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Saúde

Semusa vai lançar campanha sobre prevenção da Hepatite


A secretaria municipal de Saúde (Semusa) vai realizar na capital uma campanha sobre os riscos da hepatite, no próximo dia 28, mobilizando todas as unidades de saúde. De acordo com a enfermeira responsável pela campanha, Graça Reis, a campanha será realizada através de palestras em parcerias com acadêmicos de faculdades da capital. ”Vamos alertar a população sobre a prevenção e cuidados para evitar o contágio da hepatite”, disse Graça Reis.

A enfermeira acrescentou ainda que os tipos de hepatite A, B e C são doenças causadas por três vírus diferentes. Embora cada tipo de hepatite possa causar sintomas similares, eles têm diferentes formas de transmissão e podem afetar o fígado de maneiras diferentes. ”Pessoas com hepatite A geralmente melhoram sem tratamento. Já os tipos de hepatite B e C podem começar como infecção aguda, mas em algumas pessoas o vírus permanece no corpo, resultando em doenças crônicas e problemas de longo prazo no fígado. Há vacina para os tipos de hepatite A e B, mas não para a hepatite C. Se uma pessoa teve um tipo de hepatite viral no passado, ainda assim é possível contrair outros tipos”, explicou a enfermeira.

Cuidados

Segundo a enfermeira a hepatite C é transmitida através do sangue contaminado, isso pode ocorrer de forma aparente, quando se compartilham seringas, objetos de higiene pessoal como lâminas de barbear, alicates de unha ou cutícula, escova de dente, uso de utensílios médicos e odontológicos mal esterilizados. “E há ainda aquele contato com sangue sem que a pessoa se dê conta disso, ou seja, numa atividade corriqueira e casual como, por exemplo, ir a uma manicure que não tenha o hábito de higienizar seus equipamentos de trabalho”, comentou.

Já a transmissão por via sexual ou pela gestante ao seu bebê é desprovida de relevância. “Dessa forma, o convívio social e mesmo sexual, deve ser feito de forma a evitar a discriminação e o preservativo é uma opção do casal, não uma obrigatoriedade. Na gravidez o risco de transmissão ao bebê é mínimo, tanto pelo parto quanto pelo aleitamento. A recomendação é evitar a gravidez durante o tratamento ou seis meses após o término. A única situação em que o risco aumenta é quando a gestante também é portadora de HIV”, esclarece Graça Reis.

A hepatite A normalmente passa de pessoa para pessoa pela via fecal-oral. O agente da infecção é encontrado nas fezes, alcançando níveis de pico uma ou duas semanas antes do aparecimento dos sintomas ou da disfunção hepática, diminuindo rapidamente em seguida, concomitante com o aparecimento na circulação dos anticorpos para o VHA. Através à contaminação da água e também por contaminação dos alimentos pelos preparadores/manipuladores de alimentos. Vários tipos de alimentos podem estar implicados, inclusive, os cozidos, se contaminados por contato manual após o cozimento. Alimentos crus, como frutas (especialmente morangos), verduras (alface e outras verduras de folha) e mariscos podem transmitir a doença, quando cultivados com água contaminada.

A Hepatite B é transmitida pelo sangue, sêmen ou fluidos vaginais (inclusive pelo sangue da menstruação). Assim, os meios de transmissão podem ser as transfusões de sangue, agulhas contaminadas, instrumentos cirúrgicos e odontológicos, relação sexual ou após o parto. O teste de hepatite pode ser feito em qualquer unidade de saúde da capital.

Fonte: Janiele Viana
 

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