Segunda-feira, 8 de setembro de 2025 - 07h23

O Tribunal de Contas do Estado de
Rondônia (TCE-RO) realizou, neste domingo (7/9), uma fiscalização em quatro
hospitais gerenciados pelo Estado: João Paulo II, Hospital de Retaguarda,
Cemetron e Hospital de Base Ary Pinheiro.
A ação teve como propósito
avaliar de perto a qualidade do atendimento oferecido à população e as
condições de trabalho dos profissionais de saúde, reforçando o papel do
Tribunal de induzir melhorias reais no sistema público.
FALHAS PERSISTEM NO JOÃO PAULO II
No Pronto-Socorro João Paulo II,
os auditores constataram falhas graves: equipamentos de tomografia e
ultrassonografia sem funcionamento, falta de medicamentos e insumos básicos.
O corpo técnico do TCE também
identificou escalas com profissionais ausentes.
“A atuação do TCE-RO é muito
importante para ver como estão sendo tratados os pacientes e acompanhantes”,
disse Suenilda Nilas Cerqueira, acompanhante.
AVANÇOS NO CEMETRON E NO HOSPITAL
DE RETAGUARDA
No Cemetron, a fiscalização
verificou avanços: escalas organizadas, ambientes limpos, resíduos descartados
corretamente e exames laboratoriais em dia.
“A fiscalização é muito boa
porque está melhorando muito. Para o que era antes, agora está muito bom mesmo.
O Cemetron está muito bonito!”, comentou a aposentada Rita Cordeiro Teixeira,
que foi ao hospital visitar um vizinho internado.
Apesar disso, a falta de
profissionais no Cemetron ainda preocupa. Na clínica feminina, por exemplo, 12
pacientes eram atendidos por apenas dois técnicos de enfermagem.
Já no Hospital de Retaguarda, as
falhas apontadas em fiscalizações anteriores começaram a ser corrigidas.
Persistem, no entanto, problemas de falta de medicamentos e insuficiência de
profissionais.
“É importante ter uma fiscalização,
para estar acompanhando, porque o dia a dia passa e ninguém sabe o que
acontece”, disse Manoel Setuba da Silva, acompanhante.
PROBLEMAS ESTRUTURAIS NO HOSPITAL
DE BASE
Na fiscalização ao Hospital de
Base Ary Pinheiro, foram observadas deficiências na Clínica de Cardiologia e
nas UTIs.
Camas novas já apresentavam
defeitos, colchões afundados, falta de equipamentos de monitoramento e equipes
de enfermagem abaixo do número necessário.
“A fiscalização é boa porque
podemos expor nossas dificuldades e buscar melhorias. Estão de parabéns”,
afirmou Flora Lemos de Farias Filha, enfermeira.
GESTÃO DEVE ADOTAR MEDIDAS
IMEDIATAS
As fiscalizações reforçam a
necessidade de ações urgentes por parte da gestão estadual, garantindo a
segurança assistencial, o cumprimento de protocolos e a integridade da
infraestrutura hospitalar.
“É o Tribunal de Contas fazendo a
diferença na vida do cidadão”, destacou o secretário-geral de Controle Externo,
Marcus Cézar Filho, que coordenou a ação.
Ainda nesta semana o TCE-RO se
reunirá com a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) para apresentação dos
resultados dos pontos levantados na fiscalização. Caso não sejam atendidas as
determinações, o Tribunal de Contas representará a gestão estadual.
As fiscalizações do Tribunal vão
continuar, sempre com rigor técnico e sensibilidade social, para induzir
melhorias que assegurem mais dignidade no atendimento à população e melhores
condições de trabalho para profissionais de saúde.
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