Quarta-feira, 4 de maio de 2011 - 17h35
A falta de profissionais na saúde pública em Porto Velho ficou ainda mais evidente nessa semana. Dois médicos especialistas em cirurgia vascular foram transferidos para unidades do interior. Com isso o atendimento aos pacientes agendados no Hospital de Base e no Pronto Socorro João Paulo II ficou prejudicado. .jpg)
Segundo o presidente do Sindicato Médico de Rondônia – SIMERO – Dr. Rodrigo Almeida, a decisão de transferir os médicos para cidades do interior foi da Secretaria Estadual de Saúde – SESAU. “Fica evidente que a decisão vai prejudicar o atendimento que já é difícil nos hospitais da capital”, lamentou.
De acordo com Rodrigo Almeida, os médicos foram transferidos da capital para os municípios de Ji-Paraná e Cacoal. A medida vai acarretar a diminuição de cirurgias eletivas em pacientes com risco de morte que aguardam pelo procedimento de cirurgia vascular nas duas principias unidades de saúde da capital. O presidente do sindicato denuncia que não haverá cobertura 24 horas no pós-operatório. “A solução é contratar mais especialistas. Não se pode apenas mudar o médico de lugar”.
Quadro crítico
Levantamento feito pelo SIMERO revela a diminuição de médicos especialistas nas unidades públicas de saúde. Desde 2010, o quadro vem sendo reduzido. O quadro de cirurgião vascular era formado por 10 médicos. Dois pediram exoneração do cargo. Outros dois foram transferidos para o interior, restando apenas seis. Segundo o sindicato da categoria, o número é insuficiente para atender a demanda crescente de pacientes.
Seriam necessários seis especialistas em cada hospital de Porto Velho, agora restam apenas três em cada unidade hospitalar. Para o presidente do sindicato, a redução resulta na sobrecarga de trabalho aos profissionais.
O SIMERO reconhece o esforço que o Governo emprega na tentativa de solucionar as questões no setor da saúde, mas o quadro está longe de ser o ideal. Nos hospital da capital e dos municípios do interior a quantidade de leitos é praticamente o mesmo. Longas filas de pacientes se formam ao amanhecer com pessoas de várias regiões em busca de atendimento. Além disso, a falta de insumos ainda é constante, e a compra de medicamentos esbarra na burocracia do serviço público.
Fonte: Adão Gomes / SIMERO
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