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Robson Oliveira

Marcos Rocha nega Senado, mantém ruptura com vice e crise na Saúde pressiona governo


Marcos Rocha nega Senado, mantém ruptura com vice e crise na Saúde pressiona governo - Gente de Opinião

TENSÃO

A relação entre o governador Marcos Rocha e o vice Sérgio Gonçalves continua tão ruim quanto no ano passado. O estopim da crise ocorreu quando o titular cumpria agenda internacional em Israel, em meio a um conflito no Oriente Médio. À época, Rocha precisou deixar às pressas o país, sob tensão provocada por ataques atribuídos ao Hamas. Ao perceber um movimento político considerado suspeito, ele decidiu retornar imediatamente ao Brasil.

TRAIÇÃO

A suspeita era de que supostas articulações na Assembleia Legislativa de Rondônia buscavam decretar a vacância do cargo. De volta a Rondônia, Marcos Rocha rompeu publicamente com o vice e o passou a chamar de traidor. Desde então, a relação institucional se deteriorou de vez, com silêncio absoluto sobre temas políticos.

RUMORES

Interlocutores afirmam que, há pelo menos um ano, os dois não tratam de sucessão, alianças ou projetos eleitorais. O clima no Palácio Rio Madeira passou a ser de desconfiança mútua e distanciamento estratégico. Nas últimas trinta horas, porém, novos rumores sacudiram os bastidores do poder estadual.

RENÚNCIA

Com a ausência do governador em viagem oficial à Bolívia, o vice assumiu interinamente o comando do Executivo. Um deputado federal chegou a confirmar a este cabeça-chata que as pazes teriam sido seladas. Segundo o parlamentar, Rocha estaria decidido a disputar o Senado nas próximas eleições. A informação inclui a possibilidade de renúncia em abril, abrindo caminho para Sérgio Gonçalves assumir definitivamente o governo.

MENTIRA

A coluna Resenha Política foi aos bastidores para checar a veracidade da suposta reconciliação. Em conversa com o próprio governador de Rondônia, Marcos Rocha, classificou as notícias como mentirosas. De acordo com Rocha, não há nenhum movimento para reatar a relação com Sérgio Gonçalves e afastou por definitivo a renúncia para disputar uma vaga senatorial. Disse que este suposto acordo faz parte das fofocas que costumam surgir uma vez que há muitos interessados em sua renúncia. “Fui eleito para governar pelos quatro anos, assim farei”, concluiu.

SILÊNCIO

O governador assegurou que a relação com o seu vice permanece estremecida e sem pontes reconstruídas. Por ora, oficialmente, nada mudou e o silêncio entre os dois continua sendo a regra no comando do Estado.

DESAPEGO

Segundo Rocha, sua trajetória política não foi movida por ambição pessoal, mas pelo compromisso com o serviço público. Ele afirmou que seu desprendimento em relação ao poder incomoda políticos profissionais que fazem da política um meio de vida.

PROFISSÃO

Ao optar por concluir o mandato, deixa adversários em polvorosa (já que até 4 de abril o prazo fixado pela Justiça Eleitoral para eventual renúncia), seu nome era visto como ameaça real na corrida senatorial. “Eles fazem da política um meio de vida. Eu não”, declarou.

AVISO

Rocha garantiu que cumprirá o mandato integralmente e que, em 4 de janeiro, entregará um Estado organizado ao sucessor. Ressaltou que não tem apego a cargo e que o futuro “a Deus pertence”. O governador também mencionou que pré-candidatos ao Senado demonstram preocupação com a possibilidade de sua entrada na disputa. Para encerrar as especulações, foi enfático: “Fiquem tranquilos, não sou candidato ao Senado nestas eleições. Mas vou ajudar amigos a serem eleitos”, avisou.

TRANSOCEÂNICA

Por mais de trinta minutos em ligação telefônica com este cabeça-chata, Marcos Rocha também fez questão de anunciar a disposição de voltar ao podcast Resenha Política, antes de 4 abril, para abordar todos os temas eleitorais e pontuar as ações que pretende implementar em Rondônia até o último dia de governo. Adiantou que o evento que participa em território boliviano vários acordos estão sendo assinados que visam alavancar a economia estadual, em especial na área rodoviária em razão da saída para pacífico via Rondônia. 

