Quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026 - 14h45

O Núcleo Psicossocial de Guajará-Mirim, em parceria
com a 1ª Vara Criminal do município, vem desenvolvendo um importante trabalho
voltado às mulheres em situação de privação de liberdade. A iniciativa,
intitulada “Mulheres que Renascem”, tem como objetivo promover o fortalecimento
humano, emocional, social e cidadão das internas, contribuindo diretamente para
a ressocialização e a reconstrução de projetos de vida.
O programa é acompanhado pelo Poder Judiciário
local, sob a condução do juiz titular Renan Kirihata, e está alinhado aos
princípios da execução penal humanizada, em consonância com as diretrizes do
Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária. A proposta encontra
respaldo na Lei de Execução Penal (Lei nº 7.210/1984), que estabelece a
reintegração social como finalidade essencial da pena, para além do caráter
meramente punitivo.

Vulnerabilidades e escuta qualificada
O projeto busca enfrentar uma realidade
desafiadora: uma população carcerária feminina enfrenta múltiplas
vulnerabilidades sociais, emocionais, familiares e econômicas, o que exige
intervenções que ultrapassem a lógica da punição. Para isso, visitas técnicas e
momentos de escuta qualificada realizados na unidade prisional de Guajará-Mirim
evidenciaram a necessidade da criação de espaços seguros de diálogo,
acolhimento e fortalecimento emocional.
As ações psicossociais do projeto são executadas
pela psicóloga Vanusa Tassaro e pela assistente social Fátima Braga,
profissionais que atuam diretamente no acompanhamento das internas, promovendo
reflexões, apoio emocional e incentivo à ressignificação de histórias marcadas
por violência, exclusão e rompimento de vínculos.
Durante as escutas, as mulheres manifestaram o
desejo de participar de atividades que estimulem a autoestima, o fortalecimento
de vínculos afetivos e a preparação para o retorno ao convívio social,
demonstrando interesse em reconstruir suas trajetórias de vida de forma mais digna
e autônoma.
O projeto contempla diversas atividades, como
encontros mensais, rodas de conversa e palestras educativas.
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