Segunda-feira, 27 de abril de 2009 - 17h38
Danilo Macedo
Agência Brasil
Brasília - Ainda não foi detectado em animais brasileiros nenhum caso do vírus que já infectou mais de mil pessoas no México. Por isso, o presidente da Associação Brasileira da Indústria Produtora e Exportadora de Carne Suína (Abipecs), Pedro de Camargo Neto, prefere chamar o surto, que já causou 20 mortes confirmadas até o momento, de gripe mexicana, em vez de gripe suína.
Não há qualquer problema em consumir a carne suína. Não existe nenhuma relação entre a gripe mexicana e o rebanho de suínos no Brasil ou em qualquer parte do mundo. O problema é o contágio entre humanos, e não entre animais e pessoas, explicou Camargo Neto em nota.
Segundo ele, não é hora de especular se o Brasil poderá aumentar suas exportações com embargos que já começaram a ser feitos por alguns países à carne suína mexicana, mesmo sem o registro de contágio de animais.
De acordo com o Ministério da Agricultura, não há intenção de restringir a importação de carne de países com casos de gripe suína, uma vez que não existem animais infectados ou doentes com essa virose, mesmo nos países onde casos humanos foram identificados.
As importações brasileiras são muito pequenas em relação às exportações e ao total consumido no país. Segundo dados da Abipecs, a produção de carne suína em 2008 foi de pouco mais de 3 milhões de toneladas. Cerca de 2,5 milhões de toneladas foram consumidos internamente e o restante exportado.
Dados elaborados pela Secretaria de Relações Internacionais do Ministério da Agricultura mostram que as importações brasileiras de carne suína chegaram, no ano passado, perto de 10 mil toneladas, sendo a quase totalidade composta de miudezas, como coração, rim e fígado. Os países que mais vendem para o Brasil são Alemanha (5 mil toneladas), China (2 mil toneladas), Espanha (1 mil toneladas), Estados Unidos (800 toneladas).
Apenas os dois últimos já confirmaram casos da doença. O México, origem do surto, não exporta carne suína para o Brasil.
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