Sexta-feira, 20 de junho de 2025 - 18h06

Mesmo durante o
ponto facultativo do feriado de Corpus Christi, o Tribunal de Contas do Estado
de Rondônia (TCE-RO) esteve em campo, nesta sexta-feira (20/6), fiscalizando
unidades de saúde do município de Porto Velho.
A ação ocorreu nas
UPAs Leste e Sul e nas Policlínicas Ana Adelaide e José Adelino, todos sob
gestão da Prefeitura da capital. O objetivo foi verificar se os problemas
identificados nas fiscalizações acima foram resolvidos, além de avaliar a
qualidade do atendimento aos pacientes e as condições de trabalho dos
profissionais de saúde.
POLICLÍNICAS:
MELHORIAS IMPORTANTES E PONTOS DE ATENÇÃO
Na Policlínica
José Adelino, os auditores constataram avanços inovadores. Um dos principais
problemas apontados anteriormente (a falta de insumos) foi solucionado.
Atualmente, os materiais estão sendo repostos de forma mais eficiente, e os
pacientes relatam satisfação com o atendimento.
No entanto, ainda
existem desafios. A estrutura física apresenta deficiências, como paredes
descascadas, cadeiras de exame em mau estado e depósitos de resíduos sem
identificação. Outro problema é a demora na instalação do transformador
necessário para colocar em funcionamento o novo aparelho de Raio-X, que segue
sem uso há meses.
Para a dona de
casa Horlânia Rodrigues, que foi atendida na unidade, a qualidade no
atendimento faz a diferença.
"Fui muito
bem atendido quando preciso. Fiz meu tratamento aqui e deu tudo certo. Que
continue assim, porque só procuramos quando realmente estamos precisando",
afirmou.
A diretora clínica
da unidade, Lidiane Cavalcante, admite os desafios, mas enxerga a fiscalização
do TCE-RO como um estímulo à melhoria contínua.
"O que eu
mais gosto é que, quando o Tribunal vier, sempre façamos melhorias. Eles nos
dão um retorno muito importante sobre o que pode ser ajustado", destacou.
Já na Policlínica
Ana Adelaide, apesar da resolução de problemas estruturais, como as goteiras,
ainda faltam medicamentos e materiais essenciais. O aparelho de Raio-X, embora
funcione, produz imagens de baixa qualidade por ser antigo. A unidade aguarda a
instalação de um novo equipamento.
Durante uma
visita, os auditores encontraram um paciente em estado grave, aguardando
transferência para o Hospital João Paulo II, desde a madrugada anterior.
Médicos relatam sobrecarga no atendimento, causada, em parte, pela procura de
pacientes que deveriam ser atendidos nas unidades básicas de saúde.
Os pacientes
avaliados avaliaram o atendimento como regular ou bom, mas apontaram problemas
como a falta de acessibilidade para cadeirasntes.
UPAS: ESTRUTURA
FÍSICA E FALTA DE INSUMOS AINDA SÃO ENTRAVES
Na UPA da Zona
Leste, a equipe estava incompleta devido ao ponto facultativo, mas os
atendimentos seguiam normalmente. Foram observadas ausências pontuais de
medicamentos e insumos, mas os ambientes eram limpos, organizados e com boas
condições de higiene e segurança.
Na UPA Sul, a
realidade se repete: estrutura física comprometida, com infiltrações e paredes
descascadas na sala de Raio-X. Em contrapartida, algumas demandas foram
atendidas, como a troca de camas quebradas e a correção de goteiras na sala de
descanso dos profissionais.
FISCALIZAÇÃO COM
EMPATIA E FOCO NA MELHORIA DOS SERVIÇOS
Para a auxiliar
administrativa Celi Gadelha, a atuação do TCE-RO se diferencia pelo respeito e
pela escuta ativa.
"Vocês chegam
com ética, perguntam, escutam. Procuram melhorias tanto para nós, servidores,
quanto para a comunidade. Isso é muito importante", enalteceu.
Segundo o
secretário-geral de Controle Externo do TCE-RO, Marcus Cézar Filho, a
fiscalização busca promover melhorias não apenas para os pacientes, mas também
para os profissionais de saúde:
“É o TCE fazendo a
diferença na vida do cidadão”, resumiu.
FISCALIZAÇÃO
CONTÍNUA E RESPONSABILIZAÇÃO DE GESTORES
O Tribunal reforça
que as ações de fiscalização têm caráter preventivo e corretivo e seguem de
forma contínua. Caso os gestores não cumpram as recomendações dentro do prazo
estabelecido, o TCE-RO poderá instaurar processos de responsabilização, sempre
assegurando o devido processo legal.
Se forem
confirmadas irregularidades por ação ou omissão, as avaliações poderão ser
aplicadas aos responsáveis.
O TCE-RO seguirá
monitorando as unidades de saúde para verificar o cumprimento das recomendações
e contribuir para a eficácia da melhoria dos serviços prestados à população.
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