Sexta-feira, 9 de janeiro de 2026 - 07h50

Não há, fora o STF e
principalmente o superhipertriministro Alexandre de Moraes, qualquer outro
poder mais forte no país. Com decisões que cada vez mais contrariam as leis
vigentes e a Constituição, Moraes agora se arvora no pleno direito de
intervenção em entidades privadas, como o é o Conselho Federal de Medicina. A
maior entidade médica do país, que reúne em torno de 650 mil profissionais (e
só eles tinham o direito de decisões técnicas sobre a Medicina), agora está sob
intervenção (porque não há outro termo) do maior mandatário do país.
O CFM, surpreso com decisões desumanas
dos médicos da Polícia Federal, que negaram atendimento especial e internação
ao ex-Presidente Jair Bolsonaro, mesmo depois de ele ter caído da cama e com
suspeito de danos sérios, anunciou a abertura de uma sindicância, medida legal
e dentro das suas atribuições, para investigar tais decisões.
Alexandre de Moraes, com decisão
monocrática, caracterizando mais uma vez a ditadura do Judiciário da qual ele é
o maior representante, sem base que
advogados e especialistas conheçam na legislação ou na Constituição, não só
impediu a sindicância, como deu dez dias para que a Polícia Federal ouça o depoimento
do rondoniense Hiran Gallo, presidente do CFM, como se ele tivesse cometido
algum crime, por cumprir determinações do organismo que preside.
É inacreditável o que está
acontecendo no nosso país. Qualquer menção, qualquer decisão, qualquer crítica
ao poder central e à ditadura da toga, coloca autoridades de todos os naipes e
cidadãos comuns sob o tacão de decisões estapafúrdias, como se nosso país não
tivesse suas leis e sua Constituição que, aliás, deveria ser protegida por
Moraes e seus colegas de Supremo.
Calem-se os que não rezam pela
cartilha ditatorial, porque se não o fizerem, estarão sujeitos a decisões
inacreditáveis como esta. Que, aliás, é apenas uma sequência da série de
absurdos ideológicos e políticos/partidários que têm sido tomadas pelo nosso
Judiciário, e não só nos tribunais superiores. Felizmente, em Rondônia, isso
não acontece. Mas os exemplos da ditadura da toga são comuns, hoje, em todas as
regiões do país.
Hiran Gallo é um rondoniense da
melhor estirpe e um brasileiro de valor. Comanda uma entidade com o maior
número de associados da América Latina. Tem feito um trabalho excepcional em
defesa da Medicina e dos pacientes. Pode tudo, menos defender um ancião doente,
só porque ele é inimigo deste Governo e dos seus aliados no STF. Agora, está na
alça de mira do poderoso Moraes, cada vez mais poderoso e cada vez com menos
medo de sofrer impeachment pelo Senado acovardado. Pobre Brasil!
COMPRA DA ÁREA DA UNIRON PELO GOVERNO (ALI PODE SER O NOVO HEURO) ESTÁ SENDO ANALISADA PELO TRIBUNAL DE CONTAS
O assunto continua andando, mas em
sigilo. Está avançando. Uma das questões que ainda não permitiram que o martelo
tenha sido batido, é que o Tribunal de Contas do Estado fez consultas e questionamentos
ao Governo, pedindo mais informações. Elas estão sendo dadas. Se tudo der
certo, é provável que ainda neste primeiro semestre o Governo de Rondônia
confirma a compra da área e prédios da antiga Faculdade Uniron, na zona avenida
Mamoré. É ali que pode sair o novo Hospital de Urgência, o Heuro, de Porto
Velho.
A área, com 80 mil metros quadrados
no total e vários prédios, totalizando
cerca de 30 mil metros de área construída, estava sendo negociada por 70
milhões de reais. A contraproposta do Governo, de 67 milhões de reais, já foi
aceita pelos donos da área. Inaugurado em
2003, como um dos maiores campos universitários de Rondônia e da região norte,
a Uniron se uniu ao Centro Universitário Norte.
Além da fiscalização do Tribunal de
Contas, ainda em fase de levantamentos, há necessidade ainda de estudos para se
saber se os prédios existentes poderiam ser adaptados para uma unidade
hospitalar do tipo que a saúde pública estadual exige. Há ainda um longo
caminho a percorrer, mas, se tudo der certo e o governador Marcos Rocha
permanecer no cargo até dezembro, como acena, quem sabe não poderá entregar o
tão sonhado (por ele e a população) o novo hospital funcionando, ao menos em
parte?