CRISE

Parte expressiva da crise que atinge a saúde estadual de Rondônia tem sido atribuída ao coronel Jeferson, considerado por muitos interlocutores do setor como o pior gestor que já comandou a pasta. Embora o governo acumule avanços concretos, como os investimentos nos hospitais de Guajará-Mirim, Vilhena e na região da BR-429, a condução política e administrativa na capital deixou a desejar. Em Porto Velho, o secretário falhou ao não conseguir conter a escalada de críticas ao Hospital João Paulo II.
A unidade, que já enfrenta problemas históricos, tornou-se símbolo da insatisfação popular. E retrato do caos.

TRANSPARÊNCIA

Faltou articulação, presença institucional e, sobretudo, capacidade de comunicação.
Mesmo com aportes milionários do Executivo, a percepção social é de abandono.
Grande parte desse desgaste decorre da postura fechada do secretário.
Como pessoa pública, ele optou por se resguardar na vida privada e evita dar explicações frequentes à imprensa. A ausência de transparência amplia rumores e fortalece narrativas negativas. 

DENÚNCIAS

Em momentos de crise, comunicar-se bem é tão importante quanto executar obras e contratos. Sem isso, os investimentos perdem força política e não revertem a imagem de ineficiência. Além do problema de gestão, pesam sobre a pasta denúncias graves.

DEGOLA
O Tribunal de Contas do Estado de Rondônia apura supostas irregularidades na licitação de ambulâncias para transporte de pacientes da rede estadual. O caso adiciona pressão a uma secretaria já fragilizada institucionalmente. Nos bastidores, a permanência do coronel Jeferson é tratada como insustentável, e a expectativa é de que a qualquer momento seja anunciado um novo secretário estadual de Saúde.

CONVIDADO
As especulações recaem sobre o nome do médico famoso da capital, que, segundo interlocutores políticos, já teria sido contactado e sinalizado positivo para a missão, aguardando apenas a decisão da publicação do decreto de exoneração do atual titular e sua consequente nomeação - antes tarde do que nunca, diz o adágio. O governador Marcos Rocha acertará caso decida mesmo dispensar quem é incapaz de resolver os gargalos de uma área tão nevrálgica para o governante e os governados.

QUEIMADO

Há quem garanta que o coronel Jeferson vai se aventurar a uma candidatura parlamentar, mas está numa distância incomensurável para repetir o feito do antecessor Fernando Máximo. O coronel queima na largada por não poder apresentar ao eleitor nenhum feito na área; além de ser um inepto em gestão de saúde é, ao que parece, também na política. 

REFLEXOS

O empresário Adelmo Barofaldi, com forte atuação no agronegócio e no setor de proteína animal, alertou que a guerra no Oriente Médio, envolvendo Irã, Israel e outros países da região, pode afetar diretamente a economia estadual.

IMPACTOS

Segundo ele, o primeiro impacto está relacionado às exportações de carne. Apenas em 2025, o estado embarcou mais de 39 mil toneladas do produto para países árabes, mercado considerado estratégico para o setor frigorífico local.

LOGÍSTICA

O segundo fator de preocupação é a elevação do preço do petróleo no mercado internacional, reflexo direto do conflito. Além disso, um eventual fechamento do Estreito de Ormuz comprometeria a logística global, encarecendo fretes e dificultando o fluxo comercial brasileiro.

AVALIAÇÃO

Barofaldi também ressalta que, no curto prazo, não há alternativas viáveis para a abertura de novos mercados capazes de compensar eventuais perdas. Diante desse cenário, o empresário avalia que o prolongamento da guerra tende a atingir de forma significativa a economia regional, especialmente os segmentos ligados à exportação e à cadeia da proteína animal.

* O conteúdo opinativo acima é de inteira responsabilidade do colaborador e titular desta coluna. O Portal Gente de Opinião não tem responsabilidade legal pela "OPINIÃO", que é exclusiva do autor.

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