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Saúde

Região Norte vai mal no Índice de Valores Humanos (IVH)




Mais de dois terços (66,9%) dos moradores da Região Norte consideram o tempo de espera por atendimento de saúde elevado e quase metade (44,6%) acha que a linguagem dos profissionais da área é difícil de entender.

A constatação faz parte do Índice de Valores Humanos (IVH), indicador inédito no mundo, elaborado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento no Brasil (PNUD Brasil) e divulgados na última terça-feira (10). Ele retrata as vivências dos brasileiros nas áreas de saúde, educação e trabalho e faz parte da versão inicial do terceiro caderno do Relatório de Desenvolvimento Humano (RDH) Brasil 2009/2010.

“O novo índice busca dar materialidade à discussão sobre a importância dos valores para o desenvolvimento humano”, afirma o coordenador do RDH, Flávio Comim. “O Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) concentra-se nos resultados. O IVH desloca a atenção para os processos que levam a um pior ou melhor desenvolvimento humano. Os dois índices são complementares”, acrescenta, citando índice criado em 1990 e calculado em mais de 180 país que também leva em conta categorias como saúde, educação e trabalho.

Os dados foram coletados em pesquisa feita no início deste ano pelo Instituto Paulo Montenegro, ligado ao Ibope, com 2.002 entrevistados em 148 municípios de 24 unidades da Federação. Os valores abordados estão entre os destacados na pesquisa Perfil dos Valores dos Brasileiros, que fez parte do segundo caderno do relatório: respeito, liberdade, reciprocidade e convivência.

A elaboração do IVH partiu do conceito de que os valores são formados a partir das experiências das pessoas - por isso, o índice capta a percepção dos indivíduos sobre situações vivenciadas no dia a dia.

Fonte: A Tribuna do estado do Acre


 

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