Quarta-feira, 24 de janeiro de 2024 - 16h59

O Ministério da Saúde vai retomar
mais de 5,5 mil obras de equipamentos de saúde que estavam paralisadas em todas
as regiões do país nos últimos anos. Em Rondônia, poderão ser retomadas 84
obras. Essa estratégia é tratada de forma prioritária pelo Governo
Federal desde o começo da gestão e é fundamental para ampliação da estrutura
SUS e garantia de acesso à saúde de todos os brasileiros. Entre as obras que
serão retomadas no estado, estão: Unidades Básicas de Saúde (UBS), Unidades de
Pronto Atendimento (UPA) e oficinas ortopédicas.
Estados e municípios já podem solicitar a retomada e a
reativação de obras paralisadas ou inacabadas na área da saúde. Os gestores
deverão manifestar interesse na retomada das obras por meio do site do Sistema
de Investimentos do SUS, o InvestSUS. O prazo para solicitação é de até 60 dias, contados
a partir de 15 de janeiro, quando o Ministério da Saúde publicou a portaria que viabilizou a repactuação com os entes
federativos e estabeleceu os mecanismos para que essa solicitação seja feita. A
ação é parte da lei que estabelece o Pacto Nacional pela Retomada de Obras Inacabadas, sancionada
pelo presidente Lula em novembro de 2023.
A nova legislação prevê aporte de novos recursos financeiros e
vantagens para municípios e estados que participarem. Esse investimento está
sujeito à manifestação de interesse de estados, municípios, da atualização de
dados cadastrais das obras e da apresentação de documentos. A estimativa é que
sejam liberados cerca de R$ 18,3 milhões para repactuação de obras em Rondônia.
Os novos recursos serão transferidos para concluir as
estruturas, mesmo se o valor original já tiver sido todo repassado. A
repactuação envolverá novo termo de compromisso e correção dos valores
correspondentes à parte não executada, levando em consideração o Índice
Nacional de Custo da Construção (INCC) com o objetivo de alcançar a efetividade
do programa. Os percentuais de correção das parcelas estão disponíveis na
portaria.
Serão contempladas pela iniciativa as obras ou serviços de
engenharia paralisadas, inacabadas ou em funcionamento, mas sem registro como
“concluídas” no Sismob por parte do estado ou município beneficiário. Estas
últimas poderão ser reativadas, nome dado à regularização da situação de obras
que foram concluídas fora do prazo inicialmente pactuado, evitando a devolução
de recursos.
O Ministério da Saúde disponibilizou uma página especial com regras e prazos do programa. Os gestores
também terão acesso a uma cartilha com orientações para a adesão ao plano.
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