Sábado, 18 de maio de 2024 - 09h20

O estado de Rondônia
alcançou o 1º lugar no ranking nacional em número de potenciais doadores de
órgãos, e o 2º lugar em número de doadores efetivos, segundo o Registro Brasileiro de Transplantes (RBT) da Associação
Brasileira de Transplantes de Órgãos. Os dados divulgados pela instituição,
avaliaram o período de janeiro a março de 2024, e destacam as ações do governo
do estado com a qualidade do serviço prestado, estrutura e capacitação de
profissionais.
Conforme
a Secretaria de Estado de Saúde (Sesau), o relatório
indica uma taxa de 146,7 notificações de potenciais doadores, em número
por milhão de população (pmp), que é um coeficiente entre o número absoluto de
doações dividido pelo tamanho de habitantes. Enquanto que a taxa de efetivação
dos doadores de Rondônia é de 40,5 pmp, ficando atrás apenas do estado do
Paraná, com 41,5.
MUDANÇA
DE CENÁRIO

A
coordenadora da Central Estadual de Transplantes, Edcléia Gonçalves ressalta
ainda que, esses indicadores são uma forma de apresentação, para garantir
equidade entre os estados que realizam o procedimento. “Esse número representa
um importante trabalho das equipes do governo para construir um serviço com
resultados eficazes, mantendo o foco em soluções com evidência científica. Essa
ação nos permitiu mudar o cenário estadual onde antes não havia doadores de
órgãos, e agora carregamos esse rico potencial”, evidenciou.
Segundo
o governador Marcos Rocha, a conquista dos dois índices impulsiona as ações de
saúde desenvolvidas pelo estado, em benefício da população. “Entendemos a importância
do ato de doar órgãos para salvar a vida de muitas pessoas, por isso investimos
em condições de trabalho que prestem um atendimento de qualidade ao público, o
que nos permite ganhar essa notoriedade e ser referência para outros estados”,
destaca.
INDICADORES
A
Central Estadual de Transplantes esclarece o conceito e a diferença entre os
dois indicadores. Quando se trata de potenciais doadores, a avaliação refere-se
a casos de suspeita de morte encefálica, que podem evoluir para a não
confirmação do diagnóstico, ser contraindicação médica e recusa familiar.
Doação efetiva e doador efetivo são casos de morte encefálica confirmada, e
quando a família optou pela doação.
Todo
o processo é considerado complexo, com diversas etapas interdependentes e
diversos atores envolvidos: equipe de assistente dos hospitais; Comissão
Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos; Central de Transplantes; exames
laboratoriais e de imagem; e a família, considerando que a doação de órgãos
exige a aceitação da família para a realização da atividade, o que é um fator
determinante para o procedimento.
DOAÇÃO DE ÓRGÃOS
O
titular da Sesau, Jefferson Rocha destacou que, o ranking é resultado do
empenho dos profissionais em levar informação e oferecer o serviço com
acolhimento. “Com médicos qualificados, a decisão do paciente e o
esclarecimento das dúvidas dos familiares podem ser cruciais para o surgimento
de opções de doação de órgãos, o que na essência ajuda a salvar vidas”.
De
acordo com a Sesau, desde a criação do serviço de doação de órgãos no estado,
em 2012, foram registrados mais de 240 doadores; em média cada doador salva
cinco vidas. O transplante é essencial para salvar vidas, e só com a doação
isso é possível. Para isso, o Governo de Rondônia fornece estrutura e
logística, promove capacitação de equipes multidisciplinares e médicas, a
exemplo de uma recente formação repassada para cerca de 20 médicos que atuam na
área.
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