Quinta-feira, 5 de março de 2026 - 10h02

TENSÃO
A relação entre o governador Marcos Rocha e o vice Sérgio
Gonçalves continua tão ruim quanto no ano passado. O estopim da crise
ocorreu quando o titular cumpria agenda internacional em Israel, em meio a um
conflito no Oriente Médio. À época, Rocha precisou deixar às pressas o país,
sob tensão provocada por ataques atribuídos ao Hamas. Ao perceber um
movimento político considerado suspeito, ele decidiu retornar imediatamente ao
Brasil.
TRAIÇÃO
A suspeita era de que supostas articulações na Assembleia Legislativa
de Rondônia buscavam decretar a vacância do cargo. De volta
a Rondônia, Marcos Rocha rompeu publicamente com o vice e o passou a
chamar de traidor. Desde então, a relação institucional se deteriorou de vez,
com silêncio absoluto sobre temas políticos.
RUMORES
Interlocutores afirmam que, há pelo menos um ano, os dois não tratam de
sucessão, alianças ou projetos eleitorais. O clima no Palácio Rio Madeira
passou a ser de desconfiança mútua e distanciamento estratégico. Nas últimas
trinta horas, porém, novos rumores sacudiram os bastidores do poder estadual.
RENÚNCIA
Com a ausência do governador em viagem oficial à Bolívia, o vice
assumiu interinamente o comando do Executivo. Um deputado federal chegou a
confirmar a este cabeça-chata que as pazes teriam sido seladas. Segundo o
parlamentar, Rocha estaria decidido a disputar o Senado nas próximas eleições.
A informação inclui a possibilidade de renúncia em abril, abrindo caminho para
Sérgio Gonçalves assumir definitivamente o governo.
MENTIRA
A coluna Resenha Política foi aos bastidores para checar a veracidade da
suposta reconciliação. Em conversa com o próprio governador de Rondônia, Marcos
Rocha, classificou as notícias como mentirosas. De acordo com Rocha, não há
nenhum movimento para reatar a relação com Sérgio Gonçalves e afastou por
definitivo a renúncia para disputar uma vaga senatorial. Disse que este suposto
acordo faz parte das fofocas que costumam surgir uma vez que há muitos
interessados em sua renúncia. “Fui eleito para governar pelos quatro anos, assim
farei”, concluiu.
SILÊNCIO
O governador assegurou que a relação com o seu vice permanece
estremecida e sem pontes reconstruídas. Por ora, oficialmente, nada mudou e o
silêncio entre os dois continua sendo a regra no comando do Estado.
DESAPEGO
Segundo Rocha, sua trajetória política não foi movida por ambição
pessoal, mas pelo compromisso com o serviço público. Ele afirmou que seu
desprendimento em relação ao poder incomoda políticos profissionais que fazem
da política um meio de vida.
PROFISSÃO
Ao optar por concluir o mandato, deixa adversários em polvorosa (já que
até 4 de abril o prazo fixado pela Justiça Eleitoral para eventual renúncia),
seu nome era visto como ameaça real na corrida senatorial. “Eles fazem da
política um meio de vida. Eu não”, declarou.
AVISO
Rocha garantiu que cumprirá o mandato integralmente e que, em 4 de
janeiro, entregará um Estado organizado ao sucessor. Ressaltou que não tem
apego a cargo e que o futuro “a Deus pertence”. O governador também mencionou
que pré-candidatos ao Senado demonstram preocupação com a possibilidade de sua
entrada na disputa. Para encerrar as especulações, foi enfático: “Fiquem
tranquilos, não sou candidato ao Senado nestas eleições. Mas vou ajudar amigos
a serem eleitos”, avisou.
TRANSOCEÂNICA
Por mais de trinta minutos em ligação telefônica com este cabeça-chata,
Marcos Rocha também fez questão de anunciar a disposição de voltar ao podcast
Resenha Política, antes de 4 abril, para abordar todos os temas eleitorais e
pontuar as ações que pretende implementar em Rondônia até o último dia de
governo. Adiantou que o evento que participa em território boliviano vários
acordos estão sendo assinados que visam alavancar a economia estadual, em
especial na área rodoviária em razão da saída para pacífico via Rondônia.
