Sexta-feira, 17 de abril de 2026 - 14h25

Além
de se entender minimamente o que é República, é obrigatório agir como tal.
Um
político profissional não pode ter um patrimônio pessoal maior do que foi
declarado no Imposto de Renda.
Um
estudante não pode ser aprovado/a na pós-graduação e não se matricular. Sem
juízo de valor ou subjetividades, há aqui pelo menos dois problemas:
-
O programa é prejudicado porque a CAPES avalia, também, comparando o número de
vagas abertas e o número de concluintes. Se não faz a matrícula, não se pode
chamar outra pessoa para a vaga que esse indivíduo deixou ociosa. O edital não
permite uma lista de cadastro reserva ou segunda chamada.
-
Ao obter a aprovação, sem efetuar a matrícula e executar sua obrigação de
estudante, o indivíduo aprovado (mas, na omissão da inércia) tira completamente
a chance de outra pessoa.
-
Portanto, provoca dois prejuízos sensíveis: um institucional, outro, além de si
mesmo, é individual - mas, afetando terceiros.
O
que nos remete ao sentido de responsabilidade (e não só resultados), de
autocrítica, autogoverno (para além da autonomia).
Por
mais que se julgue ou queira transparecer um certo nível de consciência,
alegando que jamais agirá como o político profissional cínico, esse estudante
(tanto quanto o político) não participa honestamente ("honeste
vivere") do processo necessário à Educação emanvipadora.
Por
essas e por outras, é certo que não se muda nenhum sistema, sem modificar o
indivíduo: não existe geração espontânea. Como se sabe o "Homem novo"
pode ser o Homem velho, com roupas novas.
Ambos,
estudante na inércia e político profissional cínico, tem em comum a ausência do
conhecimento específico e geral (moral) do que é a coisa pública.
Também
é certo, portanto, que a responsabilidade mora ao lado - em cima, embaixo,
dentro e fora.
Sexta-feira, 5 de junho de 2026 | Porto Velho (RO)
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