Terça-feira, 23 de julho de 2013 - 13h01
O Laboratório Central de Saúde Pública de Rondônia (Lacen), iniciou último mês de junho a realização de culturas de vigilância epidemiológica na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) neonatal do Hospital de Base Dr. Ary Pinheiro. A iniciativa do projeto foi tomada pela pediatra Andrea Castro Malaquias (HB) e pela microbiologista Tatiane Silva de Carvalho (Lacen). O trabalho de monitoramento conta também com a importante participação de funcionários da UTI, funcionários do laboratório do hospital e com a equipe do setor de bacteriologia do Laboratório Central.
De acordo com o diretor-geral do Lacen, Luiz Tagliani, a resistência bacteriana é um problema frequente e importante em ambientes hospitalares. Nesse contexto, várias bactérias apresentam habilidade de desenvolver mecanismos de resistência enzimáticos, sendo que o serviço de um laboratório de microbiologia é de fundamental importância para a vigilância epidemiológica e para a investigação de surtos de infecção em um hospital. As culturas de vigilância epidemiológica englobam varias categorias de avaliação em diferentes situações, seja no controle de infecção hospitalar, seja no estudo de outros aspectos de cuidados em instituições relacionadas à saúde.
"O surgimento de bactérias resistentes a antibióticos tem sido relacionado a múltiplos fatores, sendo que o uso indiscriminado dos antibióticos é um dos mais importantes. Essa tem sido uma realidade dentro, mas também fora dos hospitais, uma vez que já são detectadas bactérias multirresistentes em infecções adquiridas na comunidade. Assim, o uso de antibióticos deve ser feito somente com prescrição médica, e nos hospitais, o controle dos antibióticos pelas CCIHs são medidas vitais para o controle da emergência destas bactérias", afirma Tagliani.
"O serviço realizado na UTI neonatal do Hospital de Base tem como objetivo a detecção dessas bactérias produtoras de mecanismos de resistência a antibióticos. Semanalmente são colhidas amostras de swab nasal e swab retal dos recém-nascidos admitidos na unidade de terapia intensiva. Nessas amostras são pesquisadas as enterobactérias produtoras de beta-lactamases de espectro ampliado (ESBL) e carbapenemases (KPC), bem como; enterococcus resistentes à vancomicina (VRE), staphylococcus aureus resistentes à oxacilina (ORSA/MRSA) e à vancomicina (VISA/hVISA/VRSA). Logo que são detectadas são tomadas medidas de controle e prevenção no local, a fim de evitar a propagação destas super bactérias no ambiente e consequentemente proteger os pacientes que ali recebem um tratamento de excelente qualidade e vital para a sua sobrevivência", acrescentou secretário de Estado da Saúde (Sesau) Williames Pimentel.
Fonte: Antonia Lima
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