Segunda-feira, 5 de janeiro de 2009 - 15h50
Medidas preventivas já começaram a ser discutidas pelas autoridades municipais
A situação de risco da população ribeirinha que anualmente sofre com a enchente do rio Madeira foi um dos principais assuntos tratados nesta segunda-feira (5) pelo prefeito de Porto Velho em exercício, Emerson Castro, que substitui o prefeito Roberto Sobrinho, em viagem de férias. O primeiro dia de trabalho à frente da Prefeitura começou logo cedo. Já no café da manhã Castro se reuniu com assessores para discutir a forma de atuação na interinidade. Às 8h chegou à Prefeitura, onde se reuniu com os secretários Israel Xavier (ex-Planejamento e agora na Secretaria de Acompanhamento das Obras do PAC), José Gadelha, da Secretaria do Desenvolvimento Econômico e Social (Semdes) e o chefe do Gabinete Militar e da Defesa Civil, coronel Reinaldo Raimundo da Silva.
A reunião tratou das ações preventivas que a prefeitura deve adotar para o período mais intenso do inverno amazônico, quando o nível do rio Madeira atinge marcas acima dos 12 metros, e começa a provocar o desalojamento de famílias.
Por enquanto, segundo mostrou o coronel Reinaldo, na tabela que mede diariamente o nível do rio, a situação ainda não é de desespero, mas o sinal de alerta já foi dado. O rio está subindo em média 20 centímetros por dia. Mesmo assim, o Madeira está pouco mais de 10 metros acima de seu nível normal. A situação começa a complicar quando ultrapassa os 12 metros. No ano passado, nesta mesma época, o rio já tinha chegado ao nível mais crítico.
Neste ano, um dos problemas adicionais detectados pela Defesa Civil é que, embora o nível não tenha subido tanto, a velocidade da água aumentou muito. Em São Carlos e no Lago Maravilha, por exemplo, os problemas começam a ser sentidos pelos moradores. Em São Carlos, parte do calçamento às margens do rio já foi destruída pelo desmoronamento do barranco. No Lago Maravilha, uma tubulação por onde passava uma ponte foi arrastada pela correnteza.
Segundo alertou o coronel Reinaldo, o período mais crítico acontece em abril, quando o rio já chegou a bater os 16 metros acima do nível normal.
"Uma situação mais preocupante deve chegar em meado de fevereiro. Mas não vamos ficar apenas esperando. O prefeito Roberto Sobrinho deixou recomendações expressas para que os impactos sejam minimamente sentidos. Por isso, vamos agir preventivamente", disse Emerson Castro, acrescentando que espera contar com várias secretarias atuando no Plano de Contingência, como as pastas da Agricultura, Meio Ambiente, de Obras, do Serviço Público e da Saúde, sob coordenação da Defesa Civil.
Para o prefeito em exercício, Emerson Castro, o alojamento de desabrigados em ginásios de esportes é a pior solução. Daí, a necessidade de construir alternativas preventivas, como passarelas, pontes, obras de contenção, etc.
Fonte: Ascom
Foto: Arquivo/Gentedeopinião
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