Segunda-feira, 1 de julho de 2019 - 17h35

Os voluntários da ONG Doutores sem
Fronteiras finalizaram neste domingo os atendimentos no distrito de Surpresa,
no Vale do Guaporé, e seguiram para a Aldeia Sagarana, na mesma região. Em
quatro dias de atendimento na localidade, foram realizados mais de 200
procedimentos odontológicos especializados e médicos.
Foram quatro dias de atendimento em
Surpresa, primeira parada da equipe nesta edição da missão. Em uma tenda
montada próxima ao porto, os pacientes passaram pela triagem e, em seguida, foram
encaminhados para os atendimentos realizados no interior do barco hospital
Walter Bártolo, do Governo de Rondônia, que pelo segundo ano apoia o projeto
com a unidade fluvial.
Além dos procedimentos odontológicos
especializados, como próteses, tratamento de canal, restauração, distribuição
de kits de higiene bucal e ações de prevenção, foram realizadas consultas
médicas oftalmológicas, ginecológicas e obstetrícia, saúde da família, pequenos
procedimentos, exames laboratoriais, entre outros.
Após a Aldeia Sagarana, os Doutores sem
Fronteiras seguem para a comunidade indígena Baía das onças; nos dias 2 e
3 de julho para Ricardo Franco; dias 4 e 5 em Sotério; dia 6 Barranquilla. O
retorno para Guajará-Mirim será no dia 7 e, no dia 8, a equipe volta à Porto
Velho, finalizando a primeira etapa da ações.
No dia 9, 48 voluntários seguem para a
segunda etapa nas terras indígenasSete de Setembro, Igarapé de Lourdes, Povos
Arara e Uru-eu-wau-wau, com mais 15 dias de atuação, encerrando no dia 23 de
julho.
A ONG
Criada em 2014, o
Doutores Sem Fronteiras leva atendimento odontológico especializados e
atendimento médico básico a comunidades indígenas e ribeirinhas da Amazônia
brasileira, em sua maioria localizadas em regiões de difícil acesso, onde o
atendimento público de saúde muitas vezes não chega.
Todo o trabalho é
realizado de forma voluntária e sem interferir na cultura, religião e
características sociais das comunidades atendidas.
DSF é a primeira
ONG do mundo a realizar atendimentos odontológicos desse nível in loco, reabilitando
de forma definitiva os pacientes atendidos, com tratamentos que, na rede
particular, podem chegar ao custo de R$ 20 mil cada.
Somente no ano
passado, foram mais de 13 mil procedimentos realizados em 11 localidades
atendidas.
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