Quinta-feira, 18 de dezembro de 2025 - 13h30

O Ministério Público
de Rondônia (MPRO), em parceria com a Comissão de Equidade de Gênero, Raça e
Diversidade (Comissão EGRD), promoveu a palestra “Crimes de Gênero, Direito
Antidiscriminatório e Feminicídios sob a Perspectiva da Mulher Negra”,
ministrada pela advogada e influenciadora digital Fayda Belo, na quarta-feira
(17/12), no auditório do MPRO. A atividade concluiu a programação da campanha
“21 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra a Mulher” que neste ano foi
conduzida pelo tema "A Violência Contra as Mulheres Interrompe
Futuros".
A iniciativa é resultado da articulação entre a Comissão EGRD, Ouvidoria
das Mulheres, Núcleo de Atendimento às Vítimas (Navit), 35ª Promotoria de
Justiça da Capital, Grupo de Atuação Especial Cível e de Defesa dos Direitos
Humanos (Gaeciv), Grupo de Atuação Especial da Educação (Gaeduc) e o Comitê
Gestor da Política Interinstitucional de Equidade de Gênero, Raça e Diversidade,
integrado pelo Tribunal de Justiça de Rondônia (TJRO), Tribunal Regional do
Trabalho da 14ª região (TRT 14) e Ministério Público do Trabalho em Rondônia e
Acre (MPT RO/AC) e Rede Lilás.
A mesa de autoridades foi composta pela Chefe de Gabinete da Procuradoria-Geral de Justiça e Presidente da Comissão EGRD, promotora de Justiça Flávia Barbosa Shimizu Mazzini; pela procuradora de Justiça Andréa Luciana Damacena Ferreira Engel; pela Coordenadora substituta do Navit, promotora de Justiça Tâmera Padoin Marques Marin; pelo Secretário Geral, promotor de Justiça Tiago Lopes Nunes; pela Coordenadora do Comitê Gestor da Política Interinstitucional de Equidade de Gênero, Raça e Diversidade, juíza de Direito Miria do Nascimento de Souza; pela defensora Pública Késia de Abrantes Gonçalves Neiva; pela coordenadora da Rede Lilás, Rosimar Francelino e pela coordenadora nacional do Movimento Negro Unificado, Rosa Negra. Também estiveram presentes no evento, a presidente do Fórum Popular de Mulheres e Levante Feminino, Benedita do Nascimento e a coordenadora de Vigilância das Violências da Secretaria Municipal de Saúde, Itaci Ferreira.

“Para o Navit, assim como para a Promotoria de Justiça da Violência
Doméstica, integrar ao projeto 21 Dias de Ativismo é reafirmar o compromisso
diário com a proteção das mulheres, com a escuta qualificada, com o acolhimento
responsável e com a atuação firme na defesa de direitos. É compreender que o
enfrentamento à violência exige presença institucional constante, sensível às
vítimas e rigorosa com as estruturas que perpetuam essa realidade”, destaca
Tâmera Padoin.
Palestra
A palestrante Fayda Belo é advogada, especialista em crimes de gênero,
direito antidiscriminatório e feminicídios, com atuação destacada na defesa de
grupos historicamente excluídos. Mulher negra, filha de mãe solo, cresceu em um
contexto de forte vulnerabilidade social — realidade que moldou seu compromisso
com a justiça e com o enfrentamento das desigualdades raciais e de gênero.
Ganhou projeção nacional ao utilizar as redes sociais para traduzir temas
jurídicos complexos em linguagem acessível, tornando-se referência na
comunicação sobre direitos humanos.

Sua atuação digital impulsionou ações de incidência, como mobilizações
contra práticas racistas — entre elas, a denúncia formal do caso das “Bananas
de Pelúcia”, no Rio de Janeiro — e o engajamento em campanhas de alcance
global, como a iniciativa #paracadauma, da ONU. Reconhecida nacionalmente,
combina sólida formação jurídica com vivências pessoais marcadas pela luta
contra o racismo, a misoginia e as desigualdades sociais.
A palestrante trouxe à tona discussões sobre violência de gênero,
destacando a importância da interseccionalidade entre gênero, raça e classe
social. Durante o encontro, foram abordadas as múltiplas formas de opressão que
afetam mulheres em diferentes contextos, evidenciando como fatores sociais e
raciais intensificam situações de vulnerabilidade.
Fayda destacou a importância de incluir todas as mulheres na discussão.
Segundo ela, sem considerar o recorte racial, o debate não contempla a
totalidade das vítimas, mas apenas parte delas. Essa exclusão, afirmou, “faz
com que algumas mulheres avancem em direitos, enquanto outras continuam sendo
violentadas, estupradas e mortas”. A palestrante reforçou que a justiça precisa
alcançar todas as mulheres, sem exceção. A palestra promoveu reflexões e
conscientizações, ao reforçar sobre a necessidade de políticas públicas e ações
coletivas para combater essas desigualdades.
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