Sábado, 15 de setembro de 2007 - 12h07
Professores e acadêmicos do 7º período de Fonoaudiologia estarão nesta segunda-feira, dia 17 de setembro, das 14h às 17h, e quinta-feira, dia 20, das 8h às 11h, atendendo a um grupo de 70 crianças da rede pública de educação para avaliação da leitura e escrita. Os distúrbios de leitura e escrita atingem, de forma severa, cerca de 10% das crianças em idade escolar. Se forem considerados também os distúrbios leves, este percentual chega a 25% (CAPOVILLA, 2002; PIÉRART, 1997). Logo, é essencial a condução de pesquisas sobre avaliação e intervenção em tais distúrbios de leitura.
Segundo a World Federation of Neurologists, dislexia do desenvolvimento é o distúrbio em que a criança, apesar de ter acesso à escolarização regular, falha em adquirir as habilidades de leitura, escrita e soletração que seriam esperadas de acordo com seu desempenho intelectual. Segundo a definição do National Institute of Health americano, a dislexia é um dos vários tipos de distúrbios de aprendizagem.
De acordo com a professora Elisangela Hermes, coordenadora da Clínica de Fonoaudiologia da Faculdade São Lucas, a dislexia pode ser compreendida como sendo resultante de uma interação entre aspectos biológicos, cognitivos e ambientais que não podem ser separados uns dos outros. A adaptação da criança diante desses problemas de leitura e escrita também dependerá de outros fatores, como motivação, relações afetivas, habilidades intelectuais gerais, idade e condições sociais, acrescentou.
Estudo de autoria da fonoaudióloga Alessandra Capovilla, publicado pela Associação Brasileira de Psicopedagogia, mostra que a intervenção na pré-escola diminuiu em mais de 50% a incidência de dislexia na segunda série, sugerindo que é possível desenvolver a consciência fonológica (análise dos sons das letras) no contexto de sala de aula, principalmente com o fonoaudiólogo. Esta atividade pode ajudar a prevenir e a intervir em dificuldades de aquisição da linguagem escrita.
A Clínica de Fonoaudiologia da Faculdade São Lucas realiza atendimento na área da linguagem escrita. As crianças com queixa na comunicação gráfica e/ou leitura deverão ser avaliadas pela equipe que envolve Fonoaudiólogo, Psicopedagogo e Neurologista. Maiores informações ligue para (69) 3211-8037.
Fonte: Chagas Pereira
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