Segunda-feira, 5 de setembro de 2011 - 17h20
Os cigarros mentolados aumentam a dependência de tabaco e provocam maior risco à saúde que os tradicionais, segundo um grupo de pneumologistas espanhóis especialistas em tabagismo que, com a constatação, lutarão agora para proibir que o mentol continue sendo utilizado como aditivo nos produtos fumígenos.
O mentol favorece o hábito de fumar, cria maior dependência e dificulta o abandono do tabaco, explicou em nota oficial um dos três autores do estudo, o médico Segismundo Solano, do Serviço de Pneumologia do Hospital Gregorio Marañón de Madri.
Segundo Solano, o mentol proporciona a sensação de uma inalação mais fresca e profunda e atua como um analgésico local, suavizando, nas vias respiratórias, o efeito de fumar e estimulando o tabagismo, já que "facilita" o ato de fumar aos fumantes inexperientes ou aos que rejeitam a aspereza do tabaco.
Em artigo da Revista Prevenção do Tabagismo da Sociedade Espanhola de Pneumologia e Cirurgia Torácica, o grupo de pneumologistas afirma também que a dependência de tabaco é maior entre os fumantes de cigarros de menta que entre os tradicionais, já que os primeiros precisam fumar o primeiro cigarro da manhã muito antes.
Os autores do artigo descartaram que os cigarros de menta sejam mais saudáveis e alertaram também sobre o maior número de partículas extrafinas na fumaça desse tipo de cigarro, o que provoca maior risco de infarto do miocárdio.
Fonte: Rádio Jovem Pan com informações da Agência EFE
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