Porto Velho (RO) quinta-feira, 24 de setembro de 2020
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Brasil lidera a América Latina contra mudanças na Declaração de Helsinki


                                                                      
O médico rondoniense José Hiran Gallo – tesoureiro do Conselho Federal de Medicina - posicionou-se contrário às alterações feitas nos artigos 29 e 32 da Declaração de Helsinki, que permite o uso de placebo (forma farmacêutica sem atividade, cujo aspecto é idêntico ao de outra farmacologicamente ativa) mesmo havendo tratamento reconhecidamente eficaz, por razões metodológicas.

As mudanças foram decididas em assembléia geral da Associação Médica Mundial, realizada de 15 a 18 de outubro, em Seul/Coréia do Sul. Segundo Hiran, um dos representantes do Brasil na assembléia, o CFM votou contra as mudanças. “O Brasil foi derrotado por penas um voto”.

No Brasil, no dia 22 de outubro, o CFM convocou uma plenária e publicou baixou uma resolução, a de número 1885/2008, restringindo o vínculo de médicos com pesquisas envolvendo seres humanos e que utilizem placebos em seus experimentos. “É vedado ao médico vinculo de qualquer natureza com pesquisas médicas envolvendo seres humanos, que utilizem placebo em seus experimentos, quando houver tratamento eficaz e efetivo para a doença pesquisada”.

A medida, de acordo com Hiran, visa manter os padrões éticos da medicina nos níveis mais elevados e, principalmente, na defesa dos interesses dos seres humanos, ‘única e verdadeira razão de ser da medicina’.

“Acompanhei todas as fases dos debates na reunião em Seul”, garante o tesoureiro. Além de Hiran, representaram o Brasil o presidente do CFM - Edson de Oliveira Andrade – e o presidente da Associação Médica Brasileira e presidente de ética mundial - José Luiz Gomes do Amaral.

Confemel

Na semana seguinte a reunião na Coréia, os médicos brasileiros seguiram para Bueno Aires/Argentina, onde participaram da reunião da Confederação Médica Latina e Caribenha (Confemel). Mais uma vez a Declaração de Helsinki foi discutida. “Todos os países que compõem a confederação apoiaram o Brasil”, acentua Hiran

Foi feita ainda a eleição para os dirigentes da Confederação. O Brasil ficou com a secretaria geral, cargo que será ocupado pelo médico Marco Antonio Becaer. Hiran Gallo ficou com o cargo de diretor executivo da Confederação.

Fonte: Ascom/Cremero

 

 

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