Segunda-feira, 20 de junho de 2016 - 17h40
O diretor do Departamento de Vigilância Epidemiológica do Ministério da Saúde, Eduardo Hage Carmo, disse hoje (20) que, nas últimas cinco semanas, há indicativo de que o problema da microcefalia está se agravando na Região Sudeste, que não só acompanhou o crescimento de casos suspeitos em relação à Região Nordeste, mas a ultrapassou por uma pequena margem: 172 contra 171 bebês que podem ter microcefalia.
No acumulado de casos, o Nordeste ainda concentra cerca de 75% de bebês com o perímetro da cabeça menor que o estabelecido para a notificação de casos, que atualmente é de 32 cm. Mas o número de crianças que tem nascido com o indicativo de malformação cerebral, de acordo com Eduardo Hage Carmo, vem aumentando mais no Sudeste do que em outras localidades do país e, nas últimas semanas, já supera a região nordestina.
Carmo deu a informação no Seminário Estadual de Vigilância e Resposta às Arboviroses e suas Complicações, iniciado hoje, no Recife. De acordo com o diretor, na Região Nordeste tem havido desaleceração do registro de novos casos desde o fim do ano passado, enquanto no Sudeste, sobretudo em São Paulo e no Rio de Janeiro, o movimento é contrário.
Rio de Janeiro e São Paulo são os estados com maior crescimento de registros suspeitos de microcefalia. Nas últimas cinco semanas a variação foi de 46 (RJ) e 104 (SP) novos bebês notificados, enquanto no Espírito Santo e em Minas Gerais o total foi de 11 registros cada. O caso de São Paulo – o mais populoso do Brasil – ultrapassa qualquer estado do Nordeste. A maior variação é de Pernambuco, com 52 novas suspeitas – metade do observado no estado paulista.
O diretor Eduardo Hage analisa os números recentes: “Provavelmente, os casos estão relacionados ao pico de ocorrência de infeção por zika, que na região Sudeste se dá depois da região Nordeste. Enquanto na região Nordeste há um pico no primeiro semestre, até meados de junho/julho, na região Sudeste esse pico se dá entre novembro, dezembro [de 2015], janeiro e fevereiro [de 2016]. Há um período entre a ocorrência da infecção por zika e a notificação da microcefalia, que é a gestação”, explica. Segundo ele, a tendência é que haja uma curva ascendente dos casos na região.
O último boletim divulgado pelo Ministério da Saúde informa que, em 2016, foram 54.803 casos de Zika no Sudeste, contra 51.065 na Região Nordeste.
Terça-feira, 17 de março de 2026 | Porto Velho (RO)
Servidores lembram os 20 anos da Maternidade Mãe Esperança
O primeiro choro de um bebê, o sorriso emocionado de uma mãe e o olhar atento de profissionais que dedicam a vida a cuidar de novos começos. É assim q

Nova UPA 24h Dr. José Adelino da Silva é inaugurada na zona Leste de Porto Velho
Morador do bairro Marcos Freire em Porto Velho, o aposentado Raimundo Edson, 71, pela primeira vez terá atendimentos de saúde com qualidade perto de s

Léo Moraes inaugura nova UPA e Porto Velho passa a contar com três unidades 24h
O prefeito Léo Moraes inaugurou neste sábado (14) a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) 24h Dr. José Adelino da Silva, no bairro Marcos Freire, na z

Porto Velho ganha reforço de 102 novos profissionais na rede municipal de saúde
O fortalecimento da saúde de Porto Velho ganhou mais um avanço nesta quarta-feira (11), com a formalização da contratação de novos profissionais que p
Terça-feira, 17 de março de 2026 | Porto Velho (RO)