Porto Velho (RO) sexta-feira, 7 de agosto de 2020
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Saúde

SANGUE DE PLÁSTICO: Os camnhos para produção


Os caminhos para a produção de um sangue limpo e de fácil obtenção

As ruas e estradas brasileiras apresentam um número crescente de acidentes com uma estrutura técnica e de pessoal para prestar socorro bem mais rápido. Assim, quanto maior for o alcance do socorro e menos pessoas morrerem nos acidentes, maior será a necessidade de sangue disponível nos hospitais.

Esta é uma das diversas causas de ampliação da demanda nacional por sangue para transfusão, que reclama um estoque maior de hemoderivados à disposição dos profissionais de saúde. A receita ideal seria ter sangue em maior quantidade, de fácil obtenção e com qualidade total, mas para chegar a essa fórmula muito esforço ainda terá que ser empreendido. Os rumos da produção de sangue se dividem entre os pesquisadores que buscam um sangue mais limpo e os que procuram fontes não-humanas para a obtenção de hemoderivados. Um sangue de plástico, por exemplo.

Cientistas britânicos acabam de desenvolver um sangue artificial que poderá ser usado como substituto em uma situação de emergência. Pesquisadores da Universidade de Sheffield afirmaram que o sangue de plástico pode ser uma grande vantagem em áreas de conflitos e guerras. Segundo o cientista Lance Twyman, o sangue artificial é leve e fácil de transportar, não precisa de refrigeração e pode ser conservado por mais tempo.

Barato e durável – O novo sangue é feito com moléculas de plástico que têm um átomo de ferro em seu centro, como a hemoglobina, que pode levar oxigênio pelo corpo. Lance Twyman afirma que o sangue artificial tem um custo baixo de produção. No momento, a equipe tenta conseguir mais verbas para desenvolver um protótipo final que seria adequado para testes biológicos.

Muitas pessoas morrem devido a ferimentos superficiais quando estão presas em um acidente ou feridas no campo de batalha e não podem conseguir sangue antes de chegarem a um hospital e esse sangue de plástico poderia ser o socorro imediato, pois se trata de um produto que pode ser guardado de forma mais fácil do que o sangue e isto significa que grandes quantidades podem ser levadas facilmente por ambulâncias e pelas forças armadas.

Enquanto isso, os hemocentros brasileiros continuam a precisar desesperadamente de sangue. E o desespero aumenta à medida que se aproximam as férias escolares, pois nesses períodos aumenta a necessidade de sangue disponível e os doadores desaparecem. O mesmo ocorre nos dias mais frios. Mas a presença de doadores, mesmo em outras épocas do ano, tem sido bastante reduzida historicamente no país, apesar das campanhas desenvolvidas ciclicamente.
 
País não tem cultura da doação

A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda que 2% da população sejam doadores. Dados preliminares citados por Dalton Chamone, da Fundação Pró-Sangue/Hemocentro de São Paulo, revelam um percentual de apenas 0,7% para o Brasil, com queda para meio por cento em algumas regiões. Porque isso acontece é uma questão para a qual não cabe uma única resposta, mas o pesquisador Luiz Antônio de Castro Santos, do Instituto de Medicina Social da Universidade estadual do Rio de Janeiro, em um estudo minucioso a respeito, identificou raízes sociais como causa da escassez de doadores, apoiando-se em estudos do historiador Sérgio Buarque de Holanda.

Mas talvez quem tenha dado a pista mais esclarecedora para a questão tenha sido Dalton Chamone, professor titular da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo e presidente da Fundação Pró-Sangue: "Ao contrário da Europa, o Brasil nunca passou por guerras e grandes catástrofes. Na Europa, a cultura de guerra provavelmente ampliou a tradição de doar sangue voluntariamente. O papel do sangue como salvador de vidas parece ainda pouco claro na cabeça do brasileiro".
Fonte: Revista Momento - Parceira do Genteopinião

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