MDB PODE LANÇAR EMPRESÁRIO COMO CANDIDATO AO GOVERNO. NOME AINDA
É MANTIDO EM SIGILO
A política nunca é estática. Quando
menos se espera, lá vem uma surpresa. É o que está acontecendo no MDB, partido
que há décadas não elege um Governador e que, neste ano, estava caminhando para
a mesma estrada de coadjuvante. No meio do caminho, contudo, aparece uma nova
liderança no partido, sugerindo um novo nome (por enquanto mantido em total
sigilo) como o representante emedebista para concorrer à cadeira de Marcos
Rocha.
Luciano Valério, contra todos os prognósticos, venceu a eleição para comandar o Diretório Municipal do partido. A posse foi dias atrás. Junto com ele, comandam o emedebismo de Porto Velho vários nomes também pouco conhecidos na política e internamente. O MDD municipal respira novas lideranças.
No Diretório estão nomes como os de
João Bosco de Araújo, Anilton Nunes Júnior,
Rosimeire Araújo, Valdemar Albuquerque Filho, Francisca Souza Silva,
Laudesmar Silva, Richardson Cruz da Silva, Jonathas Lopes e Carlos Tadeu Júnior.
Muitos destes membros do Diretório,
como o próprio presidente Luciano Valério, estão no partido há anos, mas nunca
haviam tido espaço, o que agora, certamente, vão ter.
Luciano está tentando convencer o
presidente regional e candidatíssimo à reeleição Confúcio Moura e os membros do
Diretório Estadual, de que o MDB precisa ter um nome próprio na corrida pelo
Governo. Ele, Luciano, o tem, na manga. Mas, por enquanto, é segredo. Em breve,
ele promete, vai mostrar quem é o empresário que ele acredita que possa
governar Rondônia.
AO MENOS CINCO DOS ATUAIS DEPUTADOS FEDERAIS DISPUTARÃO MAIS UM MANDATO. QUAIS DELES CONSEGUIRÃO?
Dos atuais deputados federais, pelo
menos dois não estarão no rol dos que buscarão a reeleição. Podem haver mais
nomes, mas, por enquanto, é certo que Sílvia Cristina e o mais votado há quatro
anos, Fernando Máximo, vão disputar vagas ao Senado. Maurício Carvalho ainda
não bateu o martelo. Está conversando sobre uma possibilidade de compor uma
chapa ao Governo e, ainda, que sua irmã, Mariana Carvalho, entre na briga pelas
duas cadeiras ao Senado.
Cristiane Lopes vai buscar o segundo
mandato. O Coronel Chrisóstomo, o terceiro. Lúcio Mosquini quer chegar à quarta
vez como representante rondoniense no Congresso. De Ariquemes, tanto Thiago
Flores quanto Rafael Fera querem continuar com suas cadeiras na Câmara Federal.
Fera tem apenas um curto período de mandato, já que ocupou a vaga do veterano
Eurípedes Lebrão, que perdeu seu mandato quando as regras do jogo mudaram do
primeiro para o segundo tempo.
No Senado, apenas Jaime Bagattoli está absolutamente tranquilo. Tem mais quatro anos de mandato. Marcos Rogério, seu companheiro de partido, quer mesmo é o Governo e não concorre à reeleição, à princípio. Confúcio Moura sim, está trabalhando firme para ser o esquerdista, aliado de Lula, com mais oito anos de mandato. Conseguirá?
HILDON, JESUALDO, EXPEDITO, JAQUELINE, JOLIANE FÚRIA, DONADON, GAZOLA: NOMES QUENTES NA DISPUTA EM OUTUBRO
O problema para os atuais ocupantes
das cadeiras na Câmara, em Brasília, é o time de pesos pesados que vêm por aí,
querendo tomar seus lugares. É gente com grande lastro eleitoral e de
popularidade. Entre eles, dois ex-prefeitos: Hildon Chaves, de Porto Velho e
Jesualdo Pires, de Ji-Paraná. Ambos com grandes condições de chegar lá, na
disputa de outubro próximo. Estes dois estão muito bem na foto e darão muita
dor de cabeça aos demais concorrentes.
