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Vinício Carrilho

Racismo Institucional


Racismo Institucional  - Gente de Opinião

Por que temos apologia institucional à escravidão, declarações senatoriais de racismo, ataque frontal e destruição do meio ambiente, do IBAMA, da FUNAI, ameaças explícitas aos povos tradicionais, indígenas?

Porque, em 2023, vemos desfilar o nível parasitário, as características golpistas, a essência destruidora da dignidade humana, sob a regência da forma atual do Estado Burguês no Brasil.

Porque estamos mergulhados num abjeto estágio antimoderno, fascista, disruptivo da dignidade humana.

Porque as condições estruturais do nosso atual capitalismo de barbárie não são sutis, são racistas, expoentes da mentalidade escravista. Além de sermos dominados pelo rentismo; porém, como pós-modernidade racista e escravista.

Há um eterno retorno ao miolo da nossa Modernidade Tardia, sempre nos arrastando para o limbo da história.

No Brasil, o Estado Democrático de Direito é uma ofensa à nação colonizada, incapaz de subverter a lógica de exceção centenária.

No Brasil, o Estado Democrático de Direito é a antítese burguesa, por mais irônico que pareça. Como se fosse o rescaldo cínico da história da Revolução Burguesa que não se concretizou: o 15 de novembro é cria de golpe militar.

Porque estamos presos ao círculo vicioso que mantém, alimenta com "rendimentos", uma autocracia burguesa (com espírito social de casta), e que ainda se defende com a forma-Estado plutocrática e insinuante à oclocracia: o próprio regime de governo do lumpem-proletariado, do Homo sacer que nega a epistemologia do Homo sapiens.

Não é à toa que os únicos punidos pelo 8 de janeiro são os "pobres de direita": famosos nas crônicas políticas e policiais.

Estamos nesse nível porque os pobres de direita são punidos duas vezes: primeiro conhecem, desde a gestação, a pior excrescência oriunda da  clivagem e desigualdade social, depois, ao pobre de direita, é apresentado o pior "rigor da lei do mais forte".

Enfim, porque o "pior rigor da lei do mais forte" é proveniente dos donos do poder e da Bolsa de Valores. Rigor legal, mas, sobretudo, seletivo, e que está pronto para camuflar as benesses e os privilégios das ditas autoridades maculadas de injustiça.

Porque o Judiciário, aplicador da lei, não se aplica à justiça, uma vez que os privilégios das leis privadas lhe parecem suficientes.

No Brasil, a justiça é impopular, realmente é uma ofensa social, nunca foi oferenda popular. Aliás, só a injustiça é popular. 

* O conteúdo opinativo acima é de inteira responsabilidade do colaborador e titular desta coluna. O Portal Gente de Opinião não tem responsabilidade legal pela "OPINIÃO", que é exclusiva do autor.

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