Porto Velho (RO) segunda-feira, 21 de setembro de 2020
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Saúde

Especialista da USP orienta médicos rondonienses com pacientes terminais



O professor doutor Franklin Santana Santos, docente de pós-graduação da faculdade de medicina da USP (Universidade Federal de São Paulo), esteve neste fim de semana em Porto Velho falando a médicos e acadêmicos de medicina sobre o comportamento e a psicologia dos médicos ante pacientes terminais.

Com ênfase nas questões éticas e jurídicas acerca da eutanásia, distanásia e da ortotanásia, o especialista explicou que tanto o médico quanto a sociedade precisa entender que a morte é um processo natural da vida. “Tanto que há no Congresso Nacional dois projetos de lei para legalizar a ortotanasia – processo em que o médico deixa a doença terminal seguir seu curso natural, assegurando qualidade de vida ao paciente”, explica.

O processo relacionado à morte é tão mal visto que o doutor Franklin Santana quer levá-lo às escolas e às faculdades. “O objetivo é fazer com que as pessoas encarem a morte como apenas mais uma etapa. Entender esse processo é fundamental para quem trabalha no exercício da medicina”, salientou.

As aulas do Curso de Educação Médica Continuada, segundo a presidente do Conselho Regional de Medicina de Rondônia, Inês Motta, objetivam esclarecer dúvidas sobre o assunto e atualizar os médicos quanto às questões éticas e jurídicas que envolvem o “morrer”.

O evento, que corresponde à segunda fase do segundo módulo do Curso de Educação Médica Continuada, foi realizado gratuitamente no auditório do Cremero, na Avenida dos Imigrantes, 3414, no bairro Liberdade. “Foram três dias de curso, sexta, sábado e domingo”.

Inês Motta diz que o tema abordado pelo especialista da USP ainda gera polêmica em todo o mundo e que, por isso, é fundamental que o profissional de Rondônia esteja atualizado sobre o assunto, sobretudo com relação às questões éticas e jurídicas.

O curso é uma iniciativa do (Cremero) em parceria com o Conselho Federal de Medicina (CFM) e a Universidade Federal do Amazonas.

Fonte: Ascom/Cremero

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