Quarta-feira, 3 de abril de 2019 - 11h20

Geográfica
e economicamente possível, a malha férrea interligando à antiga Estação Central
à Igreja da Candelária será um dos novos marcos a serem conquistados pela
Associação dos Ferroviários da Estrada de Ferro Madeira Mamoré (ASFEMAM)
com apoio buscado com o Governo Federal ao menos duas décadas.
A medida, tantas vezes projetada por governos passados, agora poderá virar realidade advindas em negociações sustentáveis mantidas entre a entidade e engenheiros do Departamento Nacional de Infraestrutura Terrestre (DNIT), tanto em Porto Velho quanto em Brasília.
Pioneira nas
rodadas de negociações com os ministérios envolvidos no Programa Nacional de
Revitalização de Ferrovias do Brasil, entre os quais, dos Transportes (governos
Fernando Henrique Cardoso, Lula e Dilma Rousselff), a ASFEMAM, “só agora, pode se dá ao luxo de ter sido
escutada, devidamente, pelo Governo Jair Bolsonaro”.
Por conta dessas atuações -
internas e externas -, além da obtenção do apoio irrestrito, a nível local em
datas comemorativas e da organização das demandas voltadas aos Ministérios, em
Brasília, “é que ressaltamos o
apoio irrestrito da Federação do Comércio (FECOMÉRCIO), do MPF, MPE, entidades
de classe e de parte do poder público e político”, disse José Bispo, 86, líder dos ferroviários.
Foi no sábado (30.03), que uma
caravana puxada pela Diretiva dos Ferroviários, entre os quais, o deputado
federal Leo Moraes, apoiadores e amigos da Madeira Mamoré percorreu parte do
trecho ainda a ser liberado. O reconhecimento foi feito por meio da Litorina
(espécie de vagão que tem motor) da Candelária ao antigo Casarão, ora em
processo de futura cessão de uso.
Irmanaram-se ainda no passeio de
pouco mais de 700 metros entre trilhos e dormentes recuperados, na área do
Consórcio Santo Antônio Energia (CSA-E), responsável única pela construção dos
taludes na orla de acesso ao Complexo Ferroviário, antigos ferroviários,
turistas e visitantes.
O passeio-inspeção de caráter
colaborativo, na opinião do Vice-Presidente da ASFEMAM, GeorgeTelles
(Carioca), “serviu para mostrar a
importância do transporte ferroviário de passageiros (turistas e visitantes)
para o desenvolvimento da economia municipal”. Além da
possibilidade da reabertura do trecho entre a estação Central à Igreja da
Candelária.
De acordo com os membros da
Diretiva dos ferroviários, graças a entendimentos com a Santa Antônio Energia e
IPHANl, foi possível nessa terça-feira (02.03), a liberação de mais varas
(trilhos) que serão reinstalados à malha férrea da Igreja da Candelária ao
entorno do antigo Casarão, onde abrigavam-se os comandos e entrepostos da
administração.
É intenção dos ferroviários, após
a emissão de um laudo técnico por parte do IPHAN (Instituto do Patrimônio
Histórico Artístico Nacional), dentro do projeto de revitalização do Complexo
Ferroviário, fazer a Litorina circular cerca de 2,3 quilômetros cujo trecho vai
da Estação Central à Candelária.
Sobre o assunto, Carioca afirma
que, “não se trata de uma
possibilidade remota vez que o DNIT, em Brasília, já concluiu os estudos de
viabilidade cuja medida autorizativa só depende, agora, do Presidente Jair
Bolsonaro que, em breve, pode destinar engenheiros do DNIT a Porto
Velho à conclusão dos protocolos já discutidos, a nível local”.
O trajeto de cerca de sete
quilômetros da antiga Central dos Trens, passando pela Candelária ao antigo
Casarão, trata-se de um sistema de transporte, na inicial de uma futura
operação de passeios turísticos será feito por uma Litorina. Os passageiros
desfrutarão de um vagão (a motor), a preços módicos, segurança e comodidade com
a Litorina correndo sobre os trilhos (carris).
A
futura liberação dessa parte do trecho, disse Carioca, “fará com que os olhos do mundo se voltem à
nossa cidade” cuja história é integrada por mais de 57 nações.
Além da predominante presença de barbadianos, a Ferrovia nos tirou do
isolamento geográfico por sobre os trilhos, revelando aos construtores regiões
produtivas da borracha levada às indústrias pneumáticas dos Estados Unidos e da
Europa.
- Com os sete quilômetros
reativados pelo DNIT, certamente, turistas e visitantes sairão da
concentração urbana e cairão de cabeça na busca de nossas belas paisagens,
altamente inconfundíveis”, arrematou o Vice-Presidente da Associação dos
Ferroviários, George Telles.
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