Terça-feira, 24 de fevereiro de 2026 - 09h54

REPERCUSSÃO
O novo comandante-geral da PM de Rondônia, coronel Glauber Souto, tem
pela frente um desafio enorme no enfrentamento firme à criminalidade. Seu
antecessor, coronel Braguin, embora criticado por entidades sociais, era bem
avaliado no combate ao crime organizado e nas ações envolvendo conflitos
agrários, especialmente pelas operações que liderou pessoalmente. Souto será
naturalmente comparado ao modelo anterior e, caso não mantenha o mesmo ritmo
operacional, poderá começar a ter seu comando questionado.
RESENHA
Em entrevista ao podcast Resenha Política, o novo comandante destacou,
sem filtros ou combinações prévias, as principais metas da gestão. Apesar de
jovem para os padrões militares, Glauber Souto demonstrou firmeza ao abordar
temas sensíveis da segurança pública, como integração com outras forças,
valorização da tropa e uso de inteligência estratégica no enfrentamento das
facções. A expectativa é que invista em tecnologia, prevenção e aproximação
comunitária para equilibrar repressão e políticas de pacificação. Vale a pena
conferir a entrevista no canal Resenha Política e no site
resenhapolitica.com.br.
SURPRESA
A coluna ainda não pode anunciar uma movimentação que deve ocorrer neste
mês de março no cenário das candidaturas majoritárias, mas adianta que um dos
nomes especulados pode desistir da disputa por razões de saúde. Caso a
informação se confirme, abrirá espaço para novos pretendentes e tende a alterar
o tabuleiro eleitoral de forma abrupta.
PRIMAZIA
Por compromisso profissional assumido com o pré-candidato, a coluna
aguardará o sinal verde para divulgar a novidade em primeira mão. Não adianta
perguntar “em off” o nome do possível desistente: este cabeça-chata leva os
compromissos do ofício rigorosamente a sério. O acordo firmado prevê que o
podcast terá a primazia do anúncio na última semana de março. Nos bastidores, a
eventual saída já provoca rearranjos silenciosos e articulações discretas entre
partidos que aguardam apenas a oficialização para avançar nas composições.
CAPITAL
Em contato com a coluna, o prefeito da capital e presidente regional do
Podemos, Léo Moraes, confirmou estar decidido a lançar candidaturas próprias ao
Governo do Estado e ao Senado. Segundo ele, há espaço para uma alternativa fora
dos blocos políticos majoritários que polarizam a disputa em Rondônia.
MUSCULATURA
Ao bancar candidatura própria ao governo, Moraes testa seu capital
político e mede sua capacidade de transferência de votos. Mantido esse curso, o
nome mais cotado para encabeçar o projeto é o do prefeito de Vilhena, Delegado
Flori. A estratégia do Podemos é se apresentar como via alternativa, buscando o
eleitorado que demonstra cansaço com a polarização tradicional. Resta saber se
a legenda terá estrutura e musculatura suficientes para sustentar uma campanha
competitiva em nível estadual.
EXPERIÊNCIAS
À exceção do senador Marcos Rogério, o cenário das eleições para
governador em Rondônia poderá reunir três ex-prefeitos das principais cidades
do estado: Hildon Chaves (Porto Velho), Adailton Fúria (Cacoal) e Delegado
Flori (Vilhena). São nomes que tentarão capitalizar junto ao eleitorado suas
experiências administrativas e os resultados obtidos nos municípios que
governaram.
IDENTIDADE
Apesar de não possuir experiência executiva municipal, Marcos Rogério é
reconhecido pela desenvoltura no discurso e pela ligação quase umbilical com o
eleitorado conservador, maioria expressiva no estado. Deve contrabalançar o
debate de gestão com pautas ideológicas da direita, campo no qual construiu
forte identidade política. O confronto entre experiência administrativa e
discurso ideológico promete pautar a narrativa central da disputa estadual.
CPI
Caso seja comprovado que um servidor do município de São Francisco do
Guaporé tenha desviado mais de treze milhões de reais dos cofres públicos para
utilização em jogos eletrônicos, a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI),
instaurada pela Câmara Municipal, precisará agir com rigor.
DESVIO
Além do investigado, seria prudente a convocação do próprio prefeito, Zé
Wellington (PL), para prestar esclarecimentos. Em casos dessa magnitude, a
responsabilidade política transcende a figura do servidor e alcança a estrutura
administrativa. A CPI deve apurar não apenas a conduta individual, mas também
eventuais falhas sistêmicas que permitiram o suposto desvio.
DISTORÇÃO
Não é razoável que, em um município de pequeno porte, um servidor de
nível médio consiga desviar cifras tão expressivas sem que haja percepção ou
alerta por parte dos mecanismos de controle. Caso tenha agido isoladamente, o
fato revela fragilidade grave no sistema de fiscalização interna.
