Domingo, 28 de agosto de 2011 - 11h35
O projeto da Prefeitura de Porto Velho, de se expandir o atendimento da Estratégia de Saúde da Família para todos os moradores da Capital, já atinge hoje 80% da cidade. Criado em 2002 ainda como Programa de Saúde da Família, a ação teve seu nome alterado em 2008 para ESF. “Um programa tem prazo, data para terminar. Uma estratégia não termina mais, é uma ideia que deu certo”, explicou a coordenadora do ESF na secretaria Municipal de Saúde (Semusa), Maria Zilma Souza.
O novo modelo com o novo nome foi formatado pelo Ministério da Saúde e implantado em todo o País. Em Porto Velho, o ESF está estruturado hoje em 32 diferentes unidades de saúde espalhadas pela cidade, sendo 17 delas na zona urbana e outras 15 na zona rural. Em cada uma dessas unidades atuam até seis equipes multifuncionais, que reúnem profissionais como médicos, enfermeiros, odontólogos, técnicos em enfermagem, auxiliares de dentistas, agentes comunitários e administrativos.
Os agentes visitam as famílias de casa em casa, identificando a situação clínica de cada morador. Os casos mais graves, onde é verificada a necessidade de atendimento médico, são encaminhados à Unidade de Saúde, mas a consulta é agendada ainda durante a visita domiciliar, onde as pessoas recebem orientações sobre como se prevenir das doenças mais freqüentes.
Domicílio
Segundo Zilma, a Semusa mantém hoje 521 agentes comunitários prestando esse serviço. Cada um se responsabiliza por um grupo de 150 famílias, que precisam ser visitadas pelo menos uma vez por mês. “Em moradias onde há crianças, gestantes ou idosos, ocorre mais de uma visita”, explicou.
Segundo cálculos da Semusa, cada equipe do ESF presta hoje mais de mil atendimentos por mês. Médicos, enfermeiros e odontólogos, que formam o grupo de profissionais de nível superior nas unidades, registram uma média de 780 atendimentos domiciliares a cada mês, somando quase 2 mil visitas nesse mesmo período.
O secretário municipal de Saúde, Willames Pimentel, acredita que a meta de atender 100% da população pode ser atingida até o final de 2012. Para isso, terão de ser contratados mais agentes comunitários, o que deve ocorrer no início do próximo ano. Pelo menos cinco das 32 unidades de saúde que oferecem o ESF estão em obras, como nos bairros Ronaldo Aragão e Mauricio Bustani. São reformas que deverão ampliar ainda mais os espaços para se trabalhar, dando mais condições para que o atendimento seja oferecido com conforto e qualidade.
Desde que passou a abranger mais da metade da população da capital, o ESF tem ajudado a desafogar o atendimento nas emergências e também nas próprias unidades de saúde, como explicou Zilma.
Fonte: Róbinson Gambôa
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