entidade internacional há alguns anos, mas não é um membro. Em maio do ano passado, o então ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes e da Fazenda, Henrique Meirelles enviaram um pedido de adesão a OECD. Talvez agora o Brasil seja aceito.

A matriz energética do Brasil é muito diferente da mundial. Por aqui, apesar do consumo de energia de fontes não renováveis serem maior do que o de renováveis usamos mais fontes renováveis que no resto do mundo. Somando lenha e carvão vegetal, hidráulica, derivados de cana e outras renováveis, nossas renováveis totalizam 41,1%, quase metade da nossa matriz energética. Poderia ser muito mais, é óbvio!

 

Energia elétrica mundial: uns choram, o Brasil deveria comemorar! Por Viviane Paes - Gente de Opinião
É lógico que somos privilegiados com a Floresta Amazônica, onde está concentrado nosso maior potencial hídrico, mas as nossas fontes de energias renováveis é uma das maiores do planeta: 43,5% contra 14,1%, conforme gráfico abaixo. Fonte: EPE
 
Em Madri, durante a apresentação do informe anual, o presidente da BP Espanha, Luis Aires, explicou: “demos dois passos adiante e um atrás, porque crescem as fontes de energia renováveis, mas o incremento da necessidade de utilizar energia elétrica produzida nas térmicas aumentou no ano passado com o crescimento industrial e o inverno europeu”.

Esse é um movimento cíclico, por lá e aqui também. Como consumidores sofremos com a utilização da bandeira vermelha, no período do verão, quando a vazão dos rios diminui pela ausência de chuvas e as térmicas são acionadas para atender a demanda dos grandes centros.

Claro que estamos longe da perfeição e cada vez mais distantes do desenvolvimento de pesquisas que produzam o aproveitamento total de nossas fontes de energias renováveis. Falta investimento e muito em pesquisas e a partir de agora, com a Lava Jato punindo – certamente, as maiores construtoras do país, essa queda será crescente!

Foram bilhões de reais e dólares em pagamento de propinas que poderiam e deveriam ter sido destinadas à pesquisa das energias renováveis. Agora a fonte secou por algum tempo...

A ironia de sempre. Temos a riqueza natural que todos lá fora ambicionam, entretanto, nunca conseguimos utilizá-la plenamente por conta da corrupção reinante.

Triste. Isso sim me dá vontade de chorar, não a perca da Copa. Mesmo assim prefiro me fixar no dado positivo e comemorar! Somos um País com grande potencial energético e poderíamos ser o exemplo para todas as nações, mas...
Energia elétrica mundial: uns choram, o Brasil deveria comemorar! Por Viviane Paes - Gente de Opinião

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