Porto Velho (RO) terça-feira, 15 de outubro de 2019
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Sergio Pires

Médicos pelo Brasil: Relatório de Confúcio Moura causa polêmica + BR 364 matou um a cada cinco dias + Aplausos a Léo, Mariana, Chrisóstomo e Nazif


Médicos pelo Brasil: Relatório de Confúcio Moura causa polêmica  + BR 364 matou um a cada cinco dias + Aplausos a Léo, Mariana, Chrisóstomo e Nazif - Gente de Opinião

MÉDICOS PELO BRASIL: RELATÓRIO DE CONFÚCIO MOURA CAUSA POLÊMICA POR ACEITAR CUBANOS SEM O REVALIDA

 Há muitas opiniões diferentes, contraditórias, complexas até, sobre a questão do programa Médicos  Pelo Brasil, o novo nome do Mais Médicos. Elas se espalham país afora e envolvem também rondonienses. Uma das posições mais polêmicas tem sido a do senador Confúcio Moura, o relator da Medida Provisória que trata do assunto. Confúcio propõe que o programa reabra as portas para os médicos cubanos, cerca  de 1.800 que  ficaram no Brasil e que, poderiam clinicar sem passar pelo Revalida, o complexo exame que médicos formados no exterior têm que fazer, para atenderem no nosso país. Isso soa, no meio médico nacional, como uma espécie de heresia. Várias críticas já foram feitas. Uma delas partiu de outro rondoniense, médico como Confúcio e uma das lideranças nacionais do Conselho Federal de Medicina. Hiran Gallo, que inclusive está disputando a presidência do CFM, ao falar  sobre  assunto, lamentou entre outras coisas, que  Confúcio Moura, relator da proposta,  não tivesse “barrado a tentativa de alguns grupos que têm interesse em manter esses intercambistas que atuam no Brasil”,  sem o cumprimento das exigências comuns a todos os profissionais. Ele prosseguiu: “infelizmente ele cedeu às pressões de grupos e agiu muito mais como político do que como médico, com anos de exercício profissional”. Para Hiran Gallo, como médico, Confúcio deveria “mais do  que ninguém reconhecer que a população deva ser atendida por profissionais bem formados e capacitados e deveria lutar para que esse direito fossem cumprido”. Longe de qualquer preconceito, acrescenta o líder médico, o que deve haver é a preocupação com que sejam cumpridos os requisitos mínimos, como o Revalida, para que os profissionais possam exercer a da Medicina no país.

Dois outros parlamentares federais tem se destacado na luta pelos médicos brasileiros, mas esses os que estudaram e se formam no exterior. Tanto Jaqueline Cassol quanto Lúcio Mosquini querem que a nova MP do Médicos pelo Brasil comtemplem esses profissionais, facilitando o acesso deles ao mercado. Jaqueline já tratou da questão em inúmeras ocasiões e Mosquini divulgou, nessa semana, um vídeo pelas redes sociais, pedindo apoio aos brasileiros que estudam fora. Mosquini, aliás, foi muito franco no vídeo, como geralmente o é. Disse que os brasileiros vão fazer Medicina no exterior porque aqui se paga 10 mil reais por mês para fazer o curso, enquanto em países vizinhos o custo é de apenas 800 reais. A verdade é que toda a situação é complexa e controversa. Confúcio quer proteger os cubanos, Jaqueline, Lucio e muitos outros políticos, querem proteger aos brasileiros que estudam e se formam no exterior. Hiran Gallo quer apenas que a legislação seja cumprida e que seja comprovada a competência dos médicos para atender à população. O assunto está posto na mesa. Que sejam encontradas as soluções que resultem em melhoria no atendimento aos milhões de doentes, muitos deles sem acesso a qualquer tipo de atendimento médico.

