Terça-feira, 9 de setembro de 2025 - 07h48

Se a dialética coubesse
numa imagem, haveria uma moça na capa de um livro com um vestido dourado e com
fitas vermelhas. A moça emprestaria à gravura toda a sua miscigenação de cores.
Se a dialética coubesse
numa visão urbana seria uma via de mão dupla, num ponto teríamos uma avenida,
no outro, mal caberia uma rua estreita. Sinalizada, a via urbana deveria ser
arborizada, mas, parecia apenas dirigida por sinais de pare e avance, vire à esquerda
ou à direita. De um lado haveria arranha-céus ou até palácios e, na outra
margem, veríamos o contraste de casas simples ou barracas nas esquinas. Bem
iluminada, logo se veria um estoque de lombadas, cruzamentos e encruzilhadas
escuras e silenciadas. Com amplo fluxo de dia ou de noite, não seria difícil
imaginar que, numa extremidade, desembocaria num aeroporto em que decola a
riqueza e, na outra ponta, pode-se dizer que nascia ali, tinha uma quebrada,
palafitas, espigões de pobreza aguda.
Correndo em paralelo ou
entrecruzada por pontes e viadutos, a via urbana também poderia ser vista do
alto da passarela. Mas aí seria uma visão passiva.
Se a dialética fosse
uma música, seria uma valsa ou um tango com inclinações de um lado ou de outro,
com saltos, giros e rodopios, gestos breves, curtos e contidos, cortados por
movimentos largos, espraiados e amplos.
Domingo, 1 de fevereiro de 2026 | Porto Velho (RO)
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