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Tuberculose entre a população indígena caiu 6,7%



De acordo com os dados do Departamento de Saúde Indígena da Funasa (Desai), a incidência da tuberculose entre os povos indígenas caiu, em média, 6,7% nos últimos dez anos. No período de 2007 a 2009 a redução foi de 3,11% ao ano, superior a média registrada na população geral que, conforme o Programa Nacional de Controle da Tuberculose (PNCT) é de, em média 2,3% por ano.

Segundo o relatório “Vigilância em Saúde Indígena – Dados e Indicadores selecionados 2010”, produzido pelo Desai, no período de 2000 a 2009 a redução da incidência foi de 60,29%.

Considerando que a tuberculose foi declarada pela Organização Mundial de Saúde (OMS), em 2003, como doença de emergência global, nos últimos três anos, a Funasa tratou como prioridade a intensificação de forma organizada e sistemática do Programa de Tuberculose nos 34 Distritos Sanitários Especiais Indígenas (Dsei).

O objetivo dessa estratégia foi facilitar o acesso ao diagnóstico precoce do bacilo da tuberculose, ao tratamento adequado dos casos e o desenvolvimento de ações de prevenção da transmissão do bacilo entre os indígenas. Foram disponibilizados medicamentos, implementada a quimioprofilaxia para os grupos de alto risco e para os contatos de casos com tuberculose pulmonar positivos e buscou-se a melhoria do sistema de informação.


Segundo a Funasa, no período de 2006 a 2008, a taxa de cura entre os indígenas foi de 83%, superior a taxa observada na população geral, 73%, e o abandono do tratamento entre os indígenas, 4,3%, inferior ao da população geral, 8%. Os dados mostram que a atuação dos Dsei contribuiu para melhorar o tratamento e acompanhamento dos doentes e para controlar a transmissão da doença entre os indígenas.

A partir da situação identificada, a Funasa está apoiando um projeto para o georreferenciamento e análise espacial dos indicadores relacionados com a tuberculose em indígenas. O projeto ajudará na formulação de propostas para o fortalecimento da vigilância epidemiológica da tuberculose voltada para as especificidades indígenas.

Fonte: Júlio Aires
 

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