Porto Velho (RO) quarta-feira, 16 de outubro de 2019
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Gente de Opinião

Sergio Pires

A política fervilha no estado - Os bastidores contam estranhos eventos - Os enganadores não voltarão - Olho no olho ajuda na relação


A política fervilha no estado - Os bastidores contam estranhos eventos - Os enganadores não voltarão - Olho no olho ajuda na relação - Gente de Opinião


A POLÍTICA FERVILHA NO ESTADO, A TAL PONTO DE REUNIR GENTE DO PSL COM O PSOL. OS BASTIDORES CONTAM ESTRANHOS EVENTOS...


Será que o PSL se uniu ao PSOL? Pelo menos aqui em Rondônia, há indícios que sim, essa aparente união impossível estaria acontecendo, pelo menos na cidade de Vilhena. O resumo da ópera é o seguinte: o radialista Júlio César Silva, o Julinho da Rádio, que foi candidato à Prefeitura da sua cidade há dois anos, pelo PSOL, tem se transformado num duro crítico do governador Marcos Rocha. Suas críticas são ácidas. Na semana passada, ele gravou um vídeo, em Brasília, em que desanca o chefe do governo rondoniense, porque, segundo o radialista, Rocha quando vai à Capital do país, centro nevrálgico e político, ignora a bancada federal e exigiria ser recebido nos Ministério apresentando-se apenas como “grande amigo do Presidente Bolsonaro”. Julinho também usa os nomes do deputado federal Coronel Chrisóstomo e do vilhense Jaime Bagatolli (que concorreu ao Senado e chegou a ter 212 mil votos), como personagens que estariam sendo deixados de lado por Rocha. Os dois são, hoje, adversários do Governador dentro do partido. Fontes palacianas dizem que o radialista é ligado a ambos. O Governador não comenta o assunto, mas pessoas próximas dizem que basta ver as fotos do Coronel Marcos Rocha com vários membros da bancada federal, em muitos encontros em Brasília, para desmentir a versão de que ele não valoriza deputados e senadores. O curioso nessa questão é que um psolista está saindo em defesa de dois membros do PSL, exatamente o partido de Rocha.

 

Na verdade, não há mais como ignorar que, depois da eleição de novembro passado, o PSL de Rondônia se dividiu. Alguns personagens que apoiaram Marcos Rocha para  sua eleição teriam sido preteridos, enquanto o grupo mais próximo ao Governador considera que houve apoios de todos os lados, numa disputa em que ele entrou com pequeníssimas chances de se eleger e chegou lá também no contexto do fenômeno Jair Bolsonaro. Um dos que queria maior participação no novo governo (nos bastidores fala-se que teria pedido pelo menos três secretarias de “porteira fechada” ) seria Jaime Bagatolli, uma liderança emergente do Cone Sul e um sucesso nas urnas, também no embalo bolsonarista, ao ponto de quase tirar a vaga de Confúcio Moura, duas vezes Governador do Estado, na  corrida pelo Senado. No caso do Coronel Chrisóstomo, único parlamentar federal eleito pelo PSL, a situação teria sido ainda mais pesada. Ele teria exigido para si um número enorme de cargos comissionados, o que o Governador, obviamente, não teria topado. Os dois assuntos são voz correntes nos bastidores palacianos e nas conversas à boca pequena. Nunca foram confirmados por Rocha ou qualquer membro da sua equipe, mas nunca desmentidos. O que se sabe é que Jaime Bagatolli pode ser candidato a Prefeito de Vilhena, mas não pelo PSL. E o dois coronéis (Chrisóstomo e o Governador), não têm batido continência no mesmo tom, um para o outro. Com um pouco de humor, se diria que, se formassem um casal, não haveria troca de presentes nesse Dia dos Namorados. 

