Quarta-feira, 1 de setembro de 2021 - 10h19

Todos os anos, no mês Nacional de Incentivo a Doação de Órgãos, o Governo de Rondônia, por meio da Secretaria do Estado de Saúde (Sesau), promove a campanha de conscientização sobre a importância da doação de órgãos para salvar a vida de muitas pessoas que aguardam na fila de espera por um transplante. Neste ano, o tema do Setembro Verde é ‘Doe órgãos, doe vida’.
Para ser doador no Brasil, a pessoa não precisa deixar nada escrito, em nenhum documento, basta informar à família sobre o desejo. O procedimento só ocorre depois da autorização familiar.
O secretário da Saúde, Fernando Máximo, enfatiza o trabalho realizado pelo Estado. “A equipe de transplante de Rondônia está preparada para realizar os melhores transplantes com todo cuidado e um único objetivo, salvar vidas”.
Um doador falecido pode doar, fígado, rins, córneas, pâncreas, intestino, veias, ossos e tendões, ou seja, uma única pessoa, pode salvar várias vidas. Além disso, existe o doador voluntário que pode doar um dos rins, parte do fígado, medula óssea ou parte do pulmão, para pessoas de até quarto grau de parentesco e cônjuges.
Em Rondônia as doações autorizadas são de rins e tecido ocular. Até o mês de julho foram realizados dez transplantes de córneas e 14 de rins. A intensivista da equipe de doação, médica Larissa Macedo, explica a importância dessa atitude. “Quando a família é abordada para uma possível doação de órgãos é preciso levar em consideração que essa atitude pode salvar muitas vidas”, diz.
Segundo o Ministério da Saúde, o Brasil é o segundo país de referência mundial na área de transplantes e possui o maior sistema de doação no mundo. Os pacientes recebem assistência integral e gratuita, incluindo exames preparatórios, cirurgia, acompanhamento e medicamentos pós-transplante, financiado pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
INCENTIVO À DOAÇÃO
Raquel Mercado Joaquim, é o exemplo de como o transplante pode mudar a vida de uma pessoa. “A minha qualidade de vida melhorou 100%. Hoje posso retornar ao meu trabalho, estudar e fazer tudo que eu não fiz durante oito anos”, conta.
A paciente precisou largar os estudos e o trabalho por causa das dores que sentia no corpo. Foram oito anos sem saber o que estava acontecendo, sendo transferida de hospital para hospital. Com a doença de fígado diagnosticada em 2018, Raquel passou a ser acompanhada pela Central de Transplante de Rondônia e pela equipe do Programa de Saúde da Família (PSF) Rural.
Após passar pela fila de espera, ela realizou o procedimento. “Quando meu esposo recebeu a ligação e soubemos que tinha um possível doador, foi uma explosão de sentimentos. O tão sonhado ‘sim’ de um fígado tinha finalmente chegado”, explicou.
Hoje, para Raquel, a doação de órgãos contém um enorme significado. “Carrego um eterno sentimento de gratidão à família que no momento de dor e sofrimento, disseram ‘sim’ para doação de órgãos e ‘sim’ para minha vida”. concluiu.
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