De Rolim de Moura, vem o experiente
Expedito Júnior. Além da sua história pessoal, ele terá o aval do seu candidato
ao Governo, o prefeito Adailton Fúria, de Cacoal. Fúria, aliás, obviamente
também dará apoio especial à sua esposa, Joliane, que por muito pouco já não
foi eleita em 2022. O atual prefeito de Rolim, Aldair
Júlio. Ele tem sido procurado até om insistência para entrar na disputa, mas ao
menos até agora, tem dito que sua missão é cumprir seu segundo mandato. Da
cidade de Aldair tem ainda outro nome fortíssimo: o da ex-deputada federal
Jaqueline Cassol.
De Porto Velho, com o apoio e aval
do prefeito Léo Moraes, seu atual secretário de saúde, o ex-vereador Jaime
Gazola é um possível candidato com chances reais. Do Cone Sul, o ex-deputado
Natan Donadon anda ensaiando uma candidatura, pelas redes sociais. Os Donadon
estão longe do poder há bastante tempo. Hoje, sua única representante é
Rosângela Donadon, esposa de Marco Antônio Donadon, que já foi presidente da
ALE rondoniense.
Esta é apenas a ponta do iceberg
de uma longa relação de pretendes que se formará a partir de abril próximo. Não
será fácil para os atuais parlamentares manterem suas cadeiras, embora para
alguns que se destacaram nos últimos anos, possa ser menos difícil conquistar
um novo mandato.
CASSOL NEGA SAÍDA DO PP POR CAUSA DA FEDERAÇÃO COM O UNIÃO BRASIL. ELE AINDA ESTÁ ANALISANDO O QUADRO
Com a Federação que uniu o
Progressistas e o União Brasil, como ficarão as lideranças dos dois partidos? A
presidente regional Silvia Cristina já disse que, se dependesse da decisão
dela, esta Federação não teria sido feita. Outro nome importante do partido,
histórico no PP, hoje chamado de Progressistas, o ex-governador e ex-senador
Ivo Cassol também tratou do assunto, nesta semana.
Num vídeo divulgado pelas redes
sociais, Cassol tratou de desmentir boatos de que ele já teria decidido
procurar outro ninho para se abrigar politicamente. Segundo Cassol, ele é
filiado ao partido há quase 20 anos e tem uma história nele. Também elogiou os
vários companheiros de partido e amigos pessoais que tem no comando do
Progressistas e citou e elogiou as lideranças locais do União Brasil, como o
deputado federal Maurício Carvalho.
Em resumo, Ivo Cassol, que mesmo não podendo concorrer, aparece em primeiro lugar em todas as pesquisas, na disputa pelo Governo, deixou claro que ainda não decidiu nada. Vai analisar todo o quadro, conversar com seus atuais companheiros e com membros do União Brasil e só então decidirá se fica onde está ou não. Também não declarou ainda, ao menos publicamente, quem pretende apoiar ao Governo, entre os nomes que estão sendo postos. Só o fará bem lá na frente.
GUERRA ÀS ALAGAÇÕES CHEGA À AVENIDA COM CANALIZAÇÃO OBSTRUÍDA E COM CANOS QUE NÃO DAVAM VAZÃO À ÁGUA
Não param as batalhas da
administração do prefeito Léo Moraes contra alagações e melhorias na
infraestrutura da Capital, para amenizar os danos das chuvas, principalmente
neste pesadíssimo inverno amazônico. Uma obra importante está sendo realizada num
longo trecho da avenida Lauro Sodré, não só com a troca de canos que não davam
conta de escoar as águas por outros, bem maiores, como ainda uma limpeza geral.
Num vídeo que postou em suas redes sociais, o Prefeito conta, por exemplo, que
“a rede da Lauro Sodré está tomada por raízes e por muita sujeira há anos.
Segundo Léo, com todos estes
problemas, a água não passava, alagando a rua, casas e bairros vizinhos. “Neste
caso, só a limpeza não resolve. Vamos trocar tudo, com mais de 100 metros com
canos maiores, para ajudar no escoamento da água e combater os alagamentos”,
explica. O engenheiro Caio Castro, responsável pela obra, informa que o
trabalho foi baseado em critérios técnicos e na busca de uma solução definitiva
para o problema.
