Quinta-feira, 22 de novembro de 2007 - 23h26
O trabalho de prevenção de perdas auditivas por meio de ações coordenadas desenvolvidas por uma equipe de forma contínua e dinâmica para melhorar a qualidade de vida, adequar empresas às exigências legais e identificar empregados com perda auditiva ocupacional trata-se do campo de atuação da Audiologia Industrial, tema da palestra ministrada pela fonoaudióloga Mestra Isabel Cristiane Kuniyoshi na 5ª Jornada de Fonoaudiologia da Faculdade São Lucas. "A perda auditiva é a segunda doença ocupacional mais presente no ambiente de trabalho. Por isso, é necessário o trabalho de uma equipe competente, empregadores empenhados e trabalhadores engajados para alcanças bons resultados", destacou Isabel Kuniyoshi, Mestre em Saúde Pública (USP/SP), Especialista em Avaliação Auditiva e do Equilíbrio Corporal (PUC/PR) e Bacharel em Fonoaudiologia pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná, com vasta experiência na área de Fonoaudiologia, atuando principalmente nos seguintes temas: Audiologia, Educação Superior, Saúde Pública.
Segundo a especialista, é mais econômico investir na Audiologia Industrial do que pagar custos com insalubridade e reclamatórias trabalhistas. "O programa deve ser adequado a cada local por meio da análise do processo industrial e condições de trabalho", ressaltou Isabel, explicando que a poluição sonora é a terceira forma a ferir o meio ambiente, tendo fonte facilmente identificável e efeito controlável, porém com o agravante de fazer parte do cotidiano. "Estamos expostos a ruídos o tempo todo, qualquer som e até a música, que nos proporciona tanto prazer, a partir de 80 dB, passa a ser prejudicial à saúde. Há uma série de variáveis, como o tempo de exposição e suscetibilidade pessoal", ponderou.
Em sua palestra, Isabel Kuniyoshi disse que entre os efeitos auditivos que podem ser ocasionados estão a perda auditiva temporária (TTS - ATL). "Neste caso, exposições repetidas merecem atenção e o descanso é imprescindível", orientou. Ela acrescentou que há o Trauma Acústico, conseqüência imediata a uma única exposição que ocasiona a perda auditiva e danificação a outras estruturas do ouvido, e também o PTS, mudança permanente de limiar, que afetam de forma permanente a audição por exposição a ruído.
De acordo com a fonoaudióloga, alguns dos sintomas apresentados pelas pessoas afetadas são zumbido e intolerância a ruído ambiental, dificuldades em perceber sons ambientais, de comunicação e sociabilidade. "Imagina o tempo todo ter que pedir aos outros para repetirem o que falaram. Entre as conseqüências estão o absenteísmo, queda de rendimento, acidente por distração, e brigas e discussões, já que estresse e insônia são alguns dos sintomas apresentados", contou Isabel Cristiane Kuniyoshi.
Fonte: Chagas Pereira
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