 

APLAUSOS A LÉO, MARIANA, CHRISÓSTOMO E NAZIF

Tudo errado! O que foi votado como “Sim” queria dizer não! O que foi votado como Não”, queria dizer sim. A confusão e a injustiça (que essa coluna embarcou) refere-se a votação da nova Lei Eleitoral, aprovada na última quinta e que criou várias excrescências, como a que permite o uso do dinheiro público para pagar advogados que vão defender políticos que tenham cometido crimes. Os 143 deputados que votaram pelo “Sim” formaram a minoria. Eles, sim, queriam aceitar a derrubada dessas malandragens, pelo Senado. Quem votou pelo Não, queria que as mudanças não fossem aceitas e que valesse a lei esdrúxula aprovada pela Câmara. Por isso, a injustiça. A coluna informou, na sexta, que Mariana Carvalho, Léo Moraes, Mauro Nazif e Coronel Chrisóstomo tinham votado a favor da lei. Erradíssimo. Os quatro merecem todos os elogios, por terem votado pelas mudanças feitas no Senado, ou seja, para que as mudanças que são um abuso contra o brasileiro, não fossem postas em prática. O único voto que apoiou essa malandragem, foi da deputada do PDT de Ji-Paraná, Silvia Cristina. Três deputados estiveram ausentes da votação: Lúcio Mosquini, Jaqueline Cassol eExpedito Netto. Aconteceu, nesse Blog, uma total inversão de valores. Os elogios foram para quem não merecia. As críticas foram para o quarteto que merece é  aplausos. A correção está feita, portanto. Pedimos desculpas aos leitores, aos citados e aos editores dos mais de 40 sites que reproduzem nossa coluna.

 

UMA SEGUNDA DECISIVA NA SAÚDE

A segunda-feira será um dia importante para a tentativa de uma saída para a questão dos servidores da saúde estadual. Eles realizaram vários protestos nos últimos dias, incluindo prejuízo no atendimento aos doentes do Pronto Socorro Joao Paulo II inconformados com o que consideram um aumento na carga horária de seu trabalho. A questão básica é que o Ministério Público e o Tribunal de Contas exigem que sejam cumpridas as 40 horas semanais determinadas nos casos em que esse período constou no concurso público a que o servidor da saúde se submeteu. Caso a Secretaria de Saúde não implante o ponto eletrônico e exija o cumprimento do horário, o secretário Fernando Máximo poderá  ser processado por improbidade administrativa. Para esta segunda, Máximo conseguiu agendar uma reunião no Tribunal de Contas, com representantes do MP e dos quatro sindicatos que representam os trabalhadores do setor. Ao final dela se saberá se houve algum acordo ou se a situação continuará tensa ou, até vai piorar. Esperemos que, seja qual for a decisão, o atendimento à população não seja prejudicado.

 

MARCOS ROGÉRIO E A LIDERANÇA

Setores da imprensa nacional já estão colocando o senador rondoniense Marcos Rogério como provável novo líder do governo no Senado. Com a denúncia contra Fernando Bezerra Coelho, do MDB de Pernambuco, que exercia a liderança e colocou seu cargo a disposição do presidente Bolsonaro, crescem as chances de Marcos Rogério. O senador de Ji-Paraná (aliás, deve ser a única cidade do interior  brasileiro que tem dois senadores; o outro é Acir Gurgacz) está em alta junto ao Palácio da Alvorada. Cada vez mais próximo de Bolsonaro, Marcos Rogério chegou a ser citado inclusive como futuro ministro. Depois que Bezerra foi alvo de uma operação da Polícia Federal, inclusive em seu gabinete, por suspeita de ter recebido propina de empreiteiras, o nome do senador rondoniense de primeira mandato começou a aparecer na mídia. Nos próximos dias, se saberá se as especulações têm fundamento.

