Terça-feira, 1 de maio de 2007 - 11h21
A Amazônia pode ganhar em breve uma ferramenta para identificar a exploração irregular de madeira nas florestas. Além dos monitoramentos via satélite que já existem na região, os órgãos de fiscalização ambiental poderão contar com o sistema de Detecção de Exploração Seletiva (Detex).
Em fase de teste, o novo sistema pretende captar alterações da cobertura de árvores sobre o solo, ou seja, das árvores retiradas, além de estradas abertas ou parques florestais construídos.
De acordo com o diretor do Serviço Florestal Brasileiro, Luiz Carlos Joels, o Detex permitirá um maior controle da exploração irregular de madeira.
"Quando identificarmos a atuação de pessoas na exploração de madeira, poderemos intervir a tempo e interromper a exploração quando se tratar de ilegalidade. Caso não tenha nenhuma autorização para aquela área, nós entenderemos que é uma atuação ilegal dos madeireiros", observou. "Então, o órgão ambiental encarregado de fiscalizar a região, seja o Ibama [Instituto Nacional do Meio Ambiente e dos Recursos Naturáveis Renováveis] ou órgão estadual do meio ambiente, será acionado para que faça o seu papel".
O Detex será abastecido por informações coletadas a partir de imagens do satélite sino-brasileiro Siber e de imagens captadas por radares do Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam). Os distritos florestais da BR 163, de Carajás (no Pará) e a região Leste do Amazonas serão as primeiras áreas rastreadas.
A expectativa do Serviço Florestal Brasileiro é que as imagens captadas pelo Detex estejam disponíveis ainda neste semestre. Essas informações, segundo Joels, também serão oferecidas para a sociedade em geral, de graça e em tempo real, pela internet.
Participam do desenvolvimento do sistema o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, a Organização Não-governamental Imazon, o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia, o Ibama e o Museu Goeldi. As instituições contam com o apoio do Serviço Florestal Brasileiro.
Fonte: Elaine Borges - Agência Nacional
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