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Seja solidário, Hospitais do Amor e João Paulo II precisam de sangue


Daiane Mendonça  - Gente de Opinião
Daiane Mendonça

Somente na madrugada desta quinta-feira (20), um paciente internado no Hospital João Paulo II recebeu sete bolsas de sangue O negativo.

O estoque zerou. A primeira parceira a oferecer doações foi a Diretoria de Ensino da PM, a quem a  Fundação de Hematologia e Hemoterapia de Rondônia (Fhemeron) recorreu ontem. Alunos irão doar na quarta, quinta e sexta-feira da próxima semana, de manhã e à tarde.

"Vamos precisar mesmo, e para tanto apelamos ao espírito natalino que envolve as pessoas, esperando que venham ao hemocentro", disse a gerente do Serviço Social da Fhemeron, Maria Luíza Pereira.  Ela aguarda a participação de outras instituições, encaminhando doadores.

Lembrou que muitos doadores viajam e, em consequência disso, diminuem novamente os estoques de sangue dos tipos O positivo, A positivo e O negativo na Fhemeron.

Parceria e solidariedade, o binômio mais requisitado no período põe a equipe da Fhemeron em alerta: em consequência do uso constante, os hospitais João Paulo II e do Amor têm no momento maior necessidade de sangue para atender procedimentos de urgência e emergências.

Segundo Maria Luíza, a regularização do estoque "em estado crítico" só ocorrerá se houver a costumeira solidariedade humana dos rondonienses. "As pessoas viajam, mas a vida não entra em férias", ela apela. "Muitas não olham profundamente para si, e dentro delas mora a solidariedade", acrescentou.

Indivíduos com sangue O negativo  só podem receber esse tipo sanguíneo, que está presente em apenas 1% dos brasileiros; o AB- é ainda mais difícil de ser encontrado na população. Os tipos mais raros que vêm em seguida são o B- (2%), AB+ (3%) — cujos portadores são considerados receptores universais —, A- (6%) e B+ (9%).

Normalmente, para manter o estoque, a Fhemeron precisa de 100 doações diárias. A demanda maior no período é causada por pacientes graves que dependem dessa tipologia sanguínea.

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