 

BR 364 MATOU UM A CADA CINCO DIAS

Foi mais um ano de perdas de muitas vidas. Um total de 91 rondonienses (gente de todas as idades), morreram nos 1.625 acidentes registrados apenas nas nossas Brs. Os números são de 2018 e apontam ainda 1.538 feridos, alguns com gravidade e outros tantos que ficarão com sequelas pelo resto de suas vidas. Os dados são de pesquisa nacional da CNT, que apontou anda que, no país inteiro, foram mais de 69 mil acidentes, com 5.269 mortes, sempre lembrando que os números se referem apenas a colisões em rodovias federais. Somadas todas as mortes também em rodovias estaduais, estradas vicinais, ruas e avenidas de todas as cidades brasileiras, mais de 48 mil brasileiros perderam suas vidas. Nos últimos onze anos, a rodovia mais mortal de Rondônia, a famigerada BR 364, registrou nada menos do que 4.240 acidentes e 399 mortes. Em 2018, das 91 vítimas fatais nas rodovias do Estado, nada menos do que 72 (ou quase 80 por cento) se registraram na 364. Foram seis mortes, em média, por mês. Uma a cada cinco dias. Os crimes violentos e o trânsito são as principais causas de morte por aqui e no país inteiro. Perto de 100 mil brasileiros pereceram por ano, na última década, vitimadas por esses dois motivos principais de tantas mortes. Lamentável!

 

ENFIM, O ESGOTO PARA JI-PARANÁ!

A cidade de Ji-Paraná viveu um dia histórico, na sexta-feira. Numa solenidade comandada pelo governador Marcos Rocha, com a presença do prefeito Marcito Pinto, do presidente da Assembleia Legislativa, Laerte Gomes; de secretários estaduais, de representantes da bancada federal, da Assembleia e de inúmeras outras autoridades, foi assinada a ordem de serviço para as obras de esgoto sanitário da cidade. Os investimentos serão na ordem de 187 milhões de reais, com a construção de várias Estações de Tratamento de Esgoto (ETEs); rede coletora com 472 quilômetros e mais de 36 mil ligações domiciliares para atender 80 por cento da população do perímetro urbano do município. O evento se sexta foi o ápice de uma batalha de mais de 20 anos. Houve muito esforço, muita luta, de ex governadores (como José Bianco, Ivo Cassol e Confúcio Moura) e de ex prefeitos. Jesualdo Pires, por exemplo, foi um dos que mais lutou pela obra. Ele chegou a se emocionar ao acompanhar a autorização para o início dos trabalhos. Não se pode esquecer também o trabalho feito pelo senador Acir Gurgacz, que, aliás, fez um discurso no Senado,  saudando o início da gigantesca obra. Houve muito esforço coletivo até que Marcos Rocha entrasse para a história como o governante que assinou o documento que autoriza o esgoto para Ji-Paraná. A cidade merece esse imenso benefício...

 

UM POUCO DA VERDADEIRA JUSTIÇA!

Isso sim é fazer Justiça! O criminoso cruel que matou sua ex mulher e feriu gravemente o pai dela, em Candeias do Jamari, em março deste ano, foi condenado num júri popular, na Capital, a mais de 35 anos de cadeia. Só poderá começar a ter algum benefício das ridículas leis brasileiras, protetoras dos criminosos, quando cumprir pelo menos seis anos de cadeia. O covarde praticou os crimes com crueldade, contra uma mulher e um ancião indefesos e deveria é cumprir a pena completa, sem qualquer benefício. Mas ao menos recebeu uma pena dura. Pior foi o que aconteceu com outro criminoso, que enforcou sua mulher e deixou o corpo pendurado na cozinha. Também num júri, dessa vez em Jaru, ele foi condenado a apenas 12 anos de cadeia. Em dois anos, estará nas ruas, pronto para matar de novo. Os casos de feminicídio aumentam consideravelmente no país e aumentam também os discursos contra eles, como se conversa e papo furado diminuísse a criminalidade. Já as leis de proteção aos assassinos, essas sim funcionam muito bem, na prática. E sem discurso fajuto!

 

 

PERGUNTINHA

 

O que você acha que deve ser feito para que as contas de energia que têm chegado à sua casa diminuam de valor e não continuem crescendo com percentuais cada vez mais assustadores?

 

* O conteúdo opinativo acima é de inteira responsabilidade do colaborador e titular desta coluna. O Portal Gente de Opinião não tem responsabilidade legal pela "OPINIÃO", que é exclusiva do autor.

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