Quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026 | Porto Velho (RO)

×
Gente de Opinião

Saúde

Saúde pública não está preparada para detecção precoce de insuficiência renal


A detecção precoce da insuficiência renal, além de evitar que a doença se agrave no paciente, pode representar a diminuição no número de hemodiálises no Brasil, segundo informou o médico especialista Walquir Silva dos Santos, que, neste final de semana, ministrou aula a médicos da Capital e do interior, durante o segundo módulo do Curso de Educação Médica Continuada, realizado pelo Conselho Regional de Medicina de Rondônia (Cremero).

Abordando o tema Nefrologia, com ênfase em gasometria e insuficiência renal aguda, Walquir Silva explicou que, apesar de a doença ser detectada precocemente, o serviço público de saúde não dispõe dos aparelhos necessários para o atendimento à população. “No geral, até os pacientes que fazem hemodiálise encontram dificuldade para atendimento”, lamenta.

Segundo abordagem do especialista durante o curso, a insuficiência renal pode ser detectada em estágios, dispostos na sigla em inglês R.I.F.L.E (Risco, Injuria, falência, louse (perda), estado final). “Se detectado ainda no primeiro estágio, a doença pode ser tratada com maior eficácia”, sustenta.

Além da falta de estrutura no serviço público, o especialista aponta também a cultura de alguns médicos, que só consideram o risco quando a doença já está num estágio avançado. “Falta aparelhagem nos hospitais públicos para trabalhar o atendimento ao paciente precoce, mas se houvesse o aparelho era preciso ainda trabalhar o médico para que haja uma mudança de costume”, salienta.

Walquir Silva faz ainda um alerta para o aumento de pacientes com problemas renais. Segundo ele o número de paciente tem aumentado a cada ano, enquanto o de médico permanece o mesmo. “Isso gera superlotação e filas nos hospitais porque um médico só tem que atender a centenas de pessoas, o que é humanamente impossível”.

O aumento no número de pacientes, segundo Walquir, se dá devido à expectativa de vida do brasileiro ter aumentado. “De três anos pra cá, o índice de mortalidade diminuiu. Ou seja, com as pessoas vivendo mais, aumenta o número de doenças degenerativas”.

Walquir sugere ainda que, para evitar a insuficiência renal, a população precisa mudar o estilo de vida, com mudança alimentar, ingestão de liquido e prática esportiva. “Evitando-se algumas doenças, se evita a insuficiência renal. Até porque há medicamento que são tóxicos para os rins”, alerta.

Fonte: Ascom/Cremero
 

Gente de OpiniãoQuarta-feira, 4 de fevereiro de 2026 | Porto Velho (RO)

VOCÊ PODE GOSTAR

Porto Velho recebe carretas de saúde com serviços de oftalmologia gratuitos

Porto Velho recebe carretas de saúde com serviços de oftalmologia gratuitos

Porto Velho passou a contar, a partir de segunda-feira (2), com carretas equipadas para atendimentos oftalmológicos, por meio do programa Agora Tem

Estratégias de imunização infantil e prevenção de doenças virais são fortalecidas pelo governo de RO

Estratégias de imunização infantil e prevenção de doenças virais são fortalecidas pelo governo de RO

Com o aumento das doenças virais durante o inverno amazônico, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) reforça a importância da imunização de criança

ASSDACO projeta avanços na prevenção ao câncer no interior de Rondônia

ASSDACO projeta avanços na prevenção ao câncer no interior de Rondônia

A Associação Assistencial à Saúde São Daniel Comboni (ASSDACO), referência regional no cuidado oncológico e na promoção da saúde preventiva, inicia

Hospital de Guajará-Mirim conquista o selo da Organização Nacional de Acreditação de qualidade e segurança

Hospital de Guajará-Mirim conquista o selo da Organização Nacional de Acreditação de qualidade e segurança

O Hospital Regional de Guajará-Mirim, Dr. Julio Perez Antelo, recebeu no sábado, 24, o selo da Organização Nacional de Acreditação (ONA), avaliação

Gente de Opinião Quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026 | Porto Velho (RO)