Quinta-feira, 8 de janeiro de 2026 | Porto Velho (RO)

×
Gente de Opinião

Saúde

Saúde pública não está preparada para detecção precoce de insuficiência renal


A detecção precoce da insuficiência renal, além de evitar que a doença se agrave no paciente, pode representar a diminuição no número de hemodiálises no Brasil, segundo informou o médico especialista Walquir Silva dos Santos, que, neste final de semana, ministrou aula a médicos da Capital e do interior, durante o segundo módulo do Curso de Educação Médica Continuada, realizado pelo Conselho Regional de Medicina de Rondônia (Cremero).

Abordando o tema Nefrologia, com ênfase em gasometria e insuficiência renal aguda, Walquir Silva explicou que, apesar de a doença ser detectada precocemente, o serviço público de saúde não dispõe dos aparelhos necessários para o atendimento à população. “No geral, até os pacientes que fazem hemodiálise encontram dificuldade para atendimento”, lamenta.

Segundo abordagem do especialista durante o curso, a insuficiência renal pode ser detectada em estágios, dispostos na sigla em inglês R.I.F.L.E (Risco, Injuria, falência, louse (perda), estado final). “Se detectado ainda no primeiro estágio, a doença pode ser tratada com maior eficácia”, sustenta.

Além da falta de estrutura no serviço público, o especialista aponta também a cultura de alguns médicos, que só consideram o risco quando a doença já está num estágio avançado. “Falta aparelhagem nos hospitais públicos para trabalhar o atendimento ao paciente precoce, mas se houvesse o aparelho era preciso ainda trabalhar o médico para que haja uma mudança de costume”, salienta.

Walquir Silva faz ainda um alerta para o aumento de pacientes com problemas renais. Segundo ele o número de paciente tem aumentado a cada ano, enquanto o de médico permanece o mesmo. “Isso gera superlotação e filas nos hospitais porque um médico só tem que atender a centenas de pessoas, o que é humanamente impossível”.

O aumento no número de pacientes, segundo Walquir, se dá devido à expectativa de vida do brasileiro ter aumentado. “De três anos pra cá, o índice de mortalidade diminuiu. Ou seja, com as pessoas vivendo mais, aumenta o número de doenças degenerativas”.

Walquir sugere ainda que, para evitar a insuficiência renal, a população precisa mudar o estilo de vida, com mudança alimentar, ingestão de liquido e prática esportiva. “Evitando-se algumas doenças, se evita a insuficiência renal. Até porque há medicamento que são tóxicos para os rins”, alerta.

Fonte: Ascom/Cremero
 

Gente de OpiniãoQuinta-feira, 8 de janeiro de 2026 | Porto Velho (RO)

VOCÊ PODE GOSTAR

Diretoria do Ipam tranquiliza prestadores de serviços médico-hospitalares

Diretoria do Ipam tranquiliza prestadores de serviços médico-hospitalares

A diretoria do Instituto de Previdência e Assistência dos Servidores do Município de Porto Velho (Ipam), reuniu-se com a diretoria do Sindicato dos Es

Porto Velho: UBS fecham no Ano-Novo; UPAs e policlínicas seguem abertas

Porto Velho: UBS fecham no Ano-Novo; UPAs e policlínicas seguem abertas

A Secretaria Municipal de Saúde (Semusa) informa que as Unidades Básicas de Saúde (UBS) de Porto Velho estarão fechadas nos dias 31 de dezembro e 1º d

ASSDACO encerra 2025 com recorde de ações preventivas contra o câncer no interior de Rondônia

ASSDACO encerra 2025 com recorde de ações preventivas contra o câncer no interior de Rondônia

O ano de 2025 marcou um avanço significativo na prevenção ao câncer em Rondônia, especialmente no interior do estado. Com sede em Cacoal, a Associaç

Prefeitura de Porto Velho avança na saúde com assinatura da compra do Hospital Universitário Municipal

Prefeitura de Porto Velho avança na saúde com assinatura da compra do Hospital Universitário Municipal

O auditório do Teatro Banzeiros ficou lotado nesta terça-feira (16) para presenciar um marco histórico para a saúde pública de Porto Velho: a solenida

Gente de Opinião Quinta-feira, 8 de janeiro de 2026 | Porto Velho (RO)