Porto Velho (RO) segunda-feira, 28 de setembro de 2020
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Cirurgia de redução de estômago com menos incisões e sem seqüelas realizada PVH


 

Vai longe o tempo que, em Rondônia, era comum dizer que o melhor médico aqui eram os doutores “Varig” e “Vasp”, numa clara referência a quem fazia opção de procurar atendimento médico nas capitais do sul e do sudeste. Cirurgia de redução de estômago com menos incisões e sem seqüelas realizada PVH - Gente de Opinião

Atualmente, Rondônia tem se tornado referência nacional em alguns aspectos da medicina. Com investimentos em tecnologia de ponta e melhor preparação dos profissionais, em várias áreas, os centros especializados do Estado, hoje, oferecem cirurgias e tratamentos que, há poucos anos, só eram possíveis em centros de excelência médica, como, por exemplo, cirurgia para redução de estômago, que, em Porto Velho, já é realizada de forma minimamente invasiva, ou seja, com incisões pequenas, algumas de meio centímetro, no tamanho exato para introdução de uma câmera e pinças para operar no interior do corpo humano. É a vídeo-cirurgia laparoscópica.

A mais recente cirurgia desse porte, em Porto Velho, foi realizada no dia 23 de outubro, no hospital ProntoCor, e com absoluto sucesso, como faz questão de salientar o psiquiatra Marcos Vinicius, que se submeteu a operação. “Rondônia não fica a dever nada aos grandes centros que oferecem boa estrutura hospitalar e material humano qualificado. A cirurgia foi bem sucedida, tanto que, um dia depois eu já estava andando. Com dois dias fui liberado. Como as incisões são pequenas, quase nem percebo que fui operado e, muitas vezes, tenho até que me policiar para não cometer exageros”.

No que se refere a efeitos colaterais e sequelas, Marcus Vinicius diz que, no caso dele, não houve nenhum. “Já ouvi muita gente reclamar de vômitos, vertigens e outras coisas, mas, eu mesmo, não senti nada. Nem parece que passei por uma cirurgia”, reitera o psiquiatra.

A cirurgia foi realizada pelos médicos Jeferson Diel – cirurgião do aparelho digestivo - e Fabio Marques – gastroentereologista e cirurgião do aparelho digestivo, com acompanhamento do cardiologista Andrei Leonardo Freitas de Oliveira e de um endocrinologista.

Jeferson Diel, que é membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica do Colégio Brasileiro de Cirurgia Digestiva e da Sociedade Brasileira de Cirurgia Laparoscópica, afirma que, com o método, quem mais ganha é o paciente, “que tem uma recuperação mais rápida e não fica com grandes cicatrizes no abdome”.

Essa é a quinta vez que Jeferson Diel realiza esse tipo de cirurgia em Rondônia. “Trabalho em Florianópolis e já estive em Porto Velho a convite do doutor Fábio Marques, do Igeron”. Segundo Diel, a cirurgia bariátrica é para tratar uma doença muito grave chamada de obesidade mórbida. “Uma doença que acarreta na redução da expectativa de vida em 30% e aumenta o risco cardiovascular em 16 a 18 vezes para um infarto do coração ou infarto cerebral. Além de trazer outras doenças chamadas de co-morbidades, como a diabetes, hipertensão, apnéia do sono e assim por diante”.

O obeso mórbido – esclarece o cirurgião - se define através de um cálculo simples, chamado de índice de massa corpórea (IMC), que é o peso dividido pela altura ao quadrado. “Quando o paciente tem índice acima de 40, é considerado obeso mórbido. Paciente com 35, mas que apresenta alguma co-morbidade, também tem indicação para a cirúrgica”.

Fábio Marques explica que a operação permite que o doente tenha um tratamento definitivo, graças aos modernos aparelhos adquiridos pelo IGERON em parceria coma Dental Médica. “Tratamento clínico, em longo prazo, não tem bom resultado nesse tipo de doente”. A cirurgia bariátrica é realizada por uma equipe multidisciplinar, que trata do doente antes e depois da cirurgia, para que o tratamento tenha um bom resultado.

Sobre o avanço tecnológico, Jeferson Diel diz que, quando veio à Rondônia nas últimas vezes, trazia algum equipamento, mas, desta vez, já existe no Estado tudo o que se precisa para que a cirurgia seja realizada com segurança.

Fonte: Carlos Araújo – MTb 162-RO


 

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