CRISE
Parte expressiva da crise que atinge a saúde estadual de Rondônia tem
sido atribuída ao coronel Jeferson, considerado por muitos interlocutores do
setor como o pior gestor que já comandou a pasta. Embora o governo acumule
avanços concretos, como os investimentos nos hospitais de Guajará-Mirim,
Vilhena e na região da BR-429, a condução política e administrativa na capital
deixou a desejar. Em Porto Velho, o secretário falhou ao não conseguir conter a
escalada de críticas ao Hospital João Paulo II.
A unidade, que já enfrenta problemas históricos, tornou-se símbolo da
insatisfação popular. E retrato do caos.
TRANSPARÊNCIA
Faltou articulação, presença institucional e, sobretudo, capacidade de
comunicação.
Mesmo com aportes milionários do Executivo, a percepção social é de abandono.
Grande parte desse desgaste decorre da postura fechada do secretário.
Como pessoa pública, ele optou por se resguardar na vida privada e evita dar
explicações frequentes à imprensa. A ausência de transparência amplia rumores e
fortalece narrativas negativas.
DENÚNCIAS
Em momentos de crise, comunicar-se bem é tão importante quanto executar
obras e contratos. Sem isso, os investimentos perdem força política e não
revertem a imagem de ineficiência. Além do problema de gestão, pesam sobre a
pasta denúncias graves.
DEGOLA
O Tribunal de Contas do Estado de Rondônia apura supostas irregularidades na
licitação de ambulâncias para transporte de pacientes da rede estadual. O caso
adiciona pressão a uma secretaria já fragilizada institucionalmente. Nos
bastidores, a permanência do coronel Jeferson é tratada como insustentável, e a
expectativa é de que a qualquer momento seja anunciado um novo secretário
estadual de Saúde.
CONVIDADO
As especulações recaem sobre o nome do médico famoso da capital, que, segundo
interlocutores políticos, já teria sido contactado e sinalizado positivo para a
missão, aguardando apenas a decisão da publicação do decreto de exoneração do
atual titular e sua consequente nomeação - antes tarde do que nunca, diz o
adágio. O governador Marcos Rocha acertará caso decida mesmo dispensar quem é
incapaz de resolver os gargalos de uma área tão nevrálgica para o governante e
os governados.
QUEIMADO
Há quem garanta que o coronel Jeferson vai se aventurar a uma
candidatura parlamentar, mas está numa distância incomensurável para repetir o
feito do antecessor Fernando Máximo. O coronel queima na largada por não poder
apresentar ao eleitor nenhum feito na área; além de ser um inepto em gestão de
saúde é, ao que parece, também na política.
REFLEXOS
O empresário Adelmo Barofaldi, com forte atuação no agronegócio e no
setor de proteína animal, alertou que a guerra no Oriente Médio, envolvendo
Irã, Israel e outros países da região, pode afetar diretamente a economia
estadual.
IMPACTOS
Segundo ele, o primeiro impacto está relacionado às exportações de
carne. Apenas em 2025, o estado embarcou mais de 39 mil toneladas do produto
para países árabes, mercado considerado estratégico para o setor frigorífico
local.
LOGÍSTICA
O segundo fator de preocupação é a elevação do preço do petróleo no
mercado internacional, reflexo direto do conflito. Além disso, um eventual
fechamento do Estreito de Ormuz comprometeria a logística global, encarecendo
fretes e dificultando o fluxo comercial brasileiro.
AVALIAÇÃO
Barofaldi também ressalta que, no curto prazo, não há alternativas
viáveis para a abertura de novos mercados capazes de compensar eventuais
perdas. Diante desse cenário, o empresário avalia que o prolongamento da guerra
tende a atingir de forma significativa a economia regional, especialmente os
segmentos ligados à exportação e à cadeia da proteína animal.
Quinta-feira, 5 de março de 2026 | Porto Velho (RO)
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