Porto Velho (RO) segunda-feira, 21 de setembro de 2020
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Saúde

Fonoaudiologia da São Lucas alerta sobre os impactos do ruído na saúde


  
 
As atividades do Curso de Fonoaudiologia da Faculdade São Lucas alusivas à campanha do 14º Dia Internacional de Conscientização sobre o Ruído envolveram alunos, professores e comunidade. Para a Coordenadora do Curso, Professora Viviane Perillo, foi uma oportunidade para se refletir acerca da presença e conseqüências do ruído no cotidiano da vida moderna. Segundo ela, a poluição sonora é a terceira forma de poluição que mais afeta o planeta, seguida da poluição do ar e das águas. “Se por um lado tem-se a vantagem de que cessada a produção de ruído é cessado imediatamente o efeito indesejável no ambiente, há a postura conformada da sociedade em considerar ‘natural’ o ruído como conseqüência da modernidade”, salientou Viviane Perillo.

“Por convivermos diuturnamente com o barulho, acostumamos com sua presença e em muitos casos não percebemos seus efeitos maléficos na saúde e na qualidade de vida”, destaca a Professora Isabel Cristiane Kuniyoshi, Coordenadora da Clínica de Fonoaudiologia da Faculdade São Lucas. De acordo com Isabel Kuniyoshi, em casa tem-se o ruído de eletrodomésticos (liquidificador, aspirador de pó, TV etc.), na rua o ruído do trânsito (carros, buzina, apitos, escapamentos etc.) e obras de construção civil, no trabalho tem-se o ruído de máquinas (impressoras, máquinas industriais, sirenes etc.), nas atividades de lazer tem-se música alta, brinquedos sonoros, shows, bares etc. “O resultado disso é que, infelizmente, tem crescido a incidência de perdas auditivas causadas pelo ruído, inclusive em crianças e adolescentes”, afirma.

Segundo a Organização Mundial da Saúde, cerca de 120 milhões de pessoas no mundo tem a audição afetada pelo ruído. Além da perda auditiva, os efeitos da poluição sonora na saúde podem ser zumbido nos ouvidos, dor de cabeça, insônia, irritabilidade, dificuldade de concentração, gastrite, cansaço, estresse, queda no rendimento do trabalho, dentre outros agravantes. Esses efeitos não são imediatos, pois dependem do nível de intensidade do ruído, tempo de exposição e predisposição pessoal. Eles aparecem com o tempo e são cumulativos. Os pesquisadores da área alertam para o fato de que como os efeitos do ruído na saúde têm início insidioso e serem lentamente progressivos, as pessoas não tomam consciência da gravidade do problema.

Por este conjunto de fatores, há 14 anos o Leangue for the Hard of Hearing promove mundialmente o evento de conscientização que são 60 segundos de silêncio para destacar o impacto do ruído na vida cotidiana, proporcionando aos participantes uma pausa e uma oportunidade de conscientização sobre um problema que atinge a todos. No Brasil, a Sociedade Brasileira de Acústica e a Academia Brasileira de Audiologia organizam as ações há dois anos e incorporaram outras atividades respeitando a diversidade do território nacional e criatividade dos parceiros locais, como por exemplo, reuniões com autoridades governamentais e ambientais, distribuição de protetores auditivos, estratégias educativas e avaliação do ruído e da audição.

Em Porto Velho, o Curso de Fonoaudiologia da Faculdade São Lucas promoveu a distribuição de folhetos explicativos no “Espaço Alternativo”, local voltado ao lazer, bem estar e saúde, realizou e divulgou os resultados da medição do nível de ruído em diferentes pontos do campus da faculdade e participou de entrevista ao vivo em programa de TV local.

Os resultados da medição dos níveis de ruído, segundo a Professoa Liliane Barbosa Rodrigues, responsável pelas medições, causaram grande impacto e propiciaram debates sobre o tema. Em geral, nos locais onde há maior concentração de pessoas houve o registro dos maiores índices, como por exemplo, na lanchonete do campus. Entretanto, a professora disse que ficou surpresa os níveis captados nas recepções das clínicas da área da saúde, segundo ela, também elevados e merece atenção por se tratarem de locais voltados aos cuidados com a saúde. “Em nenhum local foram registrados níveis acima do permitido ou potencialmente lesivos à audição, mas o silêncio é sempre bem-vindo”, destaca.

Clínica de Fonoaudiologia da Faculdade São Lucas (3211-8037).

Fonte: Chagas Pereira

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