 


PORTO VELHO/SÃO PAULO/PERU


Durante três dias (desde a segunda-feira e até esta quarta ), o governador Marcos Rocha participa de um encontro internacional sobre problemas de fronteira em Lima, no Peru, a convite do Ministério das Relações Exteriores do governo daquele país. Embora Rondônia não tenha fronteira física com os peruanos, para se chegar lá, vindos de qualquer região do país, tem que se passar necessariamente por nosso Estado, chegar ao Acre e daí sim, ingressar nas terras dos nossos quase vizinhos. Vários temas foram debatidos, relacionados com as questões fronteiriças, incluindo a segurança, importante para todos os países que estão representados no evento e por governadores ou representantes dos estados brasileiros da região norte que fazem divisa com o Peru ou estão integrados na região, próximo ao vizinho país, como o está Rondônia. A viagem de Marcos Rocha, que iniciou no domingo, foi a primeira missão internacional como Governador. A curiosidade é que, mesmo estando tão perto, ele teve que viajar a São Paulo, para de lá pegar um avião para Lima. Daqui, mesmo com todos os sonhos e promessas de anos, não temos como nos ligar, por via aérea, aos nossos quase vizinhos. Pelo menos por enquanto. Quem sabe daqui para a frente essa situação possa mudar?

 


OLHO NO OLHO AJUDA NA RELAÇÃO


As sabatinas a que os indicados pelo Governador para ocupar diversos postos em sua administração são submetidos, pela Assembleia Legislativa, têm, claro, seu lado positivo. Colocam frente a frente parlamentares e aqueles com quem vão conviver no dia a dia e a quem vão levar as reivindicações de suas bases. Claro que é uma ação desnecessária, até porque duvida-se que algum dos indicados não será aprovado no Parlamento, mas a conversa olho no olho, pode ajudar nas futuras relações entre os poderes. Um dos encontros onde mais se aprofundou o debate, até pelo interesse que o tema desperta, foi a presença do coronel Erasmo Meireles, diretor geral do DER. O caso das estradas estaduais é dos mais complexos e um dos assuntos de maior interesse dos parlamentares, na medida em que eles são muito cobrados, em suas regiões, pela  situação muito ruim em que se encontra a maioria das nossas rodovias. Muito questionado, Meireles se saiu bem e deixou claro que sua missão é recuperar todas as estradas. Participaram da reunião os membros da Comissão de Transportes e Obras Públicas: Luizinho Goebel, Ezequiel Neiva, Rosângela Donadon, Cirone Deiró, Ismael Crispin, Cassia Muleta, além dos deputados Adailton Furia, Dr. Neidson e Alex Silva. O presidente Laerte Gomes também participou do encontro. Meireles fez vários compromissos com os parlamentares. Ao que tudo indica, houve repercussão positiva da sua participação na sabatina.

 


ATÉ QUE NÃO FOI TÃO DURO ASSIM!!


Se esperava muita pressão sobre o novo diretor geral do Detran, o coronel Neil Faria Gonzaga, na comissão da Assembleia que o sabatinou, nesta terça. Gonzaga ouviu muitas críticas (principalmente em relação aos valores das taxas cobradas aos contribuintes), mas até que não foi tão duro como se poderia esperar. A crítica mais forte veio do deputado Jair Montes. Ele afirmou que o Detran é um dos maiores arrecadadores do Estado, mas “atua com grande ineficiência”. Disse ainda que será um ferrenho fiscalizador das ações do órgão e na cobrança por melhorias. Aliás, repetiu o que já disse várias vezes nas sessões. O encontro teve momentos diferentes, como a sugestão do deputado Chiquinho da Emater, que quer a redução da velocidade das motos, no Estado, para um máximo de 60 quilômetros por hora. O Detran não tem essa atribuição, que só pode ser decidida em nível federal. Adelino Fúria, de Cacoal, não deixou por menos: lembrou que o rondoniense paga as maiores taxas do país, tanto para a primeira habilitação quanto para o IPVA e licenciamento de veículos. O coronel Gonzaga explicou a composição das taxas, prometeu que o assunto será reestudado, mas lembrou que o governo não pode renunciar a receita. Disse ainda que cerca de 30 por cento das receitas do Detran foram desvinculadas. Os 60 milhões de reais que elas representam foram investidos em hospitais. A sabatina não foi nenhuma moleza, mas havia quem esperasse mais pressão sobre o Detran. Não foi nesse encontro...