CONTROLE
A ausência de controles eficientes é tão preocupante quanto o ato ilícito
em si, especialmente quando os recursos envolvem áreas sensíveis como a saúde
pública. A CPI tem o dever não apenas de investigar responsabilidades
individuais, mas também de corrigir distorções administrativas e propor
mecanismos que impeçam a repetição de falhas semelhantes.
TUCANO
O PSDB vive um processo de declínio nacional desde as eleições de 2018. A
legenda perdeu protagonismo, encolheu em representatividade e enfrenta
dificuldades para se posicionar em um país polarizado entre direita e esquerda.
Em diversos estados, inclusive em Rondônia, tornou-se um partido com reduzido
apelo eleitoral.
HEGEMONIA
Ideologicamente difuso, o partido caminha para 2026 sob risco de
irrelevância. Hildon Chaves, hoje a principal referência da sigla no estado,
permanece filiado, mas dialoga com outras legendas, como União Brasil e
Republicanos. Caso mantenha a candidatura ao governo pelo PSDB, enfrentará
resistência em um eleitorado majoritariamente conservador, que associa a marca
tucana a posições distantes da atual hegemonia ideológica local.
ANTI-CAMPANHA
Mesmo ciente de que parte significativa da direita rondoniense rejeita
legendas não alinhadas integralmente às pautas conservadoras, Hildon Chaves
insiste em vincular sua imagem administrativa à marca do PSDB em suas inserções
digitais de pré-campanha.
RISCOS
Ao reforçar a identidade partidária, oferece munição aos adversários que
pretendem rotulá-lo ideologicamente. Em Rondônia, o PSDB passou a ser associado
por segmentos mais radicalizados à esquerda, ainda que muitos de seus quadros
tenham perfil liberal ou conservador moderado. O risco é transformar a própria
estratégia de comunicação em instrumento de anti-campanha, enfraquecendo o
potencial de crescimento eleitoral antes mesmo do início oficial da disputa.
IA
Quem insistir no uso irregular de Inteligência Artificial durante o
período eleitoral poderá enfrentar questionamentos da Justiça Eleitoral. A
legislação impõe limites claros quanto à manipulação de conteúdo, especialmente
quando há intenção de induzir o eleitor ao erro.
ÉTICA
Observadores atentos das mídias digitais já percebem o uso crescente de
ferramentas de IA para atacar adversários ou distorcer declarações. A
fiscalização tende a ser rigorosa, com atuação não apenas da Justiça, mas
também dos próprios partidos. Em um ambiente de desinformação acelerada, a
responsabilidade sobre o uso ético da tecnologia será um dos grandes desafios
das eleições de 2026.
ESTUPRO
Há mais de duas décadas, a Suprema Corte (STF) firmou entendimento no
sentido de que, em casos envolvendo menores vulneráveis, a violência é
presumida, não havendo que se falar em consentimento ou união estável entre
adulto e adolescente.
PRINCÍPIO
A recente decisão de um tribunal mineiro que absolveu um acusado sob o
argumento de convivência marital com uma menor de 13 anos gerou perplexidade no
meio jurídico e forte reação social. Em situações dessa natureza, a proteção
integral da criança e do adolescente deve prevalecer. Decisões que relativizam
esse princípio afrontam não apenas a legislação consolidada, mas também valores
civilizatórios fundamentais.
EXTREMISMO
Ao reagirem de forma
exaltada à apresentação da escola de samba Unidos de Niterói, durante o desfile
no Sambódromo da Marquês de Sapucaí, setores da extrema direita escancararam
não apenas desconforto, mas uma profunda intolerância a qualquer representação
simbólica que dialogue com o campo conservador sob outra perspectiva. A
polêmica surgiu a partir de uma ala que fazia referência à chamada “família
conservadora”. Tema que, paradoxalmente, constitui um dos pilares discursivos
mais reiterados por esses mesmos grupos.
DUBIEDADE
O episódio revela uma
contradição evidente: ao mesmo tempo em que defendem publicamente valores
tradicionais como fundamento moral da sociedade, tais segmentos demonstram
incapacidade de lidar com releituras críticas ou satíricas desses próprios
símbolos no espaço artístico e cultural.
IRREVERÂNCIA
O Carnaval,
historicamente marcado pela ironia, pela inversão e pela crítica social, sempre
foi um território de disputa simbólica. Reagir a ele com indignação seletiva
sugere não a defesa de princípios, mas a tentativa de monopolizar narrativas e
interditar o contraditório. Mais do que um desacordo pontual, a reação
evidencia a dificuldade de convivência com a pluralidade - elemento essencial
em uma democracia.
RACIONALIDADE
A liberdade de
expressão, frequentemente evocada por esses grupos quando lhes convém, parece
perder validade quando a crítica parte do campo oposto. Em ano eleitoral, o
risco é que episódios como esse sejam instrumentalizados para mobilizar bases
por meio da exacerbação emocional e do ressentimento identitário. A
amplificação de conflitos culturais tende a substituir o debate programático
por disputas morais superficiais, empobrecendo a discussão pública. O resultado
é um ambiente político ainda mais polarizado, no qual a indignação performática
vale mais do que o diálogo racional.
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