Segunda-feira, 24 de maio de 2010 - 14h59
O senador Acir Gurgacz enxerga, de forma positiva, o Plano Integrado de Enfrentamento ao Crack lançado pelo governo federal na semana passada. No entanto, o parlamentar afirma que a medida – que já chega tarde – deve ser bastante balanceada. O plano está dividido em ações de combate ao tráfico, no setor de saúde e na educação. “Precisamos manter o foco em ações que surtam efeito rápido aos olhos de toda a sociedade”, destacou Acir Gurgacz.
Mais de uma vez no plenário do Senado Federal, Acir Gurgacz falou sobre como a sociedade brasileira está perdendo a guerra contra o crack. O parlamentar destacou casos em Rondônia, seu Estado, que faz fronteira com países que produzem cocaína, o que torna a região bastante susceptível à ação de traficantes. As apreensões dos dois tipos de droga vêm crescendo, enquanto cai o preço do crack e aumenta a sua popularidade entre os dependentes.
Gurgacz apontou também a dificuldade de tratamento de dependentes de crack (e de outras drogas) no Estado, pois somente existe um Centro de Atendimento Psicossocial (CAPS) Álcool-Drogas, localizado em Porto Velho. A localização desses CAPS se dá baseado em uma proporção de número de habitantes. “É preciso rever esse critério, pois o crack deixou de ser uma preocupação apenas de grandes centros. Hoje, cidades com menos de 10 mil habitantes já sofrem com a expansão do número de dependentes”, aponta Acir. O parlamentar destaca que Rondônia, um Estado com uma população pequena e de municípios com baixos números de habitantes acaba sendo prejudicado.
Medidas
O combate ao narcotráfico, na opinião de Gurgacz, deve ser uma das prioridades do Plano Integrado de Enfrentamento ao Crack, logo apos a redução do patamar de habitantes para implantação de CAPS-AD. Para o senador, o trabalho com educação e campanhas de marketing podem ser importantes, mas ele destaca que é algo que não deve consumir recursos do Estado. “Os veículos de comunicação podem ser estimulados a contribuir, como já vêm fazendo. Não podemos perder tempo com ações que não sejam práticas e decisivas. Temos que aumentar as apreensões, reforçar as ações de inteligência das nossas polícias. Precisamos atingir duramente o tráfico internacional de cocaína e do crack, pois os traficantes já estão atingindo duramente nossa sociedade há anos”, resumiu o senador Acir Gurgacz.
Fonte: Ascom
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