 


OS ENGANADORES NÃO VOLTARÃO


Não é coincidência, claro! No dia 25, a segunda turma do STF de reúne. Na pauta, a liberdade de Lula,  o chefão. A tentativa da esquerda, apoiada por vários setores que vivem o risco de perderem muito, caso o Brasil volte a ser dos brasileiros e não mais deles, de transformar o ex Presidente, condenado por dois crimes e réu em outros cinco, como uma vítima dos “Bandidos”  Sérgio Moro e membros do Ministério Público, é daqueles absurdos que só se vê mesmo nessa terra, que parece ser criada e gerida por idiotas. Só no Brasil o fato de celulares de autoridades terem sido invadidos e de  conversas privadas divulgadas, torna-se fato secundário, porque o importante é dizer que o ladrão não é ladrão, que o bandido não é bandido, que o chefão da quadrilha não é o chefão. Quando juristas renomados e até a OAB, sem qualquer pudor, emitem nota de protesto contra a ação de pessoas do bem, que se uniram para combater uma organização criminosa que dominou o país; quando a mesmo entidade que defende a lei e a ordem, não protesta contra a divulgação pública de conversas privadas. Quando ministros do STF defendem Lula e não sua prisão, é que sabemos, com maior clareza, a que ponto chegou o aparelhamento de praticamente todas as instituições, Há um lado podre do Brasil, que acha que vai nos enganar e tentar nos destruir. De novo. Não conseguirão!

 


A PRESENÇA NOS BAIRROS

Vereador que prefere andar pelos bairros, sujando o sapato em ruas ainda em condições ruins, para correr à Prefeitura e pedir providências, o vereador Júnior Cavalcante anda bastante satisfeito com o resultado do trabalho que tem realizado. Na semana passada, ele registrou ações importantes realizadas pela Prefeitura da Capital, em ruas do bairro Cohab, onde dezenas de moradores foram beneficiados. Tem sido dias de muita batalha, para o vice presidente da Câmara de Vereadores da Capital. Ele considera que todas as ações dos vereadores, em todas as áreas, são de grande importância para cidade, hoje com mais de meio milhão de habitantes. Mas, para Junior, é nos bairros, na periferia, nas ruas esburacadas e cheias de lama ou poeira, que se concentram as maiores deficiências, porque tudo isso prejudica os mais pobres, os que mais sofrem. É neste contexto que ele tem gerido suas ações. Procura atuar em áreas onde a necessidade do Poder Público é muito maior e onde os resultados do seu trabalho atendem ao povo mais humilde e carente. “Temos uma grande cidade, mas também grandes problemas. Por isso, temos que dar duro para não deixar a população vivendo sem a presença dos serviços a Prefeitura”, comenta.     

 

É GENTE OU É FERA?


O que fazer com uma fera sanguinária travestida de ser humano, que mata a sangue frio três  pessoas, apenas porque era contra o namoro da filha? O que fazer com um animal, que anda sobre dois pés, como se humano fosse, que estupra uma bebê de menos de um ano? E com o desgraçado, besta vestida com roupas de um homem, que trucida a própria companheira e depois ainda queima seu corpo? Esses são apenas três crimes hediondos registrados no Brasil nos últimos dias. Centenas de outros também o foram. No ano passado, tivemos mais de 65 mil assassinatos, a grande maioria deles sem solução, com os assassinos soltos, nas ruas, prontos para matar de novo. A média é de 10 por cento dos crimes de mortes serem esclarecidos. E o que acontece com os que são presos? Em 99,9 por cento dos casos, são julgados e têm penas geralmente tão leves como se tivessem cometido um acidente de trânsito. Além de leis pífias, que envergonham as pessoas de bem, ainda somos obrigados a ouvir que muitos desses criminosos ensandecidos são vítimas da sociedade e que devemos tratá-los como “reeducandos”. Além de dar vontade de vomitar, o  que mais podemos fazer contra essa situação trágica a que nos submetem todos os dias? Quem sabe votar melhor, da próxima vez?

 


PERGUNTINHA


Você está torcendo mais para a Seleção Brasileira ganhar a Copa América ou para as mulheres do Futebol Feminino, que estão disputando a Copa do Mundo na França?


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