Quinta-feira, 7 de abril de 2011 - 15h43
Pelo menos 500 médicos que atendem planos de saúde em todo o estado de Rondônia aderiram, nesta quinta-feira (07), a paralisação nacional convocada pelas entidades médicas brasileiras. Com a paralisação, foram suspensas por 24 horas consultas e outros procedimentos, sendo atendidos apenas os casos de urgência e emergência médica.
Em Rondônia o movimento é apoiado pelo Conselho Regional de Medicina de Rondônia (Cremero), Sindicato Médico (Simero) e Associação Médica (AMR). As entidades respondem à convocação da Federação Nacional dos Médicos (Fenam), do Conselho Federal de Medicina (CFM) e da Associação Médica Brasileira (AMB).
Os médicos reivindicam reajustes de acordo com a inflação para os honorários pagos pelos planos, além da não interferência das seguradoras no trabalho e na autonomia dos profissionais de saúde.
Segundo as entidades médicas, apenas 10% do valor pago pelos clientes aos planos de saúde vai para os médicos. “Ou seja, esse não é o maior gasto deles. Temos uma defasagem histórica, ficamos mais de dez anos sem reajuste. Nosso movimento não se trata apenas da valorização dos honorários. Um médico mal remunerado não pode se qualificar devidamente”, argumenta o presidente do Sindicato Médico de Rondônia, Rodrigo Almeida.
Já a presidente do Cremero, Maria do Carmo Demasi Wanssa, assegurou que os atendimentos de urgência e emergência foram mantidos. “Nos hospitais que contam com médicos especialistas em casos de urgência, é claro que as pessoas vão ser atendidas. Onde não houver especialistas, o atendimento emergencial será feito normalmente e o paciente, no caso de necessidade, será transferido para uma unidade com especialista”.
Maria do Carmo afirmou ainda que a paralisação é um alerta às operadoras de planos de saúde, às autoridades públicas e à sociedade pelo fim da interferência antiética e desrespeitosa dos planos de saúde na autonomia do trabalho médico e que prejudica a assistência aos pacientes; pela valorização da Medicina e do trabalho médico; pelo respeito e pela dignidade do profissional da Medicina em sua plenitude.
Abertas ao diálogo, as entidades médicas estão dispostas a intermediar as negociações entre os médicos e os planos de saúde.
Fonte: Cremero
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