Sexta-feira, 9 de julho de 2021 - 12h25

Mais um procedimento cirúrgico de captação de órgãos foi realizada em Cacoal, na quinta-feira (8), no Hospital Regional (HRC) e contou com o apoio de uma equipe de Porto Velho, da Coordenação de Organização de Procura de Órgãos da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), e outra equipe do Distrito Federal, que chegou ao município rondoniense com o apoio da Força Área Brasileira (FAB).
Desde a implantação deste serviço no Complexo Hospitalar Regional de Cacoal, pelo Governo de Rondônia, 23 cirurgias de captação de órgãos já foram realizadas, sendo 11 procedimentos feitos no Hospital Regional e 12 no Hospital de Urgência e Emergência Regional de Cacoal (Heuro). A cirurgia de captação de órgãos só acontece mediante a autorização da família e após o diagnóstico de morte encefálica.
No caso do procedimento realizado na quinta-feira, o doador foi um homem, de 42 anos, de Costa Marques, vítima de um traumatismo cranioencefálico. A esposa e o irmão do paciente autorizaram a doação. A decisão vai fazer a diferença na vida de pacientes dos estados de Rondônia, Distrito Federal, Goiás e São Paulo que aguardavam na fila para transplantes.
“A doação de órgãos no Brasil só pode acontecer se a família do doador autorizar. Neste caso, é de extrema importância, se você tem interesse de ser um doador de órgãos, que você comunique a sua família em vida”, explicou a enfermeira Érika Fernanda, da equipe da Sesau de Porto Velho.
Érika diz ainda que o doador deve deixar explícita a sua vontade. “Caso aconteça, no momento certo, uma equipe vai perguntar à família sobre essa possibilidade da doação e a mesma poderá ser efetivada”.
Conforme a enfermeira, antes era possível incluir no documento de identidade (RG) a informação quanto a opção por doar órgãos. “Hoje essa documentação não vale mais! Desde 2001, somente a família pode autorizar”, enfatiza Érika.

No Brasil, a logística para captação e transplante de órgãos conta com todo o suporte da Força Área Brasileira
Com a autorização, o processo precisa acontecer da forma mais rápida possível. Isso porque cada órgão tem um tempo específico que pode permanecer fora do corpo humano. “Aqui em Rondônia nós conseguimos realizar a captação de rins, córneas e fígado justamente pelo tempo que esses órgãos podem suportar fora do corpo. O fígado, por exemplo, suporta entre seis e doze horas. Por isso, inclusive, temos o apoio da Força Aérea Brasileira (FAB), que vem com um avião e equipes preparadas, permanecem aguardando até o órgão ser retirado, para então fazer o transporte da forma mais rápida possível para o destino final”, ressalta a enfermeira.
Atualmente, no estado de Rondônia, há todas as condições apropriadas para a captação e transplante de córneas e também de rins. “Qualquer outro órgão, é acionada a Central Nacional de Transplantes e estes órgãos são ofertados para o Brasil. O Estado que aceita o órgão vem para Rondônia fazer a captação, já visando a realização do transplante”, pontua Érika.
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