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Sindecom contesta Fecomércio


Sindecom contesta Fecomércio:

número de demissões aumentou

            O presidente do Sindicato dos Empregados no Comércio de Porto Velho, Denis Souza de Oliveira, contestou ontem as declarações do vice-presidente da Fecomércio – Ranieri Araújo Coelho – para quem deverá haver efetivação da ordem de 50% dos trabalhadores contratados temporariamente no comércio para o período de final de ano.  Ele considera contesta exageradamente otimista a expectativa do dirigente empresarial, assegurando ter elementos para assegurar que, ao contrário, houve um crescimento preocupante do número de demissões no comércio da capital.

            Denis Oliveira lamenta que a realidade seja diversa daquilo que espera o representante patronal. "A verdade é que o otimista não passa de um pessimista mal informado" – ironizou, explicando que a verdadeira situação do mercado de trabalho para os comerciários está sendo exibida diariamente na recepção do Sindecom, onde grande número de desempregados se instalam à espera da homologação de demissões.

"Vale lembrar que somente têm direito ao acompanhamento do sindicato no acerto de contas com os patrões aqueles trabalhadores com pelo menos um ano de carteira assinada. Se isso acontece com os funcionários mais experientes, o que não estará acontecendo em relação aos recém contratados, cujo acerto é feito diretamente no Departamento de Pessoal das empresas? São informações que não chegam até o sindicato, mas podemos assegurar que o número é muito superior àquele aqui registrado" – afirma ele.

O presidente do Sindecom disse que o número de demissões, somente entre os empregados mais experientes, cresceu quase 60%, nos meses de outubro a dezembro de 2006 – época em que normalidade recomenda a contratação, por conta das comprar de final de ano – em relação ao mesmo trimestre de 2005. "Para que se tenha uma idéia da situação, um dos maiores grupos empresariais do comércio portovelhense, fez em torno de 300 contratações no fim de ano e somente efetivou dez trabalhadores agora, em 2007. Muitos outros nem chegaram a contratar para o natal".

O sindicalista imagina ainda uma outra hipótese para explicar o absurdo crescimento do número de demissões no comércio: "Pode estar havendo fraude contra o sistema. O empregado faz acordo para ser demitido, receber o FGTS e incorporar-se à fila do salário desemprego. Se isso de fato estiver ocorrendo, as autoridades têm que agir com o máximo rigor, já que o próprio sistema é colocado em risco".

- Pode parecer um bom negócio, já que os patrões demitiriam os empregados sem o compromisso de pagar a multa de 40% sobre o FGTS. Depois, tornaria a contrata-los sem carteira pelo período de seis meses, enquanto eles se beneficiam fraudulentamente do salário-desemprego. O Sindecom já recebeu algumas denúncias a respeito da questão e estamos buscando comprovação para encaminhar o problema à DRT". – concluiu.

 

Fonte: Carlos Henrique           

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