Sexta-feira, 29 de maio de 2020 - 21h06

Segundo relatório do Sistema de Comando de Incidentes da Covid-19 em Rondônia, até esta quinta-feira (28), 1.869 pessoas que tiveram a doença se curaram. Dos municípios com incidência de casos, cinco apresentaram 100% de cura: Primavera de Rondônia, Alto Alegre dos Parecis, Machadinho D’Oeste, Santa Luzia D’Oeste e São Felipe D’Oeste.
Em 24 horas, de acordo com dados do mesmo relatório, quase 100 pessoas apresentaram cura. A capital, que tem o maior número de infectados – 3.105 até a mesma data, tem índice de 37% de curados, com 1.401 casos recuperados. Segundo o secretário de Saúde, Fernando Máximo, o distanciamento social é o principal meio de evitar que o novo coronavírus continue se propagando.
“Se não fizermos a nossa parte de deixarmos de ir às academias, de nos reunirmos com pessoas que não moram na mesma residência, velórios, festas, enfim, não teremos como conter o avanço da doença. Daqui a três ou quatro meses a vida vai voltar ao normal e poderemos fazer tudo isso, por enquanto, precisamos ter consciência de que essas medidas são necessárias”.
O crescente número de pessoas recuperadas tem sido comemorado pelas autoridades envolvidas.
“Sairemos dessa mais vigorosos e com sede de vida, para erguermos nossa economia, dignidade e liberdade”, disse o governador Marcos Rocha.
O comunicador Paulo César Amorim é asmático e venceu a Covid-19. “A batalha foi grande, mas com os medicamentos corretos, com o isolamento e todas as medidas de segurança eu consegui. O pior inimigo da doença é o medo. Reportagens sobre mortes de pessoas com coronavírus, imagens de cemitérios e sepultamento de pessoas que morreram com a doença, não ajudam. Isso abala o emocional. Então o melhor é, além do tratamento, cuidar do psicológico para que o processo de cura seja o mais tranquilo possível”.
Para a professora e intérprete de Libras, Núbia Lopes, a cura foi uma benção. “Fiquei no hospital por cinco dias internada. Isso foi fundamental para que eu me recuperasse. Apesar de não ser cômodo passar pela internação, e de ter ficado preocupada com a minha filha que também estava internada com a doença, a equipe de profissionais da saúde foi muito eficiente”.
Núbia conta que antes de procurar a internação ela relutou, e ficou em casa no isolamento, mas os sintomas mais fortes a induziram a procurar ajuda profissional. De volta ao lar, a professora diz que o tratamento ainda continuou por mais cinco dias, e atualmente está recuperada. “Com o apoio da minha família e a graça de Deus eu consegui superar a doença”.
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