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Saúde

Funasa controla malária em aldeias


A opção da Coordenação Regional da Funasa de Rondônia (Core-RO) em manter na estrutura da instituição o Núcleo de Controle de Endemia, para realizar ações nas aldeias, vem dando resultados positivos, e atendendo o percentual permitido pelo Ministério da Saúde (MS). Vale ressaltar, que desde 2002 as ações de prevenção e combate a malária foram descentralizadas para governo estadual e municipal.

De acordo com levantamento feito pela coordenação, nas 116 aldeias localizadas nos municípios de Alta Floresta, Guajará-Mirim, Ji-Paraná, Humaitá, Jaru e Porto Velho onde reside uma população de 8.901 índios, atendidos pelo Distrito Sanitário Especial (Dsei) Porto Velho foram realizadas no período de janeiro a outubro deste ano, 9.469 coletas de material para exame. Deste universo, 1.247 deram resultados positivas. Número aceitável pelos órgãos responsáveis pelo controle da doença.

Segundo o coordenador regional da Funasa de Rondônia, Josafá Piauhy Marreiro estes número representam uma vitória levando-se em consideração a população atendida, é principalmente, as dificuldades de acesso às aldeias da região. "No município de Guajará-Mirim, no período verão, as equipes demoram até três dias para chegar a algumas aldeias", ressaltou.

No mesmo período, as equipes de controle de endemias do Dsei Vilhena, realizaram 652 coletas de lâminas para exames de malária, em 136 aldeias situadas nos municípios de Vilhena, Cacoal, Juina (MT) e Aripuanã (MT), onde moram 6.263 índios. Somente 48 amostras apresentaram resultados positivos, na área indígena.   Foram também confirmados 36 casos de pessoas não indígenas contaminadas pela doença.  

Nas aldeias atendidas pelo Core-RO as equipes de controle de endemias realizam ações de: controle vetorial (borrifação em residências e espaços abertos); coleta de laminas; diagnósticos; tratamento; analise entomológico (do mosquito); e epidemiológico (causa da doença).

O responsável pelo Setor de Controle de Endemias do Dsei Porto Velho, Amarildo Barroso explica que por ano, são realizados quatro ciclos de combate e vigilância.

Fonte: Ascom

 

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