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Semusa vai combater caracóis africanos


Com o grande volume de chuvas, cresce a preocupação com os caracois-africanos (popularmente conhecidos como caramujos-africanos) que costumam se reproduzir em massa nesse período chuvoso nas residências, vias e cultivos em todo o município de Porto Velho. Para conter o avanço desse molusco, a Secretaria Municipal de Saúde (Semusa) oferecerá um treinamento específico a profissionais da Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Sema) e Secretaria Estadual de Desenvolvimento Ambiental (Sedam) no fim deste mês.

O treinamento, que acontecerá no dia 29 de janeiro, na sede da Sedam, dará instruções a 13 técnicos sobre como lidar com o caracol-africano, exemplificando o modo de coleta e eliminação da espécie. Os distritos de Extrema, Nova Califórnia, Fortaleza do Abunã e Vista Alegre do Abunã já receberam ações de controle ao molusco. O caracol-africano tornou-se uma praga em todo o Brasil nos últimos 30 anos devido à sua alta taxa de reprodução e ausência de predadores naturais. Em áreas de cultivo o molusco pode causar enormes prejuízos às hortas e plantações, pois se alimenta de quase tudo, incluindo vegetais. Em último caso, doenças como meningite eosinofílica e angiostrangilíase abdominal podem ser transmitidas pelo caracol ao ser humano. 
 
Eles normalmente se abrigam em locais úmidos e protegidos do sol, como: entulhos, mato, restos de telhas e estacas amontoadas, lixo e outros locais com grande concentração de umidade. Em 2011 mais de 60 profissionais do Centro de Controle de Zoonoses da Semusa foram treinados para combater o caracol-africano e orientar a população sobre como proceder na coleta e eliminação do molusco. A coleta deve ser realizada usando luvas e sacos plásticos para evitar o contato direto, após isso o caracol pode ser incinerado, escaldado, esmagado ou ser morto com a aplicação de cal virgem. A eliminação com o uso de sal ou pesticidas não é recomendada, pois o solo e o lençol freático podem ser prejudicados.
 
Segundo José dos Santos, orientador do Departamento de Vigilância Epidemiológica e Ambiental da Semusa (DVEA) e responsável pelo treinamento, os técnicos serão orientados teoricamente na sede da Sedam e posteriormente irão a campo colocar em prática os métodos de coleta e eliminação do caracol-africano. “Depois de capacitados, os agentes não só combaterão os caracóis, como também orientarão a população sobre como proceder na presença desses animais. A época de chuva aumenta as condições de sobrevivência desse molusco, e mesmo depois de mortos eles podem trazer riscos à saúde, pois a concha pode servir de abrigo ao Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue. Por isso quebrar as conchas também é imprescindível”, concluiu José.

Fonte: Collien Rodrigo

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