Sábado, 28 de janeiro de 2023 - 11h06

Ministério
da Saúde, Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e Conselho
Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems) pactuaram, nesta
quinta-feira (26), na primeira reunião ordinária da Comissão Intergestores
Tripartite (CTI) de 2023, o Programa Nacional de Redução das Filas de Cirurgias
Eletivas, Exames Complementares e Consultas Especializadas. Prioridade desde os
debates da equipe de transição do governo federal, o problema será enfrentado
em articulação direta com os entes federativos, a começar pela publicação de
uma portaria instituindo o programa, prevista para os próximos dias. De acordo
com o secretário de Atenção Especializada à Saúde (SAES), Helvécio Magalhães,
estão previstos R$ 600 milhões para execução do programa, graças ao recurso
garantido pela aprovação da PEC da transição.
"O que nós estamos debatendo com estados e municípios é um
programa para combater problemas diferenciados e, pela nossa experiência, já
que o SUS faz mutirão há mais de 20 anos, vamos começar pelas cirurgias, até
porque, há inúmeras experiências de gestão de tecnologias nesse sentido. Ao
mesmo tempo, vamos discutir, de maneira tripartite, como construir mudanças
mais estruturantes. Para isso, precisamos conhecer essa fila de procedimentos e
permitir que o usuário possa interagir, por meio de ferramentas de
transparência", afirmou o secretário, destacando que a meta futura é criar
uma lista nacional desses pacientes.
Helvécio fez questão de salientar aos participantes da reunião
da CIT que o desafio é complexo e deverá ser tratado em conjunto com as
secretarias de Atenção Primária à Saúde e de Informação e Saúde Digital. A
tarefa compreende a consolidação de um banco de informações, além da regulação
da oferta de serviços com apoio de ferramentas, como o telessaúde e os
protocolos de acesso à atenção especializada. O secretário citou, ainda, a
especificidade da região Norte que, em virtude da difícil fixação de profissionais
de saúde, deve receber um tratamento diferenciado, para que os estados tenham
melhor cobertura.
Os primeiros recursos encaminhados, cerca de R$ 200
milhões, serão para cirurgias eletivas, ao mesmo tempo que se discutirá os
próximos passos para exames diagnósticos e consultas especializadas. "A
condição é pactuação na CIB estadual - Comissões Intergestores Bipartite,
portanto, de comum acordo, que contenha a expectativa dos procedimentos
cirúrgicos, quantitativos, bases de acompanhamento e expectativa de
redução", frisou.
A ideia é que, a partir da execução do primeiro montante, as
próximas ocorram por produção, com a repactuação de recursos para diagnósticos,
se necessário. Conforme o secretário Helvécio, o que for decidido nas comissões
será apresentado à CIT. Com a publicação da portaria, os estados deverão
encaminhar ao Ministério da Saúde os planos de trabalho para homologação e a
transferência do dinheiro.
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