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“Mulheres que Renascem” fortalece a ressocialização feminina no sistema prisional de Guajará-Mirim


“Mulheres que Renascem” fortalece a ressocialização feminina no sistema prisional de Guajará-Mirim  - Gente de Opinião

O Núcleo Psicossocial de Guajará-Mirim, em parceria com a 1ª Vara Criminal do município, vem desenvolvendo um importante trabalho voltado às mulheres em situação de privação de liberdade. A iniciativa, intitulada “Mulheres que Renascem”, tem como objetivo promover o fortalecimento humano, emocional, social e cidadão das internas, contribuindo diretamente para a ressocialização e a reconstrução de projetos de vida.

O programa é acompanhado pelo Poder Judiciário local, sob a condução do juiz titular Renan Kirihata, e está alinhado aos princípios da execução penal humanizada, em consonância com as diretrizes do Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária. A proposta encontra respaldo na Lei de Execução Penal (Lei nº 7.210/1984), que estabelece a reintegração social como finalidade essencial da pena, para além do caráter meramente punitivo.

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Vulnerabilidades e escuta qualificada

O projeto busca enfrentar uma realidade desafiadora: uma população carcerária feminina enfrenta múltiplas vulnerabilidades sociais, emocionais, familiares e econômicas, o que exige intervenções que ultrapassem a lógica da punição. Para isso, visitas técnicas e momentos de escuta qualificada realizados na unidade prisional de Guajará-Mirim evidenciaram a necessidade da criação de espaços seguros de diálogo, acolhimento e fortalecimento emocional.

As ações psicossociais do projeto são executadas pela psicóloga Vanusa Tassaro e pela assistente social Fátima Braga, profissionais que atuam diretamente no acompanhamento das internas, promovendo reflexões, apoio emocional e incentivo à ressignificação de histórias marcadas por violência, exclusão e rompimento de vínculos.

Durante as escutas, as mulheres manifestaram o desejo de participar de atividades que estimulem a autoestima, o fortalecimento de vínculos afetivos e a preparação para o retorno ao convívio social, demonstrando interesse em reconstruir suas trajetórias de vida de forma mais digna e autônoma.

O projeto contempla diversas atividades, como encontros mensais, rodas de conversa e palestras educativas.

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