Em várias regiões da Capital, o
trabalho antialagações não para. Limpeza de canais, limpeza e implantação de
ecobueiros, para impedir que a sujeira entre e obstrua a canalização, trocas de
canos para melhorar o escoamento fazem parte das estratégias para minorar o
grave problema. Léo Moraes também pede a população para que não jogue lixo nas
ruas, porque ele vai parar na canalização, piorando ainda mais um sistema que
já é deficiente.
SEGURANÇA PÚBLICA MELHOROU EM 2025, COM DESTAQUES PARA APREENSÃO DE DROGAS. ATAQUES A MULHERES NÃO CAÍRAM
A segurança pública funcionou no
Estado, no ano passado. Quase todos os números de ocorrências tiveram quedas
significativas. Menos latrocínios (roubo
seguido de morte): 10 casos em 2024 e metade neste ano. Queda de 38 por cento
no número de roubos: 10.539 em 24 e 6.538 no 2025. As tentativas de homicídio
caíram 17 por cento, no mesmo período. Queda de 16 por cento no número de
furtos: caíram de quase 32 mil para menos de 27 mil.
O combate ao tráfico de drogas também
se destacou: em 2024, foram apreendidas cinco toneladas de maconha e cocaína;
em 2025, o volume mais que dobrou, alcançando aproximadamente 14 toneladas, um
crescimento de 160 por cento.
Outro fator que se destacou na segurança pública, segundo números apresentados pelo governo rondoniense nesta semana, foi a grande diminuição do roubo de veículos. Foram 779 casos em 2024 e agora, em 2025, 56 por cento a menos: 346 ocorrências.
Vale ainda destacar outros dados com avanços relevantes, como é o caso do número de homicídios dolosos, pois se em 2024 foram registrados 418 casos, em 2025 este número caiu para 398, uma redução de 5 por cento. Os casos de estupro de vulnerável também reduziu ao sair de 1.295 registros para 1.207, uma diminuição de 7 por cento.
O que preocupa é que praticamente não diminuíram (apenas 1 por cento) o total de crimes familiares praticados contra a mulher, ou seja, todo o somatório das vítimas do sexo feminino (o que inclui feminicídio, estupro de vulnerável, lesão corporal, violência doméstica em geral, ameaças, sequestro e cárcere privado) foi de 10.787 casos em 24 para 10.727 no ano que recém terminou.
UM ANO SEM JORGE PEIXOTO, UM PROFESSOR E GÊNIO AMADO POR TODOS OS QUE COM ELE CONVIVERAM
A quarta-feira, dia 7 deste mês,
marcou uma data muito triste, para Rondônia mas, principalmente para quem teve
a honra de conviver com ele. A morte do professor Jorge Peixoto deixou um
lastro de tristeza não só a seus familiares, mas também nos milhares de amigos,
telespectadores da SICTV/Rondônia e da Rádio Parecis FM, onde ele atuou como
uma estrela local durante pelo menos oito anos.
O conhecimento profundo do Professor
Peixoto, seu senso refinado, sua criatividade e inteligência acima da média
deixavam seus companheiros de programas da nossa mídia, chamados de
Dinossauros, encantados com tudo o que aprendiam, todos os dias, com seu amigo
e parceiro.
Mesmo já com problemas cardíacos há
bastante tempo (inclusive teve que ser submetido a uma cirurgia de peito
aberto), Peixoto não vivia de queixas. Pelo contrário, era uma alegria vê-lo
todos os dias, andando pelos corredores da empresa, abraçando e sendo abraçado
por funcionários de todas as áreas.
Um professor amado por seus alunos,
que o aplaudiam de pé ao final de cada aula; um especialista em vários temas,
com um currículo invejável; um sucesso
no rádio e na TV, Jorge Peixoto deixou uma lacuna que jamais se preencherá na
vida de todos os que tiveram a sorte de conviver com ele. Faz e continuará
fazendo muita falta!
PERGUNTINHA
Primeiro:
desestruturar a família. Segundo: destruir o sistema empresarial e produtivo da
iniciativa privada. Terceiro: acabar com a propriedade privada. Quarto: pela
corrupção, cooptar o Judiciário e as Forças Armadas. Você sabia que estes são
os principais passos cumpridos para implantar um regime comunista, como ocorreu
na